Quarta-feira, Novembro 16, 2005

TIOS PERVERSOS



Written has Freud


Se me tivessem dito há quase 4 anos que iria ter hoje os meus tios a pedirem-me conselhos para a vida matrimonial deles (sexual incluída), teria imediatamente regressado ao avião e voltado para os Estados Unidos. Mas como regressar vem de regressão e regressão é sempre o retorno a um estado inicial, aceitei o desafio de me manter em progressão. E lá chegámos aqui. O senhor António e a Doutora Margarida a perguntarem-me como é que eu, solteiro e bom rapaz, os posso ajudar a encontrarem pontes. Suspeito que se falhar nesta missão os meus primos me vão culpar pelo divórcio que já está eminente à 10 anitos, desde a primeira escapatória confessa do meu tio (as outras a minha tia tinha decidido que por serem tão bem escondidas eram a prova de que o amor que o meu tio lhe tinha, não sendo único, era ao menos sincero, pois não lhe feria os sentimentos abertamente, logo isso era sinal de um sentimento presente). Desde o início da minha “carreira” sempre rejeitei tratar pacientes com diferença assinalável de idade mental em relação à minha, o que me leva a raramente aceitar mais além do que da primeira consulta casais com idades médias acima dos 35 anos. Mas têm existido excepções, honrosas excepções, diga-se de passagem, pessoas daquelas que até nos sentimos roubados por sabermos finalmente da sua existência e nunca nos termos cruzado com elas em anos anteriores. Mas os meus tios não são sementeira desta lavra, são majestosos burgueses, de antepassados agrícolas (o meu tio é mesmo proprietário de um entreposto de máquinas agrícolas), nada abertos a mudanças de rumo, certos da infalibilidade do caminho passado, seguros do futuro pela força das directrizes enraizadas no exemplo dos ancestros (por oposição a ancestrais, que são familiares passados que são modelos, os ancestros são familares que não devem ser seguidos nas suas condutas) passados. Enfim… o pedido deles, ainda por cima simultâneo e feito no meu templo (vulgo consultório) deixou-me desarmado para esboçar possível recusa, escusa por “proximidade do contexto familiar” “ incapacidade de aceitação do modelo por demasiada proximidade afectiva”… enfim… toda aquela bateria de desculpas que eu poderia dirimir caso me apanhassem em separado e noutro local de combate. Mas a sua chegada conjunta, a forma como me atacaram frontalmente não me deixaram lá grandes possibilidades de escape. Assim, o caso foi aceite sem grandes discussão da minha parte. Tirando o facto de imaginar a vida sexual dos meus tios ser quase como imaginar os mais pais numa versão de desenho animado nada me impedia de tomar a tarefa em mãos.
As questões surgidas destas sessões são aquelas que penso irão dominar o debate da sexualidade nos próximos anos. O casamento muitas vezes é definido por factores muito mais pragmáticos que o mero realizar de carinhos que se querem constantes. Aliás, tenho esse enorme problema em aceitar que as pessoas casem “por amor”, o amor é por definição desprovido de estrutura, é demasiado extremo para ser contido em registos e portanto parece-me altamente incompatível com a presença constante. Aliás, um dos dramas do amor romântico foi sempre o paradigma da ausência da ‘coisa amada’, armadilha vitoriana em que milhões de seres humanos ainda caem alegremente, desprovidos de incerteza por terem medo de aceitar a imperfeição própria do ser humano, que supostamente a dois seria alcançada. Com a culpabilização do adultério, os direitos da mulher empacotados na parte técnica da frase bíblica “Crescei e multiplicai-vos” (frase épica dedicada à realização de um Destino que seria na altura masculino) este sistema manteve muitos casamento bem solidificados. A importância do sexo era uma importância essencialmente de satisfação da parte masculina, o homem é que carregava o produto místico, numa inversão do matriarcado que sobrevinha da pré-história, em que a mulher é que decidia quando se daria a concepção. A ejaculação masculina, associada ao simultâneo orgasmo, punha a questão da satisfação sexual do lado da mulher, ela é que tinha de se adaptar aos ritmos do homem, e uma mulher gostar muito do sexo era até suspeito, pois aí punha-se que se os dotes do marido não bastassem então o casamento estaria em risco. Foi assim até hoje em Portugal, sinal de que estamos mais do que nunca afastados da Europa moderna, sinal de que em vez de procurarmos novos paradigmas nos contentamos em reciclar velhos ciclos. Mas vamos falar dos meus tios, que lhes prometi dar testemunho do caso deles.
Conheceram-se num “baile” em casa dela, dançaram muito e simpatizaram quase instantaneamente. O namoro foi facilitado por pais conscientes do aforro que a união das duas fortunas ancestrais traria, e nisso foram felizardos em relação a muitos casais da época. Conheceram-se bem, partilharam muitos momentos juntos, sendo “da aldeia” chegaram ao ponto extremo de urbanidade de irem ao Coliseu do Porto ver vários concertos durante o namoro. O casamento veio sem grandes dúvidas, marcado por uma noite de núpcias com muito jeitinho que ambos eram virgens de corpo e alma, nunca antes tinham entregue o coração, nunca antes tinham entregue o corpo. Depois a realidade, que afinal tanto amor tinha limites, afinal a tal fusão não se deu, não passaram a ser um só. Ela continuou a detestar velocidade, ele a adorar carros velozes, ele continuou sem perceber nada e sem se interessar nada por pintura, ela continuou a rumar ao Soares dos Reis para ver obras de arte que achava de uma beleza extrema e a tocavam profundamente. Ele continuou a precisar de ao Domingo almoçar com os pais, ela da companhia de cidades estranhas, de viagens esclarecedoras das diferentes morfologias do Mundo. E nessa diversidade vinha também o emprego de cada um, ela sempre de prevenção como qualquer médica estagiária, ele sempre com tempo livre para cultivar afectos, como qualquer proprietário de um stand de automóveis.
E depois a reclusão do sexo a uma troca de interesses marcado pelas concessões do momento. Ela sempre que era contrariada a abdicar de lhe dar prazer, ele sempre que era contrariado a ir dormir para outro quarto, sabendo que a ausência física lhe doía mais a ela que a ele. O sexo como coisa de homens, ouvia ela da boca de todas as amigas, eles não passam sem isso, não conseguem viver sem isso, “ás vezes até o faço só para ele não arranjar amantes”, a crua verdade que ela se recusava a aceitar, culpada já das transacções que se davam nos lençóis “querido, vamos de férias para Cuba?” e ele no fim da queca rápida e volátil a prometer que sim. Ele rapidamente descobriu que existiam mulheres tão estóicas como ela, primeiro as mulheres da vida, que se punham a jeito para o sexo por alguns escudos, depois mulheres em busca de posição social que achavam perfeitamente aceitável que o homem tivesse prazer por via dos pagamentos que fazia no restaurante. E ela também descobriu outros amores, o de 3 filhos que lhe foram tomando mais e mais tempo, enquanto ele cada vez passava mais tempo longe do trabalho, o lar quase só para ela, o lazer quase todo para ele. E depois a constatação da traição, da infidelidade, a certeza de que o sexo já não era amor, que os filhos não eram a mesma coisa para ela e para ele, não preenchiam ambos da mesma forma (ela suspeitava que isto tinha a ver com a ausência de participação dos labores no lar, mas não se ia queixar do marido ‘tão bom para ela’, que nunca ‘lhe tinha levantado a mão’ e nunca tinha tido a lata de dar a conhecer as suas amantes nos círculos de amigos). Ele cansou-se de amantes, ficou-se por uma com quem estava de vez em quando, foi ficando mais e mais tempo para casa, redescobriram o prazer de viajar, redescobriram o interesse pelo Coliseu, pelo teatro, chegaram ao ponto de fazerem sexo numa praia quais garotos adolescentes. Porém, o prazer não sobrevinha para ela, continuava fechada naquela certeza de que o prazer era coisa de homens, e ele a dizer para ela procurar ajuda, e a ajuda a dizer que estava tudo bem, um sobrinho que andou lá por fora a dizer que se calhar o problema era dele, mesmo ele enrijando e ejaculando como um relógio suíço. As conversas a medo com o jovem, as questões perturbadoras e directas, feitas sem o respeito pela idade “tia, quantas vezes se masturba por dia”, estes jovens, tão mecânicos, não conseguem pensar no amor. Depois a conversa do sobrinho com o tio, a explicação de que ele, já tardio para estender os tempos de penetração por hábito enraizado teria de “masturbar” a mulher em quem apenas se limitou a deixar entrar “lá para dentro” o membro. a primeira noite em que usaram a ‘receita’, ela com os pêlos púbicos removidos como nunca os teve, ele a colocar a mão directamente nela e sem ser para orientar o membro para dentro, a procura do pequeno sítio lá em cima, a carne amolecida por anos e anos de imobilidade em consultórios e numa casa sempre com afazeres, a descoberta, o tremer, o suar, o arfar, a novidade de ela pedir mais quando antes se limitava aos ditames do desejo dele, por fim o êxtase, e o êxtase por várias vezes. O regresso, a dois ao consultório, as conversas despreocupadas, as explicações de um miúdo com metade da idade deles, a explicação das dificuldades para o futuro, dos obstáculos a vencer, a promessa dela de melhorar a forma física, a promessa dele em explorá-la toda. Mais sessões, mais descobertas, os filhos que apanham os pais aos beijos, que os surpreendem em poses menos patriarcais no sofá grande que nunca foi partilhado até aí, até ao dia em que os encontram, em pleno jardim, em coito oral mútuo. O choque, o temor, o nojo…
Imaginem pelo que eu passei então!!!!!!!!!!!!!


(ao contrário do que possam pensar, este texto não foi escrito relativamente aos meus tios Margarida e António, refere-se apenas a um casal amigo mais velho, o uso do parentesco é totalmente ficcional ; ))))))))) para os membros da família que por cá já passam não se assustarem muito ; ))))))))))))

Terça-feira, Outubro 25, 2005

“Socialistas ao poder é pôr mais meio Portugal a foder”




Poderia ser este o nosso hino em relação à nova conjuntura do poder. Um governo socialista é sempre uma benesse para a nossa classe, já assim foi com António Guterres, e assim irá ser com José Sócrates. Este partido tem, além de um muito melhor gosto para escolher as meninas, uma perspectiva muito mais relativa da ocupação do chulo. Aliás, foi absurdo o conjunto de medidas tomadas na recta final pelo Governo de coligação, nomeadamente a avalização de operações de deportação de meninas ilegais. E foi aqui que pela primeira vez a união fez a força, num mundo como o nosso, marcado por tanto individualismo ao longo dos últimos 30 anos. Sabendo de antemão das operações em curso, um dos nossos colegas com laços mais estreitos com as forças da ordem (a filha dele fode regularmente um vice-director da Judite) alertou todo o grupo presente na nossa Primeira Conferência, eu e Tadeu Bastos, excelente exemplo de profissional da noite de Coimbra, tratámos de garantir os “empregos” para as jovens, desde cabeleireiras até manicures, passando por secretárias em part-time, operadoras de linhas eróticas e sabe-se lá que mais, tudo legal, e quando as operações se desenrolaram todas as meninas que trabalhavam nas casas de membros dos nossos Associados viram o seu estatuto de emigrante totalmente assegurado. Aliás, foi de facto uma grande surpresa para o SEF a organização com que o mundo do lenocídio (nós gostámos mais da palavra chulos que desta, mas que fazer?) lidou com esta rusga foi surpreendente. No dia a seguir ás prisões, todas as nossas operacionais estavam cá fora com um pedido de desculpas do Estado Português e a cona solta para dar no duro e no mole noite adentro. Os advogados estudaram a legislação e jurisprudência para trabalhar os aspectos legais daquelas a quem não foi possível arranjar emprego por claramente não terem aptidões para nenhuma profissão (o que acabou por ser bom, porque essas normalmente são as mais velhas e portanto já asseguraram ao chulo o retorno do investimento na plenitude) e assim, ao serem libertadas, ficaram muito mais ligadas ao chulo que as mantém aqui no país.
Já aqui foi dito muitas vezes, e volto a repetir. Uma puta não é apenas um número de fodas que correspondem a determinado saldo bancário para o chulo. Uma puta é uma mulher que, tanto a foder como num trabalho legítimo, corresponde a determinado saldo bancário para o chulo. Não devemos ter medo da legalização da nossa actividade, ela é que nos conduzirá verdadeiramente ao controlo das putas de baixa qualidade, doentes, que imperam nos circuitos de distribuição do putedo nacionais. Vejam a questão das putas de Leste. Durante anos andou-se a amarrar estas putas ás camas para serem abusadas por clientes de forma que se pode considerar, no mínimo, um pouco exagerada no contexto sexual. O que é que acontecia a essas putas quando caíam na mão da Judite? Apresavam-se a apontar os dedos acusadores aos antigos patrões, sabiam que iam ser reenviadas para casa e portanto o chulo português não as poderia prejudicar no país. Deixavam o testemunho por escrito e lá iam à vida delas, o chulo ficava com o negócio afectado por meses devido ao processo-crime. Ou seja, o chulo era visto como um opressor da mulher e portanto não tinha hipótese de lidar com ela numa perspectiva integracionista, ou seja, de integração na sociedade, procurava apenas sacar-lhe do corpo o dinheiro que achava que lhe era devido. Integrar a puta na sociedade permite a integração do chulo a médio prazo na sociedade. Como empregador, o chulo ganha um novo poder de iniciativa que lhe é vedado pelas espúrias leis anti-lenocídio em Portugal.

Sábado, Setembro 17, 2005

Puxão de Orelhas II

Written has Freud


A última mensagem era clara em relação ao meu pessimismo em relação ao comportamento sexual dos homens no leito, quando esse desempenho é (eufemismo caridoso) inferior ao esperado. Mas ficou prometida nova arremetida, desta vez contra outra classe, esta multi-sexual: os ginecologistas. Então vai-se atacar assim quase-colegas? Pois, vai-se… já ataquei aqui a minha própria classe, era só uma questão de tempo até fazer razia nos quase-colegas de profissão : )))
Um ginecologista vai fazer um exame pélvico a uma paciente e a vagina desta contrai-se violentamente, não permitindo que o exame decorra em condições normais. A paciente diz-se à vontade com o profissional e não tem explicação para a contracção. Reacção do ginecologista: está tudo bem. Depois essa paciente vai para casa, ter sexo com o companheiro. Acontece-lhe o mesmo em versão peniana, o companheiro desiste a meio do acto por entre o choro dela ou apressa-se a acabar e vira-lhe as costas, sinal de macho latino ofendido por mulher que lhe nega o supremo prazer de uns grunhidos e arfares mesmo que inventados. Agora digam-me, vocês que tão sempre a dizer-me que eu nunca tomo o partido das mulheres, sacando-lhes a massa e ainda por cima colocando-lhes as culpas todas do mundo: acham que o “está tudo bem” do ginecologista vai adiantar alguma coisa face a tamanho fiasco de correspondência básica sexual?
Já vos imagino a pensar (atrevimento supremo antiético, até imagino o que vocês pensam) “o que tu queres é que os ginecologistas te mandem as pacientes para as “tratares”” : )))))
Não, o vaginismo não é instantâneo, resulta de um progresso feito de pequenos passos na direcção do pânico que acabam por se tornar um automatismo redundante. Ou seja, para evitar mais um pouco de dor, antecipando toda a sequência que iria levar À agonia suprema da violação, a vagina comprime-se totalmente. Lá está, para pequenos males, grandes remédios.
Assim, não seria nada de transcendente o ginecologista perguntar à paciente “sente este tipo de contracção durante o acto sexual?”, ao que ela invariavelmente lhe responderia “SIM, POR FAVOR, AJUDE-ME!!!”. Contra mim falo: casos gravíssimos de vaginismo que me chegam ás mãos nunca chegariam ao patamar de desespero que depois constato e portanto não contribuiriam para mais um carro, mais uma casa, mais uma viagem ; ))))
Porém, o paternalismo presente em grande parte das relações médico-paciente (tão bem denunciado pelo Éme no seu blog Murcon a 29 de Março) não permite a uma dizer o que tem, a outro perguntar o que se passa. Fisiologicamente está bem e portanto ESTÁ BEM!!!
Sou contra esta simplicidade de procedimentos, que depois redunda numa complexidade difícil de desfiar por parte do terapeuta, dado que muitas vezes, constatado o vaginismo a paciente conclui: “mas o meu ginecologista diz que comigo está tudo bem”. Enfim… um verdadeiro drama, a que nem sempre as respostas são fáceis de dar. Se por um lado não queremos chamar mentecapto ao digno colega, por outro queremos que fique inscrito na pessoa a ideia de que o problema terá de ser resolvido antes de se começar a falar de questões emocionais. É que com a cultura de sexualidade de pacotilha vendida nos escaparates de revistas que temos ás pessoas qualquer processo mecânico de terapia sexual parece-lhes um verdadeiro atestado de anormalidade sexual e portanto passível de ser revogado por conselho de terceira pessoa, neste caso, o ginecologista. E entramos neste círculo vicioso, onde o comodismo e os medos da pessoa se unem de forma despudorada para dar origem a interpretações meramente afectivas onde grande parte delas são de ordem da mecânica sexual.
Devemos então acreditar pouco nos ginecologistas, profissionais de facto do sexo? (profissionais do sexo fica mal, demasiado putain ; ))) )
Devemos acreditar nos ginecologistas quando o que eles nos dizem contribui para a sintomatologia sexual :)

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Potencial Fodal

Writen has PIMPO



Na última palestra ficou prometida uma abordagem ao potencial fodal como elemento fundamental do prosseguimento de uma estratégia de qualidade e durabilidade da puta por parte do chulo de hotel. Vejamos pois as cambiantes desta questão num esparso resumo.
O Rendimento Geral (RG) da puta é 50% do valor contratado para uma foda vaginal com broche incluído (mas limitado ao tempo que a puta desejar e feito normalmente sem afundanço do membro na garganta). Vamos tomar o valor geral de um serviço de hotel: 200 euros.
Uma puta que faça 5 clientes num dia ganhará por dia 500 euros portanto. Por mês serão 10.000 euros. Parece muito, mas não esquecer que o que leva uma mulher a querer trabalhar nesta área é a sua voracidade em relação ao dinheiro. E não esquecer que nem todos os dias o chulo terá 5 agendamentos para todas as putas (na maior parte dos casos terá 3, o que equivalerá a um rendimento de 6.000 euros para a puta). Assim, a puta para si terá um rendimento excelente, mas que raramente estará de acordo com as suas expectativas. E não esquecer que o chulo tem várias putas mas a puta só tem um chulo, o que faz com que o potencial de ser chamada mais vezes é baixo, até porque o chulo controla rigorosamente a puta em termos de anúncios de jornal independentes que ela possa colocar e outros que quebrem a exclusividade acordada. Além disso, a facilidade no trato sexual com o cliente é fundamental para a puta ser distinguida de todas as outras conas oferecidas por todos os chulos, o que é uma questão que afecta também o chulo, que depende da satisfação dos clientes para merecer a confiança dos funcionários do hotel neste tipo tão delicado de serviços. Assim, o potencial fodal da puta é uma questão a não desperdiçar, pois não só a puta obterá para si própria múltiplos rendimentos, como se destacará dos serviços indiferenciados de outras putas, como será mais vezes chamada garantindo assim o chulo os tais 5 serviços diários para aquela puta, caso ela chamada pelo nome e não como característica corporal “quero uma mamalhuda, quero uma loira de cabelos compridos” e outras variantes. Este potencial fodal não é natural na sua raiz, mas é resultado de uma educação sexual pró-activa do chulo, que deve mostrar à puta por um lado o prazer sexual que se pode obter e por outro lado aprender a lidar com as diversas disfunções do cliente (que ocorrem com extrema frequência, em especial a ejaculação precoce) para que este se sinta livre de sorrisos estúpidos e bovinos de meninas de classe operária. A puta não é apenas uma cona, nem sequer uma cona, o cu, as mamas e a boca como alguns chulos a mimetizam. A puta para muitos homens é uma terapeuta, uma técnica de saúde, uma companheira acrítica, e portanto uma companhia agradável e que se quer ter regularmente. Esta qualidade funciona mesmo com clientes esporádicos estrangeiros. Quantas vezes já não trazem, facultado por amigos carinhosos, os nossos futuros clientes cartões obtidos por via de colegas com o nosso preciso número de telefone, evitando-nos a nós a taxa de requisição de serviço. Este potencial é inacreditavelmente profundo e não deve ser desmerecido pelo chulo. A preparação da puta, a uniformização de trato e a garantia de boa coloquialidade permite ao chulo ter constamente trabalho e À puta fontes de rendimento extras por via do seu superior adestramento (do qual o sexo anal e o sexo em grupo são os “extras” mais conhecidos)

Sábado, Setembro 03, 2005

Puxão de orelhas I (ou a velha história de os tipos se gabarem que em 5 minutos estão despachados)

Written has Freud


Nesta e na próxima mensagem vou bater forte e feio em dois grupos da nossa sociedade: nos homens e nos ginecologistas, partindo do mesmo problema terapêutico: a anorgasmia feminina.
Uma das perguntas mais frequentes depois de um processo empírico-científico-emocional relativamente à melhoria das condições em que se desenvolve a sexualidade da paciente é: porque é que nunca nenhum homem se preocupou em fazer estes gestos tão simples? A resposta, ao contrário dos gestos, não é nada simples ; )
A conduta sexual (a sexualidade é algo mais geral e complexo) é desenvolvida a partir de dois pólos de tensão: o objecto de desejo e a partilha de experiências com os pares. Parte da atracção sexual da pessoa, depois é polarizada pelo grupo com quem a pessoa se identifica sexualmente como o grupo próprio, e depois há a pratica, a expectativa e a consumação (ou não, mas sejamos optimistas).
A de parte substancial das mulheres é feita sob a máxima “princesa adormecida”, que um dia será tocada da forma certa (hoje mais o acto sexual do que o beijo) pelo príncipe certo (não será por um ogre nem por um tipo vulgar) e portanto não há nada a apreender, a masturbação é brincadeira para não ser muito levada a sério, no sexo será ele a liderar pois ele terá sempre, pelo menos alguma, experiência, e tudo irá correr bem, o amor triunfará e tudo será maravilhoso e surgirão maravilhosas e únicas matizes até agora desconhecidas da espécie humana. A unicidade que se espera de uma expectativa tão comum, sabem hoje todas as pacientes que me entram porta adentro, é democraticamente optimista e quase sempre infundada. Porém, as revistas de culto cultivam o orgasmo como missão insubmissa a não recusar de forma alguma e portanto tornou-se quase prova capital de indigência a ignorância sobre ele (e pior ainda, a sua recusa como elemento central de uma certa medida de “felicidade”). Resumindo e concluindo, chegam ao consultório e o maior problema é mesmo admitirem que não o desfrutam, mais do que os reais problemas emocionais associados a essa “cheery on top”.
Ou seja, já devem ter percebido. A pressão social sobre o prazer feminino continua a ser para muitas mulheres mais importante do que o prazer em si. Estão em grande medida mais preocupadas com a admissão de não ter prazer do que com o seu problema intrínseco (não ter prazer). Ou seja, em vez de porem em tribunal a Cosmopolitan ou a Elle vêm ter comigo.
Mas este texto é sobre homens e a culpa deles, não sobre a culpa da culpa das mulheres ; )))
Como disse já neste texto, além da orientação sexual, que nos impele para o objecto do nosso afecto de forma ainda misteriosa, a conduta sexual apoia-se na forma como se constrói o imaginário a partir da informação disponível. Mas atenção, não se aceita informação disponível a partir de diversas fontes de forma igualitária, e o grupo de amigos do mesmo sexo não será de certeza tão influente como um livro, ou site, cheio de “boas praticas” mas sem quase nenhuma correlação com o que é ouvido no grupo com o qual o jovem se identifica.
Mas o mecanismo mais preocupante é o de “sucesso” das práticas sexuais dos colegas do grupo. Se alguém faz sexo uma, e outra e outra vez é porque, obviamente, está bem visto entre o género-alvo. E portanto será fonte mais do que bastante para o sucesso, sendo que aqui o sucesso começa a divergir entre o sucesso de conseguir o acto sexual e o sucesso de o acto sexual ser satisfatório para a outra pessoa, que é reforçada pela masturbação durante grande parte da adolescência, acto solitário bom para a percepção das benesses do sexo mas péssimo ao fazer do orgasmo coisa vivida a um.
Esta divergência é reforçada com as primeiras experiências sexuais em que a mulher não tem prazer absolutamente nenhum, por uma ignorância miliante e por um pudor feminino que é interpretado muitas vezes convenientemente por um “toca a despachar agora que tenho a oportunidade e antes que ela se comece a queixar que dói muito”.
Eu sei, eu sei, quantas vezes bato nas mulheres por rejeitarem a si próprias o cumprimento do seu destino de género que retira do acto sexual a parte de leão do prazer, mas esse não é o caso hoje ; )))
O problema é que os homens sabem hoje em dia que o prazer feminino anda aí, mas a ignorância é má companheira de afirmações de que se as come todas e fazer perguntas a um fratelli sobre o assunto será coisa de suspeita virilidade, já para não falar no facto de grande parte do discurso sexual girar à volta de “comer gajas”, o que normalmente traduz um acto unilateral de posse de mulher estóica e passiva. “ser fodido por uma gaja” normalmente está associado a ser traído ou gozado e raramente à sua homónima versão sexual. Temos portanto um tremendo imbróglio educacional que depois baliza de forma quase apologética e doutrinal a praxis sexual, sejam quais forem os resultados. Aliás, a necessidade de mostrar que se é “bom na cama” ás mulheres normalmente só toma importância para o homem no início da relação, quando a mulher (horror dos horrores) já teve parceiros passados ou por insegurança dele face ao sexo (se bem que esta insegurança normalmente é cultivada por via do ciúme, infelizmente) tão cientes que os homens estão de que esse facto não será motivo para o fim da relação.
Portanto, de regresso ao topo deste texto e ler de esguelha até cá abaixo. Não é que os homens sofram de uma incapacidade fisiológica em dar prazer à mulher. Apenas são dessensibilizados dessa preocupação por um percurso do qual participam normalmente as próprias mulheres, elas próprias ainda sob grande influência de modelos sociais prevalentes, e porque não dizê-lo, ambivalentes. Depois essa incapacidade traduz-se numa constante insatisfação face ao sexo, porque no fundo eles sabem que elas não ficaram satisfeitas. Reparem que os homens sexualmente menos competentes, mesmo os que garantem que não o ser, são aqueles que depois mais ciumentos são, normalmente assentes noutras falhas de carácter, mas sempre com este medo de perda por desempenho.
Curas? Ui ui ui… vou-vos expressar a dificuldade da tarefa: É MIL VEZES MAIS FÁCIL MELHORAR A CONDUTA SEXUAL DE UMA MULHER DO QUE A DE UM HOMEM.
E mesmo melhorar essa conduta tem um terrível downside, pelo que muitos colegas meus acabam por nem sequer ir por aí: a melhoria por indução terapêutica tem-se feito pagar com o elevadíssimo preço de o homem assumir que está a fazer aquela melhoria não porque isso vá melhorar a percepção que as mulheres vão ter da qualidade sexual dele mas por causa de uma qualquer disfunção sexual DAQUELA mulher. O raciocínio parece complexo mas não é assim tanto. Temos um homem, que antes da actual companheira/esposa teve 6 ou 7 parceiras, nenhuma apresentou queixa veemente sobre o seu comportamento sexual. E de repente, e por vezes ao fim de 3 anos de namoro e 2 de casamento a actual diz-lhe que alguma coisa está mal. Devaneio de mulher, forma de chamar a atenção, pensará tantas vezes ele. E nós como arauto da ignorância geral dos psis, que nos pomos do lado da gaja como forma, quem sabe, de a seduzir, mostrando-lhe um oásis de prazer sexual a que ela, por disfunção de mulher frígida, nunca poderá aceder.
E é por isso que vocês levaram este puxão de orelhas hoje ; ))))

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Putedo de rua e a sua lenta e eterna agonia. Ode do chulo de hotel feita de dentro do seu MERCEDES

Writen as PIMPO


Na última missiva que partilhei convosco referi que a auto-organização de uma classe era função determinante para a sua aceitação pela sociedade. O controlo realizado pelos chulos nos hotéis portugueses tem trazido vantagens enormes à classe e aos seus membros. O que deixa a questão leviana (e nesta profissão é quase tudo leviano) de tentarmos perceber se este tipo de dinâmica se aplica aos chulos de rua. Desde as primeiras linhas neste local de salutar troca de ideias expliquei as diferenças amiúdes entre um chulo de rua e um chulo refinado de hotel e as inenarráveis dissemelhanças entre ambos. O chulo de rua está dependente da passagem do cliente no local, vive de uma puta que obtém rendimentos escassos e portanto interessa-lhe que ela foda com o máximo de clientes. Ora este chulo não domina o acesso da puta ao circuito de distribuição e pouco mais lhe pode oferecer do que a segurança dos seus músculos (ou mais habitualmente, banhas) em troca do dinheiro dela, ganho arduamente com pessoas de gosto totalmente grosseiro, o que portanto a irá tornar mais ciosa do dinheiro e obrigará o dito chulo a maiores “intervenções” físicas no fácies da puta, que destruirá completamente a base de confiança entre ambos. A puta mostrar-se-á mais e mais relutante em entregar o rendimento, o chulo terá uma fonte de rendimento in
certa que verterá cada vez mais a conta-gotas o seu contributo para o bem-estar do chulo. É assim claro para mim que o chuledo de rua não pode ter nada a ver, por definição intrínseca do seu funcionamento, com o chuledo de luxo em bordel ou hotel. Podemos dizer que são equivalentes na actividade mas totalmente diferentes nos requisitos para o exercício das mesmas. A naturalidade com que o chulo de hotel se apresenta em ambientes de luxo e neles exercesse o seu mister permite-lhe acrescentar um valor muito para além do desejo sexual dos clientes. Ao que o cliente paga tem direitos muito mais abrangentes do que aqueles do cliente do chulo de rua. A preparação para o acto sexual é fundamentalmente estruturada para o serviço do cliente e não para a rapidez do serviço. Em termos puramente económicos, o valor acrescentado da foda com um cliente de classe social superior permite negligenciar o nro de clientes de forma mais altaneira. Igualmente, o maior rendimento per foda irá disponibilizar a puta para turnos mais longos, e para uma relação muito mais positiva com o seu chulo. Atentem no seguinte: o chulo de rua não é um verdadeiro chulo mas sim um delinquente cuja falta de escrúpulos o leva a se aproveitar do desespero de mulheres de classe igualmente baixa. O chulo de hotel não tem este tipo de relação com a sua puta. Ela enriquece, obtém independência e vil metal bastante para aos 30 anos estar colocada dentro da sociedade de forma perfeitamente independente de constrangimentos. Não terá nenhuma criança a seu cargo no fim do seu período como prostituta, terá da parte do Chulo apoio e até incentivo a deixar a vida (na exacta medida do nro de clientes que começarem a não colocar a menina como “primeira escolha” ou a não lhe darem extras). O acordo entre a puta e o chulo é estável, sendo contratualizado em 50% do valor do serviço geral. Todos os extras tendem para a puta e o chulo não mais irá fazer do que “molhar o bico” através da cobrança de “permanência” da puta num determinado hotel, dado que são numerosos os gastos do chulo em garantir que é ele e as suas meninas que são sempre chamadas para os “serviços”. Ora esta estabilidade permite uma concentração em objectivos positivos e não em agressividades várias e sem horizonte lucrativo À vista. De facto, eu sou um sócio das minhas putas e elas são, sem dúvida, a principal fonte que tenho de rendimento e portanto faço tudo por elas. Esta correspondência de interesses, esta ideia de mútua assistência é fundamental para compreendermos a forma como a puta de rua precisa SEMPRE de chulo, nem que seja para a proteger do CHULO ANTERIOR. Este contracenso é originário de imensas ineficácias na responsabilidade em trazer sucesso à parceria e é um dos principais motivos pelos quais a prostituta na rua, ela própria, muitas vezes tenta deixar de ser prostituta, algo impensável para as minhas meninas, que se os anos não lhes pesassem na cona, cu e mamas, certamente seriam eternamente putas… e eternamente felizes como nos contos, sendo eu aqui, obviamente, o príncipe ; ))))))))))

Segunda-feira, Agosto 01, 2005

8 casais em preparação para o matrimónio, 1 terapeuta, sexo na agenda, Deus no livre!!!

Written has Freud


São 8 casais e estão claramente incomodados. Há anos que sinto isto sempre que entro numa sala, seja de um bar, seja do consultório, seja a de uma esplanada. O olhar contrito das pessoas face à chegada do “especialista do sexo”.

-Eh pá, estão a olhar para mim com cara de quem me vai comer e nós SÓ vamos Falar de sexo pessoal! Não vamos fazer!

A piada faz irromper os primeiros risos, e uma mente treinada pelos devotos abades da sexualidade americanos fotografa a reacção de todos os presentes. A mulher de um dos casais meteu as mãos nada cara ao rir-se, outra olhou imediatamente à volta para ver as reacções dos outros e depois riu-se, outra ainda riu-se e deu as mãos ao noivo, vários homens riram em uníssono mas 2 olharam para a parceira antes de soltarem o riso. É assim o nosso trabalho, lançar umas armadilhazitas e o pessoal escolhe cair nelas.

Digo desde já que discordo deste modelo, que no máximo deveriam estar ali 3 casais mas devido ao número de interessados, teve de se fazer algumas concessões ao modelo previsto. E que portanto seria muito complicado falarmos de sexualidade num contexto pessoalista, apontando questões reais, e que faria uma triagem de problemas da forma que o grande mestre Kinsey fez: através de um questionário anónimo que por um lado me permitisse conhece-los um pouco e por outro me permitisse quais seriam as questões mais prevalentes naquela sala. E disse-lhes que estava nas mãos deles aquelas sessões fazerem algum sentido, dado que se dessem respostas que não tinham a ver com problemas ou expectativas reais sobre a sexualidade real deles então as minhas respostas iriam responder a problemas ficcionais e a utilidade daquelas sessões seria nula, e eu saberia isso em todas as sessões, olhando para as caras deles de enfado.
Os problemas eram surpreendentemente comuns para casais com vida sexual e actualmente já residindo juntos de outros estudos feitos em Portugal. O sexo surgia com uma duração extremamente curta e mecanicamente incapaz de provocar satisfação na mulher, porém quase todas as mulheres faziam uma avaliação de “muito satisfeitas” com essa duração. Um dos segredos para que as pessoas nos dêem respostas reais em inquéritos de resposta múltipla é dar-lhes opções que não contrariem as suas expectativas. Vou dar um exemplo:

Qual a duração, desde a penetração até à ejaculação, do acto sexual médio entre você e o seu parceiro?

-5 minutos
5-10 minutos
10-15 minutos
+15 minutos

Reparem bem que 10-15 minutos é ainda um valor bastante baixo para um acto sexual, se considerarmos um acto sexual sem nenhuma troca de posição e sem ritmos elevados constantes, mas como já aparece quase no limite das opções, as pessoas, imaginando-se já dentro de uma qualquer “normalidade” não terão dificuldades em escolher esta opção. Se fosse a parte inferior de um qualquer questionário e o máximo 4 horas garanto-vos que teriam respostas completamente díspares. Assim, adequando a “normalidade” à expectativa sexual das pessoas consegue-se obter maior sinceridade nas respostas: ))))digam lá se não somos mauzinhos…

Disse desde o início que muitos deles poderiam não estar aptos para aquele tipo de aproximação, que eu seria bastante directo na abordagem dos problemas e que estaria a cargo de cada um deles lidar com as questões praticas: “para isso teriam de pagar 150 euros por sessão no meu consultório”, disse a brincar.

Assim, foi surpreendente como conseguiram falar tanto e tão confiantemente deles próprios como agentes sexuais. O ambiente de confiança foi tremendo e as expectativas e a vivência sexual de quase todos os casais subiu francamente. As pessoas que tinham prática numa determinada área expuseram-no sem grande receio a partir da 3 “sessão”, tivemos várias pessoas a falar ali de masturbação, de sexo anal e sobre se é a melhor coisa do mundo ou um fetiche masculino. E de prazer, falou-se imenso de prazer, como o obter, como fazer com que ele se mantivesse, como manter o interesse em ter prazer, como lidar com as situações que contrariam a expectativa, como lidar com a mudança do corpo que a idade trás, e outros milhares de pequenas questões que nunca imaginei, eu próprio, pessoas adultas portuguesas pudessem falar sem ser ao confessor ou ao terapeuta no santuário dos respectivos “consultórios”. Digo desde já que era um rapaz optimista antes de vir para Portugal, e que abordava os afectos desta mesma forma indefinida e aberta. Mas 3 aos deste país deixam as suas marcas, de tantos paraplégicos já começamos a imaginar que o ser humano não tem pernas, cuidados redobrados nas frases, a atenção enorme na forma do que se diz, e se calhar chegando a eles por vias tão travessas perde-se o essencial.
Ai ai ai… mas chegou o momento-crime, em que esta quimera esteve ameaçada. Uma senhora ginecologista reformada que ia regularmente aos CPM falar do divertido assunto “intimidade própria do casal”, seja lá isso o que for, sentiu-se “tocada” por naquele ano não ter sido chamada para a “palestra”. Mandou aviso ao Bispo do Porto, que rapidamente, ciente da boa vontade de alma tão pura e beata, chamou o Padre e o “infiel”, vulgo eu, que, segundo a tal missiva, estávamos a “envenenar” as almas jovens. Foi assim marcada conversa com Dominicano especialista (não sei até que ponto ou baseado em que relevância prática) em questões de sexualidade. Primeira pergunta:
- É verdade que indicam como aconselháveis metodos anticoncepcionais contrários à moral da Igreja?
- Não, todos os participantes no CPM já usam vários desses métodos, portanto achámos redundante estarmos a repetir essas informações.
Silêncio. Já nem somos só nós a afrontar a Santa Madre I. Afinal os seus membros já andam nessa onda antes de chegar até nós, e o sexo começar com o casamento é apenas uma miragem.
- Muito bem, é tudo.
A entrevista durou 2 minutos, o desarme foi demasiado violento, o pobre representante e insigne inquisidor não se sentiu competente para mais nenhuma pergunta, estando assim assunto em que tinha esperado fazer tão longa alocução desbaratado à partida em coisa de um minuto. Enfim. Mantenho o meu olhar calmo, não entro em pequena conversa, só ia prolongar a minha permanência numa situação que me passa totalmente ao lado. Saímos para fora, arrasto o Reverendo para uma casa de chá, atacamos o Chai como se não houvesse amanhã, tudo calmo, muito relax.
- Você desarmou-o completamente. Já pensou em ir para a política?
- As mulheres que se sentem atraídas pelos políticos normalmente têm as mamas pequenas, não curto mulheres de mamas pequenas.
Silêncio. O meu mundo, fora do contexto, é um soporífero perigoso para as vozes alheias ; ))))))))))))

E pecador me confesso irmãos e irmãs, a minha esperança numa melhor sexualidade em Portugal aumentou drasticamente com estes 8 casais. E confesso que quando se dá a oportunidade ás pessoas de se expressarem num meio não culposo da sexualidade as dúvidas escorrem, procuram-se soluções reais, e se chega mesmo até a soluções de aplicação prática, ou seja, conducentes a essa coisinha insignificante de que nenhum de nós admite alguma vez abrir mão: a Felicidade.

Vamos ver a próximo fornada o que me sai. Afinal, eu próprio posso ser vítima das minhas expectativas: )))))))))))))))

Segunda-feira, Julho 18, 2005

Portugal, Portugal, Até nas putas estás na cauda da Europa :(

Writen has PIMPO


Uma das questões mais cordialmente aceites entre os chulos deste mudo é que haverá sempre excesso de oferta face à procura. Mesmo no píncaro da nossa actividade (o Verão) existem muitas mais meninas do que clientes, e esta questão do necessário sobredimensionamento deve ser discutida de forma séria e profissional. Os gostos dos clientes são variados e raramente nos pedem uma puta de um só predicado. É muito raro um cliente pedir-nos apenas uma menina “loira” ou “mamalhuda”, fosse assim o mundo tão simples e o preço do petróleo estaria a preços de antes da invasão do Iraque. Aliás, a procura da prostituição num país é sempre função da oferta. Em Portugal, números recentes mostravam que 54% dos homens tinham recorrido nos últimos 5 anos a um serviço de prostituição. Pois se na Holanda 70% dos homens no prazo de um ano recorrem a uma prostituta, vê-se bem o atraso significativo que temos nesta matéria em relação a outros países civilizados. A prostituição em Portugal é, diga-se desde já, cara.
É cara pelos riscos associados ao profissionalismo do fornecedor da menina, é cara porque as meninas locais operam normalmente como free-agents, é cara porque as meninas estrangeiras são perseguidas de forma arbitrária pelos serviços policiais. Na Holanda os serviços de estrangeiros operam dentro dos estritos limites do combate à violência dentro da prostituição e não do combate à própria prostituição, o que, não afectando a salutar concorrência, promove a qualidade do serviço. Enfim…
Mas eu já nem pelejo pelo igualar da nossa legislação à Holandesa, quando muito gostaria de ver a nossa legislação interpretada à luz da forma como é interpretada a espanhola, ou seja: a puta é livre para fazer com o seu corpo o que bem entender e ninguém tem nada com isso desde que ela beneficie de protecção fiscal e contrato de trabalho. O chulo na legislação espanhola surge como um qualquer fornecedor de serviços, não depende dele nenhuma particular forma de opressão da puta!!!

Segunda-feira, Julho 04, 2005

Homossexualidade ou possessão pelo espírito de António Variações? Resposta a um apelo muitas vezes repetido ; ))))

Written has Freud


”Tendo em conta que és um "expert" em sexualidade FREUD, será que posso fazer uma consulta online? :))) A que idade os jovens têm definida a sua orientação sexual? É normal e frequente os jovens sentirem-se baralhados quanto à sua orientação sexual? Ou só se sentem baralhados quando a sua orientação sexual não coincide com a norma? O que determina essa orientação sexual (genética, família)?”




Com todo o prazer lhe faço a consulta, se bem que dentro das limitações que este meio apresenta, e partindo dos poucos pormenores que me fornece. Isto de forma abnegada e despretensiosa como sempre (e já agora não se esqueça de fazer a transferência bancária à ordem de FREUD para a conta 483.393.322.000.1 do BES no valor de 90 euros). Quanto à parte do “expert”, nunca somos verdadeiramente experts, apenas vamos tendo com o tempo mais dúvidas que nos tornam mais sensatos antes de formarmos a nossa opinião, só isso :))))

Bem, é preciso balizar o discurso desde já para que se consiga algo de produtivo destas linhas que vou escrever-te:

1 - A orientação sexual não tem idade para estar definida, faz parte da identidade da pessoa e é estabelecida entre a sua atracção preponderante e as suas experiências sexuais mais ou menos satisfatórias. Portanto é parte integrante do indivíduo e da sua realização plena e não uma conduta em resposta a vontades conscientes que possa ser mudada, tratada ou sequer prevista.

2 - A palavra “normal” não existe dentro do universo do estudo da sexualidade.
2.1 – Daí que decorre que não existem também determinantes para a orientação sexual (ela é definida apenas pelo género pelo quais as pessoas são atraídas, não pelas suas supostas “causas”).

3 – Os pais quando confrontados com indícios de preponderância na atracção dos seus filhos por pessoas do mesmo sexo devem estar preparados para ouvir e não para fazer perguntas (que o adolescente não saberá responder) ou auto-recriminarem-se (de que a culpa é dos pais, que depois fará com que os próprios filhos se sintam culpados, quebrando pontes de diálogo possíveis devido a acusações mútuas).

Tudo o que te escrevo a seguir parte destes 3 pontos e só se os aceitares plenamente como verdade é que acharás o que vou escrever a seguir tolerável para os teus olhos. Portanto, se calhar é melhor voltar a ler as balizas antes de continuarmos, não? Além disso o uso do género será completamente aleatório, pois estou a falar de adolescentes de ambos os sexos ok? “O” ou “a” não são aqui importantes.


A “confusão” em relação à orientação sexual pode surgir em qualquer altura da vida da pessoa e não está confinada à adolescência. Ela resulta de um confronto entre uma atracção própria e a atracção que é preponderante no grupo de que a pessoa faz parte. Por exemplo, um adolescente perceber que consegue obter prazer a masturbar-se não das imagens de mulheres de biquinis mas sim das imagens do jornal desportivo comprado pelo pai diariamente. Ou seja, a confusão sexual é uma expressão de uma homossexualidade que desperta sentimentos de culpa por causa dos factores ambientais e a uma percepção negativa da homossexualidade.
Porém, existem pais (e mesmo terapeutas mais preconceituosos) que levam o conceito de “confusão” sexual para o campo do “é uma fase”, o que é, à luz do que hoje sabemos, é uma abordagem no mínimo negligente. Claro que podem acontecer episódios de descoberta por volta dos 9, 10 anos (estes números são bastante permeáveis, dependem de um conjunto de factores ambientais, padrões integracionistas, portanto não tomes isto como regra, pode ir dos 7 aos 12 conforme as variantes ambientais) com o próprio sexo, mas não afectam o imaginário (aliás, muitas meninas sexualmente atraídas por outras meninas têm nesta fase grandes desilusões porque acham que a sua sexualidade é predominante e depois ao verem que o que para elas era afecto para as outras eram ensaios mais ou menos mecânicos de satisfação interdita com rapazes passam por profundas depressões que podem mesmo levar a uma letargia na sua orientação sexual, e mesmo a actividade sexual desenfreada com homens).
Portanto, fundamental aqui é perceber qual é o imaginário erótico do jovem, e esse imaginário erótico determina a sua orientação sexual efectiva. Porém, certos terapeutas procuram “controlar” esse imaginário tentando mostrar ao adolescente que essa é uma “fase”. O problema vai ser que quando a fase não passar o adolescente vai-se sentir ainda mais culpado por ter falhado em ultrapassá-la e recriminado com o que sente pelo próprio sexo o que vai fechar drasticamente a sua comunicação com os pais nessa área. Se o imaginário erótico é baseado na figuração do próprio sexo então a pessoa poder-se-á dizer homossexual e o contacto com o sexo oposto será sempre uma excepção e não a regra. Ou seja, se o adolescente condescender com os pais que “gosta um pouco” de uma rapariga eles não devem ver nisto um sinal de esperança mas sim a ideia de uma tentativa da parte do adolescente para os tranquilizar um pouco.
Estas situações transitórias são sempre difíceis e altamente instáveis por a pressão dos pais para que o filho tenha companhias do sexo oposto. São altamente contraproducentes!!! Quanto mais cedo os pais se colocarem ao lado do filho na aceitação da sua orientação sexual menos este sentirá no futuro conflitos com a sua própria orientação.
E não se ponham a fazer perguntas ao adolescente, ele não tem as respostas!!! Não pode dizer porque é que se apaixona por pessoas do mesmo sexo, nem porque é que não lhe acontece o mesmo por pessoas do sexo oposto, não sabe dizer desde quando é que se sentiu assim!!! Para ver o absurdo do que estas perguntas são tentem-nas fazer a vocês próprios!!! Quais vão ser as respostas? “Desde sempre” e “Não sei, sempre me senti assim”!!!
Pois vão ser precisamente essas respostas que o adolescente vai ter com os pais, e são tão sinceras como as vossas próprias. Só mudou o género, e já vai haver gente suficiente a fazê-los sentirem-se mal lá fora para chegarem a casa e verem a mãe a chorar enquanto acaba o jantar e o pai com olhar pesado afundado no jornal. Todo o desenvolvimento afectivo levanta dúvidas e contradições, o amor familiar é muitas vezes o único local onde o adolescente se sente seguro. Já viram como é que ele se sentirá se lhes tirarem isso? Just think about it
Claro que numa abordagem de causa-efeito, seria preferível para vocês que a adolescente mudasse o seu comportamento pois isso evitaria que os pais sofressem juntamente com o adolescente o ónus social que a sexualidade do filho traz, e seria também mais fácil para as certezas dos pais, para tudo aquilo que eles ouviram durante a sua vida: que os homossexuais estão lá fora, são um produto e não o filho de alguém, são movidos por sentimentos frustrados e incompletos e não por uma afectividade que é tão plena como a dos heterossexuais. Claro que para os pais era tranquilo continuar com todas estas certezas.
Nem tentem os pais olhar para o seu filho na perigosa perspectiva “Ele não tem culpa” (o típico “coitadinho” que usámos com o drogado e com a vítima de um relâmpago) mas sim na perspectiva mais realista de que são os pais não têm culpa de terem sido instruídos pela sociedade no sentido discriminatório, os pais é que sofreram um processo educativo que não é favorável à aceitação da escolha sexual do filho e eles é que têm de ser instruídos.
Mas trata-se de enfrentar estas dúvidas tendo em vista as balizas que coloquei lá em cima. Tudo o que escrevi é inútil se elas não forem integradas na consciência dos pais. Totalmente inútil. Muitas vezes chegam-me pais com adolescentes com comportamentos homossexuais preocupadíssimos e afinal quem tem de fazer terapia são eles, as filhas estão bem com a sua orientação, mas abraçar aqueles 3 pontos é um verdadeiro trabalho de Hércules para muitos pais. Depois estas considerações que fui escrevendo por aqui abaixo farão todo o sentido (aliás, para o jovem de certeza que já fazem, basta dar-lhe este texto para a mão ; ))) )

“So you gave me a home,
And you gave me a name,
And you told: “You’ll behave like the others”.
Then you send me to school, which was all about rules,
And I learned to pretend…
And so I faked my way through school,
And now I fake my way to you,
In every face I look for signs of truth…
And when You cry I take your hand,
And when you rage I understand,
Look in my eyes: I am not like all the others,
It’s time for you to discover…
Who I am, who I am, who I am, who I am Who I am who I am…”

Tim Booth

PNF* – repararam que não usei a palavra “normal” uma única vez em todo o texto? E seria exactamente o mesmo se estivesse a falar de alguém a assumir uma escolha heterossexual. A “normalidade” serve para nosso próprio conforto sobre uma posição social e não para expressar uma qualquer realidade valorativa superior, nunca se esqueçam disto ; )))


*Pequena Nota Final

Terça-feira, Junho 28, 2005

A Puta na Mão do Cliente Deixa o Chulo Descontente

Written has PIMPO

Ensinar a puta, questão cara a qualquer chulo digno desse nome. O chulo seduz a puta, logo a puta fica embeiçada pelo chulo. Chulo que quebra este feitiço só com pancada irá manter a puta debaixo da sua asa, e isso, por uma questão de rendimentos (puta sovada é puta que não rende nada, já diz o ditado) não faz o estilo aqui do Je. Sabem, este ano foi com surpresa que vi tantas miúdas a saltitar para este meio. Será que há uma tentação maior de transigir da parte das meninas-bem deste mundo ou será que o apelo do dinheiro começa a corroer logo em idade mais brotas? Não sei que vos diga, mas posso dizer que nunca tive de exportar tanta puta para manter no país as meninas ocupadas (dado que enquanto que a procura é constante a oferta é extremamente variável), o que se por um lado garante rendimentos nunca vistos aqui por este lado de dentro do Ferrari, cria um claro problema educacional. Depois do chulo não há ninguém mais qualificado para instruir as meninas imberbes que se iniciam neste mundo do que as outras putas. Ora arranjar contratos no estrangeiro ás melhores meninas, que são de agrado certo ao cliente, cria um risco que nos faz a todos tremer de medo. Há mesmo chulos que se limitam a explorar a puta até ao tutano, entregando-a depois da fase óptima a bordeis dos quais recebem uma percentagem, ou então deixando-a independente e oferecendo-lhe a tão afamada protecção mas excluindo-a da lista de clientes. Hoje, nestes tempos de amor moderno, temos ainda um problema que há uns meses retratei mas que se tem agudizado. Uma puta precisa essencialmente de uma postura profissional em relação ao sexo, e esta postura ganha-se com a inserção num meio profissionalizante. Se não podemos mandar a puta para os clientes em trios, com outra puta mais competente e experiente, como é que ela vai ganhar o distanciamento essencial que esta profissão requer? E sem esse distanciamento como é que a puta se vai escudar das promessas que os clientes lhe fazem depois de uma foda bem dada? É que depois de foder o cliente promete tudo, mais dinheiro, mais tempo, hotel melhor, até a casa de férias dele, ou mesmo até a casa. Mas depois cai em si e só tenta é substituir o chulo e dando menos à princesa a ganhar. E não adianta falar nisto ás miúdas, pois elas acham que estamos a tentar impedi-las de “ser felizes”. Depois é claro que elas voltam, quando eles já se fartaram das fodas delas e não lhes pagam quase nada. Mas pronto, aí temos uma puta demasiado mecânica, boa para clientes novos e agressivos, cuja conquista lhes dá mais importância. Mas a maior parte dos nossos clientes não são novos mas sim velhos, e os velhos precisam de um certo carinho, uma certa condescendência com a sua pichota mole que só uma puta intacta no seu espírito irá dar. E é por isso que ás vezes uma oferta nova, eficiente e motivada não é o bastante para se triunfar neste mundo:))))))))))))))))

Sábado, Junho 04, 2005

Fala-se muito dele mas faz-se cada vez menos... e pior... sim, hoje vamos falar dele... O SEXO ; ))) PURO E DURO... COMO TODOS NÓS GOSTAMOS!!!!!!!!!!!

Written has Freud



“Proposto d’aver despenssaçom pera casarem ambos, eram os jogos e fallas antre’elles tam a meude, mesturados com beijos e abraços e outros desenfadamentos de semelhante preço, que fazia a alguus teer desonesta sospeita de sua virgiindade seer per elel mingoada.”

Não pessoal, lamento, este pedacinho de Fernão Lopes refere-se mesmo a um Rei (D. Fernando) a fazer-se a uma mulher casada (acabou por casar com ela SEM que ela se divorciasse do marido, pois isso não era possível na época). Uma das coisas que o pessoal aqui por estas bandas tem por certo é que nós hoje em dia vivemos tempos de grande liberdade sexual, de grande voracidade por tudo o que é sexual. Ora este texto, comparado com aquilo que (não) se escreve sobre a vida sexual dos líderes portugueses, sejam os da esfera política, sejam os da esfera económica é um verdadeiro comentário pornográfico. Todas as épocas têm em si uma corrente “finalista”, em que determinado momento da história é o “fim” de tudo, o “máximo” ou por outro lado a “máxima desgraça”. Temos essa opinião em relação à liberdade sexual de que desfrutámos na presente época, e no entanto isso é falso, se pensarmos nas mulheres que se passeavam em liteiras por Alexandria e se entregavam aos homens logo dentro delas, das orgias bacantes romanas que eram participadas por toda a população, dos rituais de iniciação sexual nórdicos em que os adolescentes só caiam de fossas cavadas na terra depois de se terem “correspondido” sexualmente, a parte sexual hoje em dia anda pelas ruas da amargura. E nem sequer se pode falar na questão da igualdade, pois as sociedades Romana e Grega eram profundamente matriarcais, inclusive com sacerdotisas, coisas desconhecidas nos tempos da Santa Mãe Igreja ; ))))
Portanto, o nosso tempo em termos de sexualidade não é nada de transcendente nem sequer algo que valha a pena destacar em termos sociais. Daqui a 2000 anos não existirão orgias públicas registadas pelos nossos actuais historiadores, existirão alguns registos pornográficos, mas serão atribuídos a comportamentos “desviantes” (como eu detesto esta palavra), coisa de alguns tarados que alimentaram a 12ª maior industria mundial, anónima nos seus industriais e nos seus actores ou na sua influência. Oh, aposto que ficaram tristes não foi? Anda toda a gente a pensar em fazer, como o fazer, a quem dizer que fez, quem criticar por ter feito com quem e depois vem este chato lembrar que a malta anda a montar pouco os rapazes e que aqui o pessoal tem dado pouco em cima das femmes?
Mas pareço não ser a primeira pessoa a reflectir sobre isto. H. C. Fultton apresentou em Madrid uma dissertação bastante interessante sobre uma evolução na sexualidade que vai muito de encontro a esta minha teoria. Segundo ele, todos os indicadores mostram que as pessoas cada vez fazem menos sexo, e menos sexo do que se compararmos com outras épocas da história. E mais: pior sexo!!! A quantidade de mulheres que fazem sexo simplesmente até à exaustão tem descido dramaticamente. O orgasmo feminino fazia parte da sacralização da concepção feminina e até ao Advento da nossa Santa Mãe Igreja considerava-se que o orgasmo potenciava o potencial de gravidez da mulher (o que aliás, está cientificamente certo, como podem ler no emedicine fazendo a busca orgasm, pregnancy). Aliás, considerava-se que a mulher, tal com o homem, libertava apenas no seu êxtase o seu líquido fertilizante, e portanto a preocupação com a qualidade sexual era muito mais elevada do que é hoje em dia. As conclusões de Fultton só podem admirar a quem não tenha um consultório de sexualidade aberto (que são a larguíssima das pessoas, e ainda bem porque como todos os que estão do lado de dentro de uma profissão, já estou aqui a esbracejar contra os que me querem tirar o lugar ; )))))))))))) ). Não há mais atroz do que a assustadora frequência com que mulheres saudáveis, jovens e atraentes nos entram porta adentro (tal como o Prof. Júlio Machado Vaz, justifico-me dizendo que sou do Porto) com o tal pequeno segredo de polichinelo: nunca tiveram um orgasmo na vida, não acham isso nada importante no presente e não pensam que isso vá condicionar a vida delas no futuro. Claro que nós, psis, torcemos o nariz, franzimos o sobrolho e dizemos “mmm” “mmm” e já está… simples… que mais dizer?
Temos o problema da contextualização do afecto. As mulheres portuguesas jovens ainda são, em grande maioria fãs do sexo pleno de amor. Procuram melhor sexo mas regra geral encontram amantes que seguem o mesmo trajecto inexorável: depois de umas primeiras boas quecas a coisa entra numa modorra mais ou menos previsível. E mesmo este “ser bom na cama” muito pouco tem a ver com prazer para a mulher, normalmente quer apenas dizer, em termos brutos, um tipo que aguenta mais em tempo. Chegámos ao absurdo de ouvir dizer que os melhores amantes que estas jovens tiveram eram senhores de 50 anos, que as satisfaziam em longuíssimas maratonas de 3 e 4 horas ou, como tantas gostam de arredondar “toda a tarde” “toda a noite”. Claro que há o pequeno detalhe de o membro masculino não aguentar erecções contínuas de mais de 5 horas, o que faria de TODOS estes homens machos de uma potência colossal e Portugal (ou qualquer país onde estas estórias fossem levadas a sério) o país com menor consumo de Viagra por habitante ; ))))))
Mas como tal não acontece, estas laudas ao macho latino normalmente são tão ocas como outras quaisquer que possam ser feitas. Nunca até hoje, e julgo ser já a segunda vez que digo isto, apareceu em consultórios lusos uma paciente a queixar-se de uma vida sexual hiper-satisfatória, tão boa que ela nos pedisse a fórmula secreta para desligar a fornalha que existisse nela. Mas em compensação aparecem-nos dezenas de mulheres com muitos parceiros e uma vida sexual aparentemente satisfatória em que a actividade sexual muitas vezes disfarça uma pobreza de satisfação no mínimo, e olhem que eu não sou de usar eufemismos nestas coisas, confrangedoras. Assim, muitas das vezes, começamos com a paciente este diálogo de surdos em que se procura fazer com que a pessoa em causa tenha todo o á-vontade para nos descrever a sua vida sexual, o que ela fará até ao ponto em que perceber que afinal o “sacana” do terapeuta está apenas a fazer um quadro apocalíptico de todos aqueles sentimentos que a jovem tão docemente guarda em si.
Daí que seja importante, até o inventário sexual estar completamente arrumado, que nós nos mantenhamos tão neutros. E mesmo depois temos de ir devagar, porque senão acabámos numa daquelas discussões de café em que dizemos que “a minha queca foi melhor que a tua”, que embora com algumas pacientes comprovadamente resulte, com a maior parte delas não faz mais do que deixar uns elementos traumáticos soltos e uma profunda falta de receptividade em relação à parte que supostamente vem a seguir à relativização (é essa parte que se segue ao inventário), que é a procura de percursos terapêuticos para uma melhoria de vida.
Nos tempos de hoje (vulgo presente) achamos que o sexo que temos é muito bom baseado em valores não absolutos. Eu, por exemplo, sou um rapaz muito absoluto. Não estando num acto sexual ao ar livre, que está sempre limitado por problemas de espaço ou de passagem de outras pessoas, para mim o sexo acaba em uma das seguintes situações: se a mulher só consegue ter um orgasmo (15% das mulheres são assim) então teve-o, se a mulher é multi-orgasmica então teve-os continuamente até ficar totalmente em êxtase, exausta, desmaiada, incapaz de controlar a respiração, e portanto, totalmente satisfeita. e esta é uma medida universal tão a ver???
Mas não se pode dizer isto a uma paciente, o mais certo era ela explodir em lágrimas face a tudo o que tinha perdido até entrar no consultório ou então tentar recuperar o “tempo perdido” (ou neste caso, as quecas perdidas ; )))) ) com o terapeuta e nenhuma destas situações é desejável, pelo menos para mim que já tenho uma vida sexual completa e complexa qb ; )))))))
Sendo assim, é preciso desmistificar que todas as outras mulheres estejam a ter uma vida sexual louca e plena e elas sejam as únicas desgraçadas. Este é um passo fundamental, basilar, essencial e tudo o que se consigam lembrar quando querem referir algo importante. A mulher tem de perceber que o que está a acontecer está a acontecer com a esmagadora maioria das mulheres portuguesas, só que a maioria não está disposta a fazer nada em relação a isso, e desde logo apreciar a sua coragem. Depois é preciso reverter o ónus da prova, ou seja, fazer a tal outra terrível pergunta, a tal que normalmente faz desabar a tal avalanche de lágrimas: “pensando em geral em todos os seus actos sexuais até hoje, que percentagem é que acabou com o seu orgasmo?” Meus amigos, a resposta até hoje, a resposta sincera e não a resposta rendilhada e asséptica/simpática, foi sempre “quase nenhum”. E isto muitas vezes depois de termos ouvido, com a mão no peito e olhos no céu jurando como quem está no tribunal, que a sexualidade sempre foi vivida por prazer, com grande desejo mútuo, etc etc etc, conjecturas que só fazem sentido para as tais histórias que nos contam no início das terapias e não para estas histórias que já são de segunda sessão ; )))))))))))))))))))))))
Resumindo: minhas queridas. O sexo não é bom por vocês decretarem que é. Só o sexo bom é que vai ficar verdadeiramente marcado no cérebro, e se aos 40 derem por vós completamente indiferentes em relação ao sexo então está mais que percebido que estas linhas não vos marcaram minimamente, o que até é bom, porque assim não me podem responsabilizar ; )))))))))))))))
E pronto, cá estão, passo a passo, como na Rua Sésamo, as técnicas de engagement mais utilizados por nós na abordagem à sexualidade de uma paciente. Para saber mais já sabem, apareçam no consultório ou na piscina looooooooooooooooooooo

Abraço para todos

; )

Quinta-feira, Maio 26, 2005

Guange qi o quer dizer "broche bom" em tailandês

Written has PIMPO



Tailândia. Quando me convidaram para vir aqui passar umas férias pensei: tão demodé, o paraíso da prostituição infantil, isso não tem piada nenhuma, já para não falar nas condições de saúde das pequenas prostitutas, que são, no mínimo, uma merda. Um chulo como eu, entendam, tem uma visão tão sensível como a de qualquer cidadão não especializado face ao fenómeno da prostituição infantil. Mesmo na Madeira recusei por diversas vezes participar nesse tipo de actividade, acho-a totalmente impraticável nos moldes da civilização moderna e com isto advém um risco totalmente desproporcional face à nossa actividade normal para um lucro nada apreciável. Ou seja, considero a prostituição infantil um fenómeno essencialmente familiar sem grandes ligações ao reino da econometria putística. Vejam: um pai numa aldeia remota de Bisangue tem vários filhos, e não há trabalho para todos, fruto de fome pura ou qualquer problema passageiro dependente da agricultura de subsistência que tem. Que faz ele? Manda uma ou duas filhas para a cidade com um tio para as vender e assim obter um rendimento para toda a família. Claro que na cidade o chulo não é nenhum chulo de luxo, a maior parte dos seus clientes são homens locais e portanto sem grandes meios para pagar as meninas. Sem elevada indiferença das forças da ordem e sem um contexto de pobreza geral, expliquem-me como é que podem fazer parecer a um chulo capitalista este negócio atractivo. Atenção, estive já em bordeis de crianças no Médio Oriente que são de um luxo avassalador, e nem faço das miúdas Kirushi que se prostituem para arranjar dinheiro para seguirem todas as modas que irrompem todos os dias na sociedade japonesa. Mas esses casos são claras excepções e relativamente ao meu país não fazem sentido. Em Portugal não há assim tantas meninas dispostas a essa actividade que valha a pena viver disso e o contexto geográfico é demasiado pequeno para criar um sistema que pela deslocalização permita escapar a controlos das ditas “forças da ordem”.
Mas pronto, cá estou, aceitei, sou um chulo prá frentex, que posso eu fazer. O desfile de crianças sucede-se pelas ruas feitas de um misto de alcatrão com terra batida, normalmente nesta segunda matéria nas zonas em que a construção de bordeis se antecipou ás prioridades urbanísticas do Estado. Nesta perspectiva de acrescento de valor ao país, pode-se rapidamente concluir que a prostituição é tão ou mais oprimida quanto o seu peso no PIB. As rusgas são planeadas de forma a não impedirem o comércio de carne, só acontecem nas alturas mortas do serviço e a primeira coisa que os guardas fazem é pedir, de forma assaz educada, para que os clientes estrangeiros se dirijam a outra casa da rua, e seguidamente partem tudo no interior. De ver que as próprias rusgas são orquestradas por uma Comissão de chulos que determina, em virtude da saúde da economia chulística, do número de operadores e acima de tudo dos equilíbrios de poder dentro da própria Comissão e mecenatos vários, quais são as casas a serem objecto de rusga. Como disse estas rusgas são muito sui generis, raramente provocam qualquer preso, os polícias limitam-se a partir tudo no interior do bordel e a colocar cá fora as crianças, que rapidamente combinam com qualquer outro bordel vizinho daquele onde trabalhavam até há minutos. O chulo que mandava no bordel destruído se tiver dinheiro vai tentar aplacar a ira da Comissão, se não tiver aproveita algumas meninas das que trabalhavam no seu bordel, combina uma taxa com a dona de uma qualquer estalagem e vende-as na rua. Daí que muitos chulos tenham ciclicamente uma descida abrupta de rendimento e estatuto, encarando isto como parte de um cíclico de vida e não propriamente como uma desgraça definitiva. A concorrência instiga a criatividade e a qualidade dos serviços prestados portanto parece-me bastante racional definir o chulo tailandês como um indivíduo altamente criativo e profissionalizado, orientando o seu comércio para grupos-alvo de clientes estrangeiros. Claro que o apoio do Estado não é explícito, nem o poderia ser nestes tempos. Movimentos contra-cíclicos em busca por supostos “direitos humanos” procuram levar aos poucos esta actividade para o gueto da ilegalidade e da indigência, o que fez com que o Governo desregulamentasse com o tempo as relações de poder entre chulo e prostituta, o que é bom para o chulo, mas mau para o tratamento que a puta recebe, e portanto para a forma como ela se liga com a sua profissão. Há casos de meninas “difíceis” que são atadas à cama e os pacientes sucedem-se até elas pura e simplesmente colapsarem de desidratação, dor ou medo. Este tipo de falta de pró-actividade obviamente condena a actividade chula ao degredo para fora da sociedade, mais cedo ou mais tarde. Mas não enquanto estou aqui. Enquanto estou aqui vou aos melhores bordéis do quarteirão de Xin-o-lah, meninas limpas, felizes, que se oferecem voluntariosamente para um Guanqe (broche) io (bom), metendo os dedos da mão na boca para mostrar que conseguem deglutir um membro de qualquer tamanho e com grande á-vontade. O chulo é uma matrona de 40 e poucos anos, muito bem conservada, ficamos na conversa enquanto os meus amigos se satisfazem com várias meninas das mais diversas formas, sem que alguma delas perca o sorriso ou a boa disposição. O chulo da casa mostra-me os quartos, mostra-me os serviços, o bar é impecável, com música ao vivo, os quartos são insonorizados mas pode-se ouvir o que se está a passar nos outros quartos (até aqui já se aprendeu o valor comercial do Big Brother), e, por mais alguns dólares, até mesmo ver o que se está a passar nos outros quartos (desde que a outra pessoa também tenha aderido a esta função). Enfim, uma infinitude de divertimentos a partir do acto básico de um homem a abusar sexualmente de uma criança. Acabo no hotel, sozinho, a rever os números do dia da minha actividade em Portugal. Estão estáveis, regozijo por um momento, marco um dos vários números grátis, peço duas jovens com peitos grandes, chegam passados poucos minutos, deviam estar já no hotel quando liguei. Apesar da idade têm peitos muito grandes, uma delas até os tem em silicone, as Bum Bum Babies (prostitutas-crianças de peitos grandes) são muito procuradas, atiçam o desejo do homem e aplacam-lhe a culpa (“ela tinha uns peitos de mulher adulta”, imagino-os eu a dizer). Belas em tudo, como as grandes… eu e a Tailândia estamos a dar-nos muito bem: ))))))

Domingo, Maio 08, 2005

Desconvites da vida: quando o Passado sexual dela é motivo para ciúmes Presentes Nele ; ) e o terapeuta que já não podia ir ao casamento

Written has Freud



Fui desconvidado para um casamento na véspera do dito. A Daniela e o Rodrigo vão-me desculpar por aproveitar assim tão descaradamente o pequeno incidente que se deu na boda deles, mas não resisto a puxar desta história para este blogue, que como sabem é tão pouco lido que só muito infelizmente irá parar aos ouvidos de alguém remotamente ligado a ela ; ))))))))
A história é simples e conta-se sem grande complexidade. Estava eu convidado para o casamento de uma amiga minha quando os noivos, 15 dias antes, em conversa mais ou menos confessionária, se puseram a falar da sua vida sexual passada. A Daniela disse que tinha tido 13 parceiros antes do Rodrigo, o Rodrigo tinha tido 8 parceiras antes da Daniela, e mais algumas loucuras (sem consequência e portanto que não contavam para a história oficial). De referir que esta conversinha de alcova foi iniciada por ele, em tom de inocente brincadeira e desafio liberal de casal que não quer ficar agarrado aos tabus do passado, um rapaz renascentista portanto. E tão inocente foi a conversa que o menino logo se pôs rijo e com a potência hercúlea que é reconhecida aos homens portugueses logo tratou de dar mais uma daquelas noites inesquecíveis de prazer à menina, prenúncio de muitas mais que se seguiriam após a boda.
No dia seguinte, estava eu almoçando com a dita noiva e ela contou-me esta conversa tida entre lençóis e pouco antes dos orgasmos da praxe. Fiquei abismado, e disse-lhe isso. Homem português que ouça falar de actividade sexual passada da parceira sem ciúmes automáticos, discussão de enfiada e ameaça de fim da relação é coisa que nunca tinha ouvido, e disse-lho. A resposta dela foi intranquilizadora: “não falámos de pormenores”. Pois, não tinham falado de pormenores. O Rodriguinho, rapaz jovial, excelente advogado e bom amante, sabia que os genitais da namorada tinham sido partilhados com mais 13 homens, mas isso não o tinha preocupado, ele estava perfeitamente na boa com isso, até tinha logo a seguir desempenhado um papel sexual acima da média segundo a história do casal. Pois… mas não tinham falado nos pormenores, especialmente de um certo factor qualidade que os homens tanto apreciam verem adulados pelas parceiras presentes face aos parceiros passados. Ainda tive coragem de perguntar à Daniela, antes da despedida desse adorável (como sempre) almoço no Kuxixo, se tinham falado da qualidade desses 13 trabalhadores passados, e a resposta dela foi que só tinham discutido o nro. Em jeito de profilaxia verbal, disse-lhe para em caso de novo questionário, desta feita relativo à qualidade, ela respondesse que o Rodriguinho era o melhor, que acima dele só Sean Michaels (usem o Google) e abaixo dele todos os outros. Ela ficou atónita com a minha proposta, e não disse nada.
Agora vamos avançar uns dias, para depois voltar a recuar (este texto está cheio de flashbacks, parece o Memento). sexta-feira de manhã, Pedrinho a dar braçadas na piscina depois de ter passeado os cães e muito depois de ter possuído pela enésima vez a Beliza na sauna (minha filha, estamos a ficar fetichistas, temos de ter cuidado senão daqui a uns tempos, até sexo em grupo enjoa ; )))))) ). O telefone toca, e como o telefone é à prova de água, Pedrinho atende, apesar de o número não me dizer nada (não atendo anónimos mas desconhecidos podem sempre ser conhecidos como seu telefone sem bateria usando o de outrem, mas pelo sim pelo não mal atendo inicio logo a gravação da conversa, se for algum engraçadinho com insultos toca a metê-lo em tribunal)
- Estou sim?
- Tou, é o Pedro?
- Sim, quem fala?
- Pedro, daqui é o Rodrigo, precisava de te pedir uma coisa.
- Se eu puder ajudar, diz… (digo isto com alguma estranheza, namorado de amiga minha que goste de mim é espécie à espera de ser descoberta, mas pronto, estamos em vésperas de casamento)
- Será que podes faltar ao nosso casamento?
- Está bem, não há problema Rodrigo.
- Mas não queres saber porquê?
- Eu sei porquê Rodrigo, adeus.
Chamada desligada, chamada efectuada, Daniela a atender no trabalho, apressada como sempre a despachar-me, tudo o que não sejam problemas dela não são urgentes.
- O Rodrigo ligou-me a pedir para não ir ao vosso casamento. Eu não te disse para lhe dizeres que ele tinha sido o melhor de todos?
- Ele ligou-te? Como é que ele arranjou o teu número?
- Tipo, se calhar no teu telemóvel!?!?!?!?!?!?!?
- Não acredito que ele te tenha pedido isso.
- Liga-lhe a perguntar, mas em todo o caso tenho a conversa gravada.
- Meu Deus, Pedro, desculpa. Eu vou falar com ele e perguntar-lhe o que se passa…
Chamada desligada, novo mergulho, o Igor salta para a piscina, não há nada mais mortal para filtros de piscinas do que um Alaskan Malamute Bear em época de muda de pêlo, e Hans e Hegel acompanham-no quase a seguir, só estavam à espera da traquinice do líder para darem liberdade aos seus próprios devaneios. O telefone volta a tocar.
- Pedro, o Rodrigo diz que não te ligou a dizer nada, tens a gravação da chamada?
- Sim, quando é que a queres ouvir?
- Eu vou a tua casa depois de almoçar.
- Anda aqui almoçar se quiseres.
- Está bem.
A Daniela chegou com olhar amedrontado, o carro ficou na rua, forma de impessoalidade de quem acha que o melhor amigo lhe está a contar uma mentira, ou que quer acreditar que o melhor amigo lhe está a contar uma mentira em vez da outra hipótese: a hipótese de que o namoradinho foi ao telefone sem dizer nada, e sem dizer nada ligou para um amigo dela que não é amigo dele para o desconvidar quando foi ela que o convidou. Ou seja, ao fim de dois anos de namoro e nas véspera do casamento, a Daniela descobre que o namorado é capaz de coisas que ela nunca o imaginou capaz de fazer, capaz de passar por cima dela sobre uma decisão importante da vida deles, e ela está insegura. Aqui o amigo tem tudo pronto, o telemóvel em lugar de destaque, o almoço pronto, e mostra-lhe tudo mal ela chega, por motivos egoístas admito: quanto mais cedo ela ouvir a conversa, mais depressa perde o apetite, e mais salada Waldorf sobra para mim ; ))))))))))))
Pede-me desculpa depois de ouvir, e conta-me o que se passou no dia do nosso último almoço, ou na noite a seguir. Novamente na cama, depois do “Mostra e Conta”, o menino Rodrigo tem um novo jogo que se chama o “Conta e Classifica”. Respondido que está o “com quantos”, o Rodrigo quer saber “com quantos foi melhor do que comigo?”. Já não se trata de o Rodrigo querer saber a ordem cronológica, isso já está esclarecido. Agora o Rodrigo quer o Ranking, as classificações, quem está no pódio, quem está no top 10. E claro, quer um motivo para essa diferenciação, afinal o Rodrigo quer melhorar, não lhe basta ser o último por acidente da história da Daniela, e portanto ela que lhe diga o que fizeram outros melhores que ele jura desde já tudo fazer para lá chegar. E a Daniela lá lhe faz a vontade, diz-lhe que 4 foram claramente melhores do que o Rodrigo, sempre atenciosos com os ritmos dela, procurando que ela se mantivesse sempre em estado de grande excitação, que nunca paravam o acto sexual após o primeiro orgasmo dela, que faziam as trocas do vaginal para o anal de forma a que não lhe doesse. Desses 4, 3 já foram há uns anitos, só um se mantém em contacto com a Daniela. E quem é esse menino bem-comportado e carinhoso que merece o lugar no pódio à frente do Rodrigo? Alguém tem ideias? EU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O tal amigo dela que ele pensa que é gay, de tão rodeado de mulheres e interessado que é nas “conversas delas”. Pois, eu não sou gay Rodrigo, lamento imenso, mas é a vida, se um doa for vais ser a primeira pessoa a quem vou ligar ; ))))))))))))))))
Mas o Rodrigo não fica triste, nem irritado, até reage bem, graceja e diz que “tenho de lhe pedir umas dicas”, como se alguma vez um português tivesse coragem de pedir um conselho sexual a outro homem, isso seria admitir que não se está a dar conta do recado e seria abrir a porta para que o outro pusesse os olhos na nossa querida. A Daniela fica ainda mais satisfeita, pela primeira vez na vida ficou satisfeita, afinal o Pedro não é omnipotente, e essa coisa de ele ver o futuro só mesmo por acaso é que ele acerta. Pois… e agora… cá está… o Rodriguinho afinal ficou de rastos, afinal lá por dentro ficou todo partido, e ela nem reparou. Mulher que não repara numa coisa destas não repara sequer na orientação sexual do namorado ; ))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Não fui ao casamento, por mais que ela me dissesse para ir. Ainda acho que as relações são mais fortes do que a amizade, porque as relações estão num grau superior de vontade e exclusividade, por piores que sejam as pessoas estão metidas dentro delas porque querem e ponto final.
O casamento foi tão curto que deu para ser dissolvido pela Santa Mãe Igreja (apesar de perfeitamente consumado, diga-se) portanto não vou perder mais tempo com ele. Mas fica aqui a base para a minha próxima reflexão: a diferença por vezes abissal entre o que dizemos e o que pensámos e a forma como muitas vezes essa assimetria não é notada nem por aqueles que nos estão mais próximos. Terão de esperar uns dias ; ))))

Terça-feira, Abril 26, 2005

Fazer render carne branca em território negro - (em busca do Ouro Puta III - O Chulo como Cineasta)

Written has PIMPO



Anna tem 19 anos, Katerina 18. São dados que para qualquer história seriam fundamentais, para qualquer pessoa seriam importantes. Mas para o meu olho adestrado de chulo, a tipa mais alta tem umas boas mamas mas está muito magra e a tipa mais baixa tem uma cara agressiva, está enroscada, o que é sinal de determinação e tem mazelas nos pulsos portanto foram algemados ou atados a alguma coisa e esteve assim quase até à minha chegada. Vejo que a zona das coxas não foi tratada com produtos cosméticos para disfarçar mazelas de fodas forçadas que pudessem ter, sinal de honestidade do chulo e de bom estado aparente das meninas. Vejo que arfam e se colocam direitas quando começo a falar numa língua que não compreendem, não se aproximam uma da outra, mantêm-se próximas mas não abraçadas, provavelmente não são irmãs, as irmãs reagem de forma diferente a um chulo, procuram um conforto mais físico. Não, estas duas partilham o mesmo destino mas não partilham o mesmo sangue, apesar dos Ucranianos dizerem que as putas da terra deles serem todas iguais. O chulo fala com a manha de quem está a vender uma preciosidade, mas noto-lhe a ansiedade dos gestos, como quem diz “Estas tipas dão-me cabo da cabeça, não tenho paciência para estas merdas” mas com um grande sorriso e sinais amistosos evidentes. Como qualquer chulo, depois destas observações imediatas, faço a pergunta instintiva: onde é que esta puta encaixa no meu mundo?
Sei um pouco de russo, e não vou estragar tudo com perguntas estúpidas, elas já não são meninas inocentes, já sabem para que é que eu estou ali, sou um compincha do senhor que as comprou a outro senhor, e sou apenas mais um passo na escala evolutiva de uma pirâmide de degradação invertida, e é preciso mostrar que sou chulo acima de tudo, para elas não procurarem em mim uma qualquer benevolência que sinceramente não tenho para dar…
Saúdo, digo que gostava de as levar para a Europa, que tenho uma companhia de filmes, que são filmes de truca-truca, que se ganha muito dinheiro com eles... e que se elas querem ser independentes na Europa… porque não? Que não gosto nada de as ver assim, que acho degradante, mas estou ali para comprar o trabalho delas, e por trabalho estou a ser claro, uso a palavra russa Mostruovi, foder. Primeiro irão fazer um filme aqui em Marrocos, depois se gostarem podem fazer mais, se não gostarem ficarão com dinheiro para voltarem para casa. Não querem voltar para casa, dizem-me, com a voz cristalina que contraria a evidência de terem sido fodidas por vários negros violentos nas últimas semanas. Acho esta situação estranha e pergunto imediatamente ao meu colega como é que estas miúdas, tão novas, chegaram aqui a Marrocos tão bem conservadas. Deveriam ter passado por 4 ou 5 bordeis antes de chegar aqui, deveriam estar mais insensíveis, drogadas e indiferentes do que duas ratas no fim de foderem com os 15 machos da praxe no período de acasalamento. Naif é um bom negociador, sabe do seu negócio, e mantem-se num silêncio que serve para mostrar o um equívoco. Serão turistas raptadas naquela região e enviadas directamente para aqui por algum intermediário de zona de guerra? Ele mantém-se em silêncio, está à espera que eu avalie por mim antes de fazer preço e finalmente resolver este enigma bicéfalo.
Estas meninas eram voluntárias numa associação médica até que foram raptadas na região do Darfur. Foram capturadas pelo próprio chefe dos guerrilheiros, e dado que os guerrilheiros eram muçulmanos extremistas, nem pensar em meterem-se com mulheres brancas, essas enviadas do diabo que congeminam em si os diabos brancos. Espancaram-nas, usaram dos seus conhecimentos médicos durante uns meses e depois na primeira oportunidade venderam-nas como despojos. Tecnicamente até podiam ser virgens, se o filho do primeiro comprador não fosse muçulmano e não tivesse concedido a si próprio o prazer de experimentar mulher branca em tão bom estado. Mas tirando isso, Naif jura pela cona santa da sua mãe (uma das putas mais conhecidas na história de Ceuta) que jamais homem algum lhes tocou. O comprador apressou-se a vir a Marrocos vendê-las e entregou-as no estado que eu contemplo neste momento ; )
Bem meninas, é esta a minha oferta: fazerem umas filmagens porno, das quais eu montarei 2 ou 3 filmes, depois venderei cada um desses filmes separadamente a cadeias americanas, holandesas e japonesas e ficarei com 90% do lucro de 9 direitos de autor por 12 horas de foda da vossa parte. Não é justo, mas mesmo assim vão ganhar muito dinheiro, e truca truca é bom, pelo menos comigo… A mais alta, apesar da cara mais doce, parece menos receptiva, e a mais baixa, enrolada e agressiva, consegue esboçar um sorriso, carregado de ironia. Há já muito tempo que aprenderam a deixar de perguntar porquê ou dizerem que têm direitos. Eu sou uma ténue esperança, e comigo vem um salvo-conduto pelas ruas de Ceuta, ruas tortuosamente retorcidas e sempre cheias de gente, talvez a hipótese de fuga, ou talvez eu lhes vá mesmo dar a liberdade. As opções delas não são muitas, e só uma positiva pode ser positiva para mim. Elas têm corpos adoráveis, a baixa tem pele suave, deve ter facilidade em fazer anal, a alta tem boas mamas e lábios grossos, e os homens adoram ver lábios grossos à volta de um caralho igualmente grosso. Não há propriamente um sim, mas também tenho de compreender, é a primeira vez que têm oportunidade de dar a sua opinião sobre alguma coisa em meses, portanto o sim é lento, inexpressivo, quase inaudível, acompanhado de um olhar para o chão, como quem vendeu a alma que já lhe foi arrancada, um negócio em que só se escolhe a forma como se vai perder ou se se vai perder mais ou menos depressa.
Como sabem, sou um visionário. Acreditem ou não, quando vi aquelas meninas senti-me invadido por uma inspiração cinematopinográfica que não me pode deixar indiferente de forma nenhuma àquelas meninas. É preciso perceber que para mim elas são apenas dinheiro em bruto, agora serão trabalhadas para dar o rendimento que estava escondido nelas e que elas próprias desconheciam possuir. Mas até aí existe ainda um percurso bastante sinuoso em que poderão acontecer bastantes recuos, ou o desfazer dos meus sonhos em areia, numa pequena duna de areia movediça onde posso ficar mais ou menos enterrado.
Em primeiro lugar, pagar a NAif o que ele pede. É muito, mas estamos a falar de mercadoria de primeira. E é uma insignificância face aos lucros possíveis. Como sabem, os chulos só se podem permitir a si próprios investir 10 a 15 por cento dos potenciais lucros de um qualquer negócio, devido à elevada incerteza da sua actividade. Juntando o pagamento a Naif, o aluguer de uma casa espaçosa com diferentes ambientes nos arredores de Ceuta com estilo europeu e com janelas amplas (as janelas das casas típicas desta região são minúsculas e impediriam qualquer filmagem com luz natural), a compra do material de filmagem e a estadia a profissionais europeus (seria imprudente alugar pessoas externas pois neste país a ideia de um filme porno filmado em território nacional é mais ou menos como imaginar o Bush a montar uma neta do Bin Laden), e os custos de alimentação, adereços e outros imprevistos não ficou em mais de 5% dos lucros mínimos esperados, portanto pode-se dizer que, sendo uma jogada arriscada, não se tratou de uma jogada assim tão arriscada face ao lucro, e o lucro comanda a vida do chulo.
As miúdas beneficiaram com a mudança de cenário, e começaram a falar imenso, mais até do que o que o meu russo absurdo permite interpretar. Os actores são uns rapazes espanhóis que fizeram um filme para mim no Algarve. Não percebem uma palavra de inglês além de “yeah” “baby” “suck” “bitch” “fuck” e o “me” para fazer frases com as palavras anteriores portanto nada de confratenizações entre o elenco feminino e masculino. Para dar incentivo ás meninas devolvo-lhes os passaportes, ficam com o quarto mais luxuoso da casa (que é o quarto onde vão foder com vários homens nos próximos dias por isso é bom que se habituem a ele), abro-lhes a ambas contas num banco suíço onde lhes deposito à cabeça 5 mil euros prometendo no final do filme entregar-lhes mais 5 mil. Pelo meio vamos falando de tudo e especialmente de sexo. São extremamente liberais, e qualquer réstea de vergonha que tivessem perderam-na algures entre Darfur e Marrocos. Garantem gostar de chupar, esperma não é problema, levar no cu tão pouco; dois homens a baixinha nunca fez, mas acha que não é problema, pois já teve com uma “que parecia três juntas”, e penso com um sorriso malicioso no filho do intermediário tunisino. Falo-lhes de mim, e nestas coisas temos sempre de puxar a puta à nossa sardinha, que sou produtor de filmes, normalmente filmes sérios, falo-lhes em dois ou três filmes que elas nunca ouviram falar mas que foram grandes sucessos, mas tenho este fetiche, e é com estes filmes que pago os outros, por isso não tenho muita escolha… tento perceber o que se passa, tento perceber o que tenho para dizer, tento ficar ao corrente do que faz sentido dizer e rapidamente consigo perceber o que será dar a minha melhor imagem de mim para que estas meninas confiem em mim, ou não fosse eu o grande chulo que sou. Afinal não fui eu que as salvei?
E assim começaram as filmagens com Anna e Katerina, mas não as passei a chamar pelos nomes por educação: foi a forma mais natural pelas quais as tratar quando lhes explicava como deviam foder durante o filme…

Quinta-feira, Abril 21, 2005

Dá Deus Pacientes a quem não tem métodos terapêuticos actualizados:)

Written has Freud



O terapeuta não se pode dar ao luxo de começar do 0 no seu contacto com os pacientes. Não existem “fresh starts” e o simples facto é que os pacientes não estão felizes por nos verem. De facto, muitos deles só ao chegar à porta do consultório é que finalmente vão admitir, para alguém além deles próprios, que existe um problema na vida deles e portanto isso custa profundamente em relação àquilo que está assente no seu julgamento mais profundo, no julgamento mais profundo do ser humano: a ideia de que devemos pensar por nós e não sob influência de alguém. E isso, como é óbvio, não é fácil… para ninguém… portanto, não é fácil conhecerem-nos, não é fácil estarem aqueles 10 minutos à espera, que para nós parecem voar dado que estamos a tentar espremer um outro paciente. Portanto a “lavagem” é fundamental entre pacientes.

A lavagem é uma saída daquele triunfalismo quase sempre presente no fim das sessões e a transição para um estado pessimista em relação ao próximo paciente. É um ritual importante, pois vai-nos permitir voltar a estarmos conscientes de que não somos senhores da verdade absoluta. O meu ritual é bastante simples e julgo estar aqui a revelá-lo pela primeira vez. Sou um bom jogador de damas, e portanto entro nas “Damas Online” do Microsoft Windows XP e jogo alguns jogos. Em vez de estudar as jogadas desde o início, faço 2 ou 3 primeiras más jogadas e depois tento recuperar jogando até ao fim. Como jogo sempre no nível expert, fazendo os 3 primeiros movimentos ao acaso, normalmente o outro jogador que me foi aleatoriamente atribuído pela rede de jogos toma a dianteira do jogo, ganhando-me a maior parte das vezes. E portanto essa frustração, multiplicada por 2 ou 3 jogos, vai contribuir para o meu regresso à terra, para a aceitação da minha falibilidade e reintegração do meu “eu” por oposto ao “super-eu” em que estava situado no momento em que o último paciente. Claro que para quem espera mais 5 minutos a mais depois de ter visto o outro paciente sair isto também não é bom, mas na maior parte dos casos ajuda a diminuir o pânico do “é a minha vez”, pois a pessoa já sabe que estou desocupado e portanto, a pessoa tem um pouco de espaço entre o “é a minha vez” e o “vou ter de entrar”, e esse tempo tem esse factor benéfico porque nervosa a pessoa já estava quando chegou à sala de espera não é?

Além disso existem pacientes que estão ansiosos para falar, pacientes de 5ª ou 6ª sessão, já habituados À minha presença, que entre sessões seguem passos para começar a resolver os seus problemas e que face a sucessos nesse percurso estão ansiosos para mostrarem resultados, pois assim como manifestaram a mim o problema, também esperam que ao manifestarem a mim a solução se complete o circulo que os conduziu àquela sala decorada com muito mau gosto : )

Sim, porque a percepção do terapeuta não é igual no início ou no fim de um processo de 10 ou mais sessões. O importante é não estabelecer declives elevados nas sessões, ter uma noção que uma sessão em que se vai muito longe pode ser uma sessão que terá de ser revista na sessão seguinte sob pena que se esteja a forçar muito depressa a psique da pessoa a lidar com questões que podem parecer topicamente tratadas mas estão muito mais enraizadas. E isso é fundamental, a procura de raízes nos problemas e questões tratadas, não nos ficarmos pela satisfação de um ramal exposto na folhagem da vida de alguém. É preciso acima dos traumas, acima dos desvios, procurar as condicionantes dos desvios. Pensemos nas emoções como um rio que corre. Podemos montar uma barragem no rio, fazer um dique, mas será sempre uma solução externa a ele, e barragens e diques não rimam muito bem com emoções, que são bastante mais fluidas e portanto menos facilmente impermeabilizáveis. É preciso conseguir alterar a paisagem de forma endógena, mudando os pontos de acumulação de água pluviais, vulgo exterior, mudando a profundidade do rio, o lastro que as pessoas carregam, trabalhando no declive à volta das realidades da pessoa mas sem provocar demasiados artificialismos nas perspectivas que a pessoa tem de si própria. Muitas vezes o maior pecado do terapeuta é precisamente achar que compreender absolutamente o paciente que acaba por chegar, por uma via perfeitamente racional, à posição compadecida de tantas pessoas amigas do paciente. Achámos ter um conhecimento tão absoluto através daquele pequeno sketch que nos parece quase certo que temos em vista as escolhes exactas para a pessoa e que ela não será capaz de tomar medidas racionais dentro de si própria para ultrapassar os obstáculos naturais que lhe surgiram no percurso. Aliás, esta questão de endogeneidade da terapia é fundamental para o conceito de integração do terapeuta no universo referencial do paciente. A entrada demasiado rápida por um percurso de explicação traumática ao paciente, a facilidade exagerada com que se sobrevaloriza uma determinada dimensão da personalidade do paciente fazem-nos por vezes esquecer que ele não se encontra no nosso plano de consciência mas no seu plano de consciência mas no seu próprio e é nosso o trabalho de ir até ao dele e não o caminho inverso. Prefiro muitas vezes passar todas as sessões excepto a última a falar do próprio paciente do que tentar em cada sessão deixar uma pequena receitazinha emocional para cumprir durante a semana. Prefiro dedicar todas as sessões a aprender a ver como o paciente se vê para na última sessão mostrar-lhe o próprio mundo dele com os meus olhos de forma clara que o deixe completamente confiante que estou a olhar de uma posição correcta e real, e portanto se eu estou a ver bem, o que digo naquele momento é interiorizado muito mais profundamente do que todos os outros pequenos recados enviados de forma mais ou menos abreviada, como resumo de qualquer coisa, como parte de qualquer coisa. Muitos de vocês dirão “nunca conheci nenhum terapeuta que fizesse essa abordagem”. Pois… mas o problema está mesmo aí: quantas universidades portuguesas é que utilizam sistemas de psicologia modernos adaptados a pacientes individuais e não conjuntos de chavões mais ou menos adaptativos sobre o que o paciente quer ou aquilo que o paciente pensa?

Pois… bem me pareceu… : )))))))))

Segunda-feira, Abril 11, 2005

Todas as putas merecem o céu (ou na falta dele, um chulo) - em busca do Ouro-Puta II

Writen as PIMPO




Recentemente na Finlândia um estudo mostrava que a prostituição se restringia quase exclusivamente a estrangeiras, sendo que quase não existiam prostitutas finlandesas e as que existiam eram prostituas de luxo independentes, normalmente estudantes universitárias ou mulheres que usavam a prostituição como forma de obter rendimento suplementar para o seu emprego. Quer isto dizer que os chulos nestes países estão condenados? Será este o argumento definitivo que faz com que fique assente que o chulo só pode existir numa sociedade subdesenvolvida? Como chulo, penso que não. Um chulo é um empreendedor. Tem um certo e determinado grau de avaliação do risco, que lhe dá um conjunto de opções profissionais pelas quais ele opta. O chulo, tal como a puta, opta por aquilo que a sociedade lhe tem para oferecer. Ser chulo não é uma profissão vocacional, ao contrário de ser puta, que é altamente vocacional. Numa sociedade altamente equilibrada a puta não precisa de qualquer protecção adicional para a sua actividade e portanto a personalidade do chulo não é útil ao processo contratual entre puta e cliente. Ou seja. Na Finlândia existem chulos precisamente em relação ás putas que exigem protecção em relação à sociedade. Ou seja, as putas estrangeiras. Aquelas que podem ser deportadas, aquelas a quem a sociedade fecha as portas, aquelas que a sociedade deseja foder mas ao mesmo tempo quer expulsar…
Aqui em Marrocos conheci dois desses chulos, excelentes profissionais, putas muito bem tratadas, várias com documentos obtidos a partir de pedido de asilo, que depois de darem a cona, o cu e as mamas ao manifesto receberam a justa recompensa da nacionalidade. E atenção, o processo de asilo é tudo menos automático, é o processo de legalização que mais requer advogados, provas, testemunhos etc etc etc…
Descobri que para estes chulos a prostituição é apenas a porta de entrada num mundo apetecível do sexo, que depois tem uma evolução natural para a pornografia. Ou seja, o chulo finlandês, DEVIDO ÁS CARACTERISTICAS PRÓPRIAS DA SOCIEDADE, tem a faculdade de evoluir profissionalmente. Quem me dera viver apenas da pornografia, e admito que se o meu espírito fosse um pouco mais comedido certamente que seria capaz de me satisfazer apenas com essa actividade. Mas num país como Portugal isso é impossível. O Português consome muita pornografia mas tem uma certa ideia abjecta em relação à produção nacional. Para o português, ver uma tipa a ser fodida e a gemer em português faz uma aproximação com a sua mãezinha e portanto ele perde imediatamente a pica toda de ver o filme. Aliás, muitos poucos dos meus filmes ficam no mercado português, sendo que ajuda a baixa idade das minhas meninas e o seu profissionalismo para que me afirme no mercado internacional.
A pornografia é o píncaro do chuledo, é o altar-mor da nossa actividade, em que os lucros são de tal ordem em que a miúda, com muito menos fodas diárias, consegue enormes rendimentos, rendimentos esses que são astronómicos em relação ao chulo. Aliás, tenho de dizer que poucas são as minhas princesas que não aspiram a um lugar no estrelato pornográfico mundial. E é aí que a as minhas meninas se destacam. Estes meus dois colegas, tão distantes profissionalmente, a exercer num país civilizado, ficaram surpreendidos quando vários nomes mencionados por mim ressoaram nas suas cabeças como grandes profissionais femininas do porno mundial. Ou seja, a minha educação, nas primeiras semanas, em que faço as minhas princesas habituarem-se a chupar, engolir esperma, levar no cu, levar com dois paus (o meu mais um vibrador, pelo menos), que pode parecer demasiado intensiva, abre literalmente as portas de uma carreira que vai muito para além da actividade putal. A isto chamámos uma “cadeia de valor”, em que TODOS os participantes nela beneficiam com o profissionalismo mútuo.
E é que eles nem sabiam que estas meninas eram portuguesas! Portugal sempre teve este problema em relação a tudo o que tem qualidade neste país e é exportado para fora. Temos uma falta maciça de afirmação como marca. Ou seja, uma puta pode vir do PIMPO, mas quem é o PIMPO? É português, mas é UM português! Não faz parte de um GRUPO de portugueses. Portanto, para os meus cinematográficos para adultos estrangeiros, PIMPO é um tipo desenrascado, uma excepção, e portanto, PIMPO nunca será uma MARCA portuguesa. Aliás, PIMPO, por ser único, e não como parte de um CONJUNTO, será sempre visto como uma excepção, como alguém que se move onde tudo está parado, e portanto nunca surgirá a ideia de uma actriz portuguesa.
REVOLTA-ME, e não consigo calar a minha revolta, o facto de as putas húngaras serem conhecidas pela nacionalidade, e as putas portuguesas serem “latinas”, muitas vezes pedem-lhes para falar em BRASILEIRO nos filmes… quer dizer… é uma vergonha para o país, e eu sou porta-voz desta vergonha nacional que é os chulos portugueses, este grupo que silenciosamente trabalha para dignificar o país com brio e profissionalismo acima da média não consegue ser aceite pela sociedade. Aliás!!! Os chulos, quanto menos anticorpos encontram na sociedade, mais podem dispensar tempo a organizar a sua profissão. O chulo, quanto mais protegido é na sua actividade, menos exigente tem de ser em relação à puta. E em Portugal isso não acontece!
Vejo os meus amigos finlandeses a conversarem com um chulo Africano aqui na mesa ao lado. O chulo africano olha para mim com respeito e dirige-me algumas palavras de apreço. Respondo em inglês dizendo-lhe que, mesmo ele não tendo meninas brancas que me possam interessar, gosto da sua companhia e tem sido um bom amigo e vejo nele o que deve ser um chulo africano, e ele diz-me que tem umas meninas brancas, abandonadas num campo de refugiados, que apesar de já terem sido violadas por alguns soldados rebeldes da zona do Darfur estão ainda muito bem conservadas.
Não fico surpreendido, se os soldados são rebeldes, é natural que queiram descarregar essa raiva, portanto umas meninas brancas são sempre uma forma de “foder o Homem Branco”, que é uma espécie de panaceia em relação a todos os males em África. Vejo as fotografias e constato que têm um aspecto muito apresentável. São “italianas ou francesas”, vieram directamente do campo, garante-me o meu patrício negro, o que deve querer dizer que passaram apenas por um ou dois bordeis móveis. A carne branca tem muita procura em África, num dia uma miúda branca avia mais homens que 3 putas africanas por um preço 10 vezes mais caro. À primeira vista parece um contra-censo: o chulo livrar-se de uma boa fonte de rendimento. Mas rapidamente junto dois mais dois: a nossa economia baseia-se na economia clássica e obedece ás suas regras. Estas duas miúdas devem ser danadas e devem resistir-lhe e entre bater-lhe e deformá-las (diminuindo o seu valor) ou entregar o problema a outro, para mais Outro que é branco assemelha-se a ele como uma solução miraculosa. Entrega as miúdas em boas condições, e tem um lucro certo, enquanto que com a exploração delas teria fugas, sessões de violência, e estamos em Marrocos, Marrocos fica preocupantemente perto da Europa e se estas miúdas apanham um turista piedoso e minimamente informado lá se vai qualquer hipótese de recuperar algum do custo que estas miúdas tiveram…
Sorrio e aceito o desafio… comprar carne branca em plena África… vim longe para fazer um negócio na minha área… será que vou comprar puta por lebre? : )))))
A resposta no meu próximo texto…

Sexta-feira, Abril 01, 2005

História do Macaco ao Homem, e daí até à mulher... parando por pouco tempo no Amor

Obrigado por todos os vossos emails que nos enviastes pela ocasião das 100.000 visitas. Apesar de terem sido todos respondidos pessoalmente, cá vai um agradecimento colectivo e o reconhecimento de que vos amamos a todos, de uma forma platónica em relação aos homens, e de uma forma menos platónica em relação ás mulheres claro…


Writen has Freud

A sexualidade em termos gerais não é concebida para que a mulher tenha perspectiva ou sequer expectativa de ser satisfeita. Estou a falar obviamente das classes médias, e depois de um post em que me referi à actual predominância da mulher como orientadora de escolhas sexuais nas classes altas, é necessário, em virtude dos vários emails recebidos, perspectivar esta questão e relativizá-la em relação à classe média.
A sociedade é um complexo entremear de estados de espírito e códigos sociais, entrelaçados por uma inexistência chamada estatística, que são os comportamentos médios que os seus membros são tendencialmente levados a ter por uma noção abstracta de “correcto”, estando essa noção ligada, pelo menos em teoria, à realização da “felicidade” do indivíduo. Eu sei, é complicado absorver tanta informação numa só frase, mas se relerem vão ver que faz sentido ; )
Ora bem, sendo que entre o colectivo e a pessoa individual estão os códigos interpretados pela pessoa na sua vida, temos que nas franjas da sociedade termos os extremos de aceitação desses códigos, tudo isto em termos estatísticos claro. Por um lado as pessoas menos protegidas pela sociedade terão tendência a serem “formalmente” muito agarradas a estes códigos mas na prática muito distantes deles por falta de meios para realizá-los, enquanto que as elites serão formalmente mais distanciadas desses códigos mas na prática serão muito mais firmados a eles pois possuem todos os meios para os reproduzirem. Claro que isto refere-se a uma sociedade “estabilizada”, e a sociedade portuguesa apresenta comportamentos díspares nas suas extremidades mas estatisticamente segue estes valores, de acordo com os últimos dados presentes no INE e os últimos estudos realizados por terapeutas da família. E vocês a dizerem “Isto tem uma coisa enorme a ver com sexo que eu nem vejo qual é” ; )))
Pois, tem muito a ver com sexo, muito mesmo, aliás, é uma compreensão essencial para se partir para uma interpretação do que é sexo e de como ele é vivido pelas pessoas.
O sexo foi durante 99% da nossa existência uma forma de reprodução social e durante 35% da mesma o casal foi o elemento fundador dessa actividade. O sexo definia a atribuição do trono, o sexo definia o futuro da mulher, o sexo definia a fraqueza e o poder das nações. O sexo “entre nós” como forma de endogamia social foi a forma de organização social do Estado Moderno, o sexo entre aqueles que fazem parte de uma comunidade, sendo que os frutos dessa sexualidade seriam protegidos pela sociedade, basicamente aquilo que fazem TODOS os outros primatas. Ora passar deste estado para um Estado em que a mulher controla sexualmente as suas escolhas sem estar vinculada à reprodução é uma revolução totalmente assustadora em termos de continuidade social. O facto de ainda poucos milhões de mulheres beneficiarem desta escolha efectiva explica que este assunto seja ainda tão pouco entretecido nas grandes discussões da estruturação do Estado.
A última concessão feita pelos homens, a do Amor Romântico, ás mulheres, não trouxe grandes vantagens para elas, como prova a conquista que a mulher fez da efectivação do divórcio da sua parte ao longo do séc. XX, em grande parte por culpa dos próprios homens, que no Hemisfério Norte viram o seu nro diminuir drasticamente devido a duas Guerras Mundiais consecutivas que provocaram um grande desequilíbrio de géneros nestas civilizações. Aliás, a ideia de que “dois braços são dois braços” conduziu a uma aceitação constante no Continente Asiático de mais direitos para as mulheres e reconhecimento da sua “utilidade social”, o que aumentou o seu poder decisório. Portanto, tendo isto em mente, podemos facilmente concluir de que a mulher está apta a exigir do homem o troféu final, o direito a escolher sobre se dará à luz. E como símbolo máximo desse poder da mulher temos o aborto, que é o culminar de um conjunto de conquistas femininas, a substituição da decisão do médico, imagem paternal, pela decisão da mulher, portadora de vida. No fundo no fundo, nós homens sabemos que Deus é uma mulher, mas não queremos admitir.
Como disse, a última concessão que o homem fez à mulher para tentar acalmar-lhe os ímpetos igualitários foi o amor romântico. Neste idílio, o sentimento do homem pela mulher seria tão grande que grande parte dos seus instintos primários ficariam em suspenso, a traição sairia do horizonte, a devoção em cuidar da mulher seria extrema, a atenção aos filhos seria enorme. Ora como em todos os acordos redigidos sem igualdade de direitos, rapidamente este acordo traduzido na prática queria dizer que o homem ajudaria nas “tarefas de homem”, que seriam consertos e reparações, o homem não trairia desde que a mulher fosse um misto de puta e mãe, extremosa nos mimos ao marido e sexualmente potente, satisfazendo-o para que isso não o motivasse a procurar outras, e quanto a isso dos filhos, a mulher tinha um “instinto natural” para cuidar de crianças, portanto ela é que trataria dessa área, dando o homem a educação no sentido correctivo e não no sentido corrente. Como disse, depois da Segunda Guerra Mundial, começou a emergir outro paradigma, pois a mulher começou a fazer parte do tecido económico, o que começou a colocar em rotura a sua capacidade de reprodutora social de comportamentos. E Assim tivemos o movimento hippie dos anos 60, que depois esbarrou na distribuição típica de papeis após o casamento, provocando a maior onda de divórcios da história nos anos 70, a chamada geração X de 80 (tudo isto em países desenvolvidos), e o reajustamento constante que temos verificado, com início de estabilização em países nórdicos, na Alemanha e no Canadá em que começa a emergir uma efectiva redistribuição de papéis na relação, já sem o amor romântico por base ou quaisquer versões posteriores híbridas, mas sim um afecto diáfano uma concordância em relação a temas, portanto uma relação baseada num interesse genuíno do outro e em que existe uma preocupação realista de que o outro seja agradado, de parte a parte, e não de forma quase esquizofrénica como no idílico do amor romântico.
Ora Portugal não está, nem sequer de perto, neste patamar. Todos os santos dias me chegam ao consultório mulheres que falam de “amor”, de que perderam um grande amor, de que vão encontrar um grande amor e para elas essa é a questão fundamental. Já são mais realistas que as adolescentes no seu primeiro relacionamento, mas são-no apenas por pessimismo, porque outras relações para trás correram mal mas não deixam de acreditar que no futuro irão conseguir encontrar uma pessoa que encaixe perfeitamente em si, e apenas vão aumentando o número de ajustes que estão dispostas a tolerar antes dessa total absorção.
ora o amor romântico, pelo seu círculo de perfeição amorosa, não contribui para uma melhoria da vida sexual, como demonstro aqui em baixo:

Ama-se…. Depois… porque esse amor é muito grande… faz-se sexo… se o sexo foi bom diz-se que foi bom… o sexo continua bom… porque se ama…

Ama-se… depois… porque esse amor é muito grande… faz-se sexo… se o sexo foi mau... não se diz que foi mau… porque foi a primeira vez… e como se ama… como a outra pessoa nos ama… e nós amámos a outra pessoa… e vai melhorar… não melhora… mantém-se… não se diz que o sexo é mau… porque se ama… porque a outra pessoa nos ama… e nós amamos… a outra pessoa vai perceber que não foi bom… e como nos ama… vai mudar… vai fazer melhor… não muda… então é porque o sexo não é muito importante… porque se fosse… afectava o amor… mas não afecta… ainda se ama… mas o sexo não é nada de especial… mas faz-se… porque se ama… e porque a outra pessoa pode procurar outras pessoas se não se fizer… e aí… se trair… porque o amor é fusional… é porque ama outra pessoa… já não nos ama… já não está fundida a nós…

Ou seja, ou o sexo é bom e ideal desde o início, e se mantém assim por forças desconhecidas, ou então o ciclo de ilusão/desilusão é praticamente irreversível.
Nas classes médias portuguesas (e em grande parte das classes médias altas do interior) o sexo é para a mulher parte das actividades do homem, parte daquilo que ele quererá fazer se quiser! E a mulher aceitará se quiser, se estiver com disposição, mas nunca assumido activamente por ela como algo que ela iniciará, pois esse tipo de atitude poderá ser visto, como ainda está escrito nos tais códigos da sociedade portuguesa, os tais códigos antigos, imagens de comportamentos “correctos”, como um pré-disposição da mulher para a actividade sexual, e como tal, poderá ser sentido pelo homem, como factor de afastamento, de disponibilidade para a mulher se entregar a outro homem. sendo assim, esta passividade da mulher, exemplificada pelo baixo número de mulheres
que se masturbam regularmente e mesmo as que o fazem não atingem com grande frequência o orgasmo, faz parte do tal idílio que está ainda fortemente inscrito. E só depende de cada uma das mulheres portuguesas contrariar esta “escritura terrível”. Não façam depender a vossa sexualidade da do vosso parceiro, assumam o vosso desejam, persigam a igualdade de direitos na vossa relação, de chegar atrasado, de contrariar, de trair. Só quando vários homens tiverem chocado por várias vezes com mulheres intransigentes na perseguição da sua felicidade é que começaram a ser bem-vistas as mulheres que tomam as suas felicidades como algo de superior a uma relação. Porque para já, a nível da classe média, a sociedade tenta ainda fazer regredir para a norma aquela que se afastam dela, pois ainda não são em número bastante. Esta nas vossas mãos, a vossa felicidade e a vossa realização plena. Quanto ao amor romântico, coloquem-no ao lado dos livros de Eça de Queirós, numa bela estante, como algo que foi um espartilho, e se não sentem esse espartilho então lembrem-se que o pior escravo é aquele que não sabe que está a ser esclavizado ; ))

Este post é dedicado à Ana Gomes, pelas perguntas certas que fez, pois muitas vezes são as perguntas certas que levam a que surjam as respostas igualmente certas.

: )))

Até ao próximo post

Segunda-feira, Março 21, 2005

O chulo em África, à conquista do Ouro-Puta

Writen as PIMPO





Visto aqui de Marrocos, Portugal parece um país desenvolvido. Quer dizer, não parece assim muiiiiito mais desenvolvido, mas mesmo assim, e apesar de tudo, desenvolvido. Marrocos é a capital Africana do putedo de exportação inter-continental, aquilo que na gestão empresarial se chama “plataforma de distribuição internacional” e que nós no ramo chamamos “uma pilha gigantesca de cu e cona barata”. Estar aqui é para mim sinal de respeito da parte dos meus colegas. O segredo é a alma do nosso negócio, e ser assim convidado por 3 colegas da minha área para uma poule de contactos é para mim uma honra. Enfim, é uma honra para mim que eles me honrem com o seu convite. Como sabem, não é deste tipo de mercado que eu levo o meu peixe para venda, mas não deixa de ser interessante esta oportunidade de conhecer os meandros do putedo Africano.
A primeira coisa que se descobre quando se tenta entender a mentalidade da puta Africana é que para ela não existem países europeus, para ela existe apenas um enorme país chamado Europa, onde se fala francês (o francês domina largamente em África como língua de colonialistas, especialmente através do crioulo) e isso basta-lhe. Para quem conhece as fronteiras europeias, especialmente aquelas que dividem a Espanha da França, a Itália da França ou a Alemanha da França, isto não é assim tão linear. Aliás, a fronteira luso-espanhola é uma das mais permeáveis, daí que para as putas Portugal seja o ponto de entrada ideal, guardando as suas poupanças para o verdadeiro desafio de entrada em França ou na Alemanha. A puta Africana sonha com um trabalho doméstico em França, onde poderá, com apenas 5 anos de trabalho continuo, aceder ao estatuto de emigrante “documentada”. Ora é com esta compreensão que se consegue fazer com que o chulo entre nesta imagem como um verdadeiro salvador, apresentando-se por um lado como verdadeiro recenseador não-oficial, por outro como intermediário de firmas de trabalho temporário ou mesmo da profissão mais desejada por estas meninas: empregada doméstica. Muitas delas vieram com os pais para as cidades marroquinas e são mais difíceis de aliciar para este verdadeiro “Eldorado”, pois para os africanos a mulher é milhares de vezes inferior do que a puta mais feia é para o mais facínora chulo.
Ou seja, o problema não é convencer o pai (ou mais normalmente o irmão mais velho) de que a filha irá para um futuro melhor, a questão basicamente é “o que é que a família ganhará com isso” e pouco mais. Claro que muitas vezes não se chega a falar de moeda, pois quase todos os Africanos são totalmente vidrados em haxixe e um pacote médio é normalmente suficiente para fazer o mais agarrado e virtuoso dos pais largar a mais inocente das filhas. Mas a questão não pode ser abordada tão desbragadamente. Para esta gente, que nada tem e sem nada vai continuar, é fundamental a questão da “honra”, da forma, do “acordo”. Aliás, não existe problema nenhum em se redigir um “papel”, que para o chefe de família terá o valor de uns “10 mandamentos” desde que assinado por ambas as partes, em que se determine as condições em que a filha será tratada, a frequência com que será autorizada a telefonar para casa, a garantia de que a sua virgindade será mantida intocada e todas aquelas palhaçadas que para essa gente são tão importantes. Aliás, o chulo deve-se aproximar da família de forma séria, através de um intermediário de bom nome, e sem excessiva simpatia. Aliás, trata-se de separar, quiçá para sempre, uma família, e se isso custa até a uma cadela, imagine-se a estes tipos.
O valor que se paga não é para riqueza da família, poucos são os pais que vendem sistematicamente as filhas como forma de rendimento, e normalmente essas chegam-nos num estado que está afastada qualquer possibilidade de trabalharem em hotéis ou de forma exposta na sociedade, o que reduz drasticamente a possibilidade de um negócio de trespasse da puta depois de convenientemente trabalhada. Portanto, o ideal é uma menina de 16, 17 anos, cujo pai se mostra escrupuloso mas sem ser demasiado exigente nos termos do acordo, com poucos irmãos (a existência de irmãos aumenta a possibilidade de “vinganças de honra” que nos podem apanhar completamente desprevenidos, como tem acontecido com vários chulos franceses menos atentos, que não percebem que se a irmã queria ir para França, provavelmente os seus 8 irmãos também quererão fazer essa viagem) e com um corpo apresentável, ou que fique rapidamente apresentável com uma dieta mais nutritiva. Para alguém, como eu, que sempre viu nas putas africanas um mercado inferior e sem grande mistério, tem sido para mim surpreendente a complexidade com que os meus colegas se deparam e começo a perceber a forma como eles mantêm uma rédea extremamente curta nestas suas funcionárias. O risco de denúncia é maior (no caso de uma puta ser apanhada por um polícia à paisana indicará o chulo sem pensar duas vezes, a troco de uma promessa vaga de ficar no país); o chulo não tem qualquer compensação pelo trabalho acrescido de ambientação da puta ao país; raras vezes estas putas aprendem os modos do país, sendo sempre demasiado ingénuas e portanto são habitualmente enrabadas, fodidas em grupo e fodidas sem preservativo sem qualquer acrescento de rendimento para o chulo, e no caso das fodas sem preservativo, havendo o risco de transmissão doenças que destruirão a fonte de rendimento de um chulo.
Tendo isto em conta parece-me natural a atitude de quase reclusão em que estas putas vivem. Se para uma puta nascida e criada em Portugal e a ganhar 60 a70% das suas fodas um cliente consegue facilmente atraí-la para dar mais umas fodas com joalharia barata, com uma puta africana pode bastar um simples jantar para que ela deixe de referenciar o cliente e portanto o chulo deixa de ter acesso ao rendimento que resulta desses encontros entre a puta e o cliente. Enfim… um mar de trabalhos que só me convence a não me meter neste tipo de putedo, ao menos ás minhas princesas eu consigo explicar as coisas como são, com estas putas só com chapada mesmo…
Vistas assim as coisas este negócio tem margens de lucro astronómicas mas os riscos são mais que muitos (inclusivé, a puta pode não chegar a Portugal, vítima de inspecções alfandegárias). Portanto, depois de escolhida a puta o chulo tem de fazer o “piéce de resistence”, que na gíria aqui em Marrocos quer dizer, “ver se a puta gosta de foder”. Ora sendo a grande maioria delas virgens, isso é muito complicado, mas essencial para não se comprar gato por lebre. E aqui entra em acção a criatividade destes marroquinos, que são comerciantes dos quatro costados. Ora se a puta não servir para foder, ou seja, tiver muito medo do homem, não aumentar os ritmos conforme lhe é pedido, não chupar, não dar o cu ou dar o cu e gritar demasiado quando é enrabada, o chulo entregará, já com lucro pois não será necessário fazer a negociação com a família, a recentemente tornada puta a um chulo local que fará uma distribuição pelas zonas costeiras de África, longe da família e normalmente em bordéis móveis que percorrem a Margem Sul do Mediterrâneo, ou mesmo em bordéis nos países do Eixo do Petróleo, em que serão o sonho de qualquer trabalhador à procura da estóica mulher africana. Claro que aí poderão dizer os meus caros leitores “mas isso é uma crueldade”. Sim, é uma crueldade, mas crueldade maior seria colocarmos em risco no nosso negócio. É como ter uma laranjeira com laranjas podres no meio de um laranjal e mandar as laranjas podres juntas com as outras e ficar à espera que os clientes não notem. Quer dizer… profissionalismo acima de tudo.
E vocês dirão: “mas então não seria muito mais fácil aos chulos europeus comprarem directamente dos bordéis marroquinos do que irem buscar as meninas ás famílias?” E eu digo: devem estar a brincar comigo não?
A definição de “menina nova” num bordel africano é uma tipa que está lá há dois meses, já foi comida por 50 marinheiros, ainda não apresenta sinais evidentes de nenhuma doença venérea (apesar de quase de certeza a ter) e para ela foder é ficar muito quietinha que é para apanhar pouco, totalmente o oposto da atitude e do estado de saúde e de espírito pretendidos pelo cliente europeu de luxo.
Por mais que nos custe a negociação com a família, esta é a única forma que os chulos europeus encontraram de garantir qualidade nas meninas que levam para os seus países. Claro que há fraudes: meninas que têm “famílias” que não passam de encenações dos chulos locais para arrancar mais dinheiro aos profissionais europeus; meninas de famílias incestuosas que parecem zombies de tão habituadas que estão a serem violadas pelos familiares em conjunto; meninas com doenças que não se conseguem detectar antes que seja tarde demais; meninas que já têm familiares nas cidades para onde os chulos as vão levar (e que por omitirem esse facto recebem mais das famílias, poucas são as famílias que neste momento não têm já um parente na Europa…) o que reduz drasticamente as possibilidades de o chulo controlar de forma mais restrita a menina… etc etc etc…
Enfim… e é por isso que eu não me meto com putas africanas…

Sexta-feira, Março 11, 2005

A mulher que sabia que era paciente, não sabia qual era a doença. Radiografia tirada por um endireita de almas : )

Muitas pessoas me censuram por não publicar ou analisar os emails recebidos, que já se contam em algumas dezenas. Não o fiz por duas razões. Chuloeterapeuta.blogspot.com é uma aventura a dois, entre dois improváveis amigos que se respeitam mutuamente, não ocupando um o espaço do outro. Assim, entre um texto e outro, o tempo de espera é tão dilatado que temo muitas das mensagens que recebo percam a actualidade, e em terapia de casais o conceito de actualidade é extremamente importante. Além disso, é evidente que não será a análise de um mail que irá contribuir decisivamente para a acalmia das turbulências numa relação ou para o melhoramento da auto-imagem de alguém de forma significativa, será até uma possível acha para a fogueira, se a minha análise, por escassez de meios ou por incapacidade própria minha, falhar o alvo central da questão.
Porém, vou aqui abrir uma excepção, pois um mail recebido acabou por contribuir para a esquematização de um texto que estava já em construção. Devido a este feliz encontro, irei abrir as portas À diferença. Mas trata-se de uma excepção, e continuarei a responder a TODAS as questões postas por mail através do próprio mail.

“Doutor Freud, leio tudo o que escreve no seu blogue, que acho o mais fantástico de toda a blogosfera, quer pelo conceito, quer pela complexidade dos seus textos. E assim, e após ter respondido ao mail de uma amiga de forma que a ajudou bastante, gostaria de eu própria me aventurar a tentar colocar-lhe a minha situação que, não sendo particularmente grave, tem-se degradado. Sou uma mulher de 29 anos, perfeitamente saudável, trabalho como consultora numa empresa de gestão de recursos financeiros e seguros, trabalho que, apesar de intenso, não considero particularmente desgastante ou instável, até porque tenho tempo para me dedicar a diversas actividades recreativas, desportivas e culturais. Pratico natação, esgrima, faço voluntariado junto de idosos doentes, sou catequista na minha paróquia de nascimento e além disso também faço parte do coro da Igreja. Sou solteira e não tenho de momento nenhuma relação séria. Perdi a virgindade aos 21 anos com o meu namorado de longa data, tendo namorado com ele 5 anos, todo o período do curso. Não fui vítima de nenhum abuso sexual, nunca senti nenhuma aversão particular ao sexo, mas porém, sempre que se coloca a possibilidade de ter contacto físico mais íntimo com alguém toda eu fico fria, indiferente, como se saísse do meu corpo e ficasse a olhar de fora para dentro aquela carcaça a ser penetrada. Além disso, quando estou a fazer sexo, quase não lubrifico e sinto contracções bastante fortes nas coxas que me provocam dor e que me impedem de relaxar. Porém, muitas das vezes, não me sinto capaz de dizer isto aos meus parceiros, pois muitos passam meses e meses de contacto comigo sem qualquer actividade sexual e depois, quando finalmente acontece, não gostava de ficar lembrada como alguém preconceituosa e complexada. Além disso, não suporto que os homens vejam ou toquem no meu peito. Quando me tocam, mesmo ao de leve nele, é como se ele ardesse e tenho mesmo a sensação física de dor. Sei que lhe devo parecer uma pessoa muito estranha e nem eu mesma sei se apresentei de forma correcta os meus sintomas… não sabendo eu mesma de que serão, se precisar de alguma explicação adicional diga”

Em resposta a este mail enviei o seguinte mail, que aqui transcrevo:

“Com que frequência é que o sexo acontece por sua iniciativa? Não me refiro ao seu “sim” ao fim de 500 pedidos da parte deles, mas a um sim seu por impulso, por vontade própria, antecipando-se ao pedido dele. Além disso, gostava que me referisse, se bem que eu penso já saber ser quase nula, a frequência com que é estimulada antes da actividade sexual, durante os preliminares. Além disso, gostaria de ficar a saber o que pensa do orgasmo feminino.”

A resposta da leitora foi clara:

“Começando pelo fim, acho que não sou capaz de ter um orgasmo. Já tive parceiros que fizeram comigo sexo durante mais de uma hora e o orgasmo nunca veio. Quanto a preliminares, como nunca fui muito de lhes fazer, eles nas vezes seguintes ás duas primeiros nunca perderam muito tempo com isso. Nunca fiz sexo por minha iniciativa, ate porque normalmente os homens quase na primeira oportunidade o queriam fazer, nunca tive tempo para querer fazer, apenas tive tempo para escolher com quem iria fazer.”

A sinceridade deste mail é desarmante. A forma com que a leitora aceita a sua condição se anorgasmia deixa-me profundamente abalado. A anorgasmia é SEMPRE uma situação transaccional, podendo ser tratada de forma afectiva com um parceiro disposto a explorar o corpo da mulher a ritmos mais intensos e concentrados. Por outro lado, um parceiro insensível ás necessidades da parceira sexual não é um parceiro correcto, logo, não se pode estar a permitir-lhe acesso à intimidade só porque está ali há muito tempo à espera. Aliás, é por estes processo de desilusão, que se vai desenrolando parceiro após parceiro, que as mulheres portuguesas perdem rapidamente interesse no sexo antes dos 30 anos (sendo este mais um caso). Não se pode estar constantemente a permitir que as pessoas nos desiludam, sob pena de a desilusão passar a ser um conceito filial de “normal”. O sexo, para a mulher, e não me canso de explanar isto, tem muitos mais atractivos que o homem. Possibilidade de a mulher ter múltiplos orgasmos (80% das mulheres), possibilidade de recuperação mais rápida para outro acto sexual, orgasmos muito mais intensos que os do homem, sendo o percurso até ao orgasmo mais intenso do que o do homem. Ora biologicamente, para a mulher, o sexo teria todas as vantagens. Mas a praxis não é esta, e as mulheres, em vez de procurarem que a realidade se torne mais agradável, limitam-se a aceitá-la tal como ela se apresentam, fazendo do facto de 3 ou 4 parceiros não lhes darem prazer um doutoramento em sexo e o resumo de todos os parceiros possíveis e imaginários, incapazes de tomarem atitudes mais activas relativamente à postura dos homens. Por exemplo, sendo eu homem (e não sendo virgem, muito pelo contrário, ou então estas 74 parceiras passadas fizeram muito mal o trabalho), sentindo contracções involuntárias das coxas no início de um acto sexual pararia imediatamente, e não porque isso afectasse o meu prazer biológico, mas sim porque o prazer emocional estaria seriamente comprometido par a mulher. É esta empatia sexual que se tem de começar a ensinar desde tenra infância, desmistificando questões como a masturbação, a excitação da mulher, o relaxamento muscular necessário ao acto sexual e acima de tudo, a necessidade da ocorrência do orgasmo como elemento fundamental da motivação do acto sexual.
Tenhamos bem presente que as questões são postas de forma presencial e dinâmica. A leitora, e outras leitoras que me motivaram a escrever este texto, apresenta sinais claros de uma traumatologia emocional complexa e profunda, e não será facilmente que conseguirá recuperar a sensibilidade e a dinâmica sexual. Isto porque o cérebro não é uma máquina, não basta mudar o software para que ele passe a fazer coisas novas. O cérebro tem rotinas, muitas delas baseadas no uso, e depende dele um conjunto de reacções de resposta sexual. A resposta sexual não é automática, ela faz-se de muitas respostas passadas, e portanto está dependente do momento mas também das expectativas. Ora se a nova situação começa a decalcar outras situações passadas, por mais que a pessoa queira “pensar” diferente, não o conseguirá fazer dado que tem diante de si uma situação semelhante e portanto a resposta corporal será a mesma. Claro que está nas mãos da pessoa muar o seu destino, disso não existem dúvidas. Mas é preciso ter uma atitude activa em relação à vida sexual. Colocar passivamente nas mãos do homem a iniciativa é meio caminho andado para que ele se procure satisfazer a si próprio, para mais não expressando as necessidade próprias quando o resultado não á o orgasmo. Aliás, há mulheres que dizem “mas se não fizer eles acabam por fazer com outras”. Pois é, mas tendo exigência relativamente à qualidade da actividade sexual a mulher também está a libertar-se para ser mais activa, mais dinâmica, mais independente e portanto poderá proporcionar mais prazer ao homem. Portanto, mesmo que egoisticamente, a mulher ao procurar proporcionar a si prazer acaba por libertar-se de tabus e acaba por deslocar-se no sentido de dar mais prazer ao homem. aliás, normalmente são as mulheres mais habituadas ao prazer que mais se preocupam em dar prazer aos homens. Até hoje, e mais uma vez tomando a minha experiência pessoal como único quadrante, nunca uma mulher se propôs fazer-me sexo oral bem feito ANTES de eu a ter fritado completamente. Essa necessidade, essa preocupação, nasce da actividade que o outro tem sobre a pessoa, e aqui não é de esquecer as diferenças na actividade masculina e feminina. O homem, habituado à aceitação de afecto e carinho pela figura maternal, terá tendência para uma maior auto-satisfação sem empatia com a mulher. Enquanto que a figura paternal deificada, para a mulher, leva-la-á a querer “agradar”, a manter. São directivas biológicas contra as quais a psique se deve revoltar tendo em vista o prazer sexual.
Posso garantir a esta leitora que ela não sofre de nenhuma patologia, excepto as mazelas emocionais que ficaram marcadas por actividade consentida mas não desejada. É importante que ela se consciencialize de que deve avançar muito lentamente até ao sexo, e que deve EXIGIR ao parceiro estímulo sexual progressivo, constante e pró-activo até chegar À penetração genital. Este parceiro deverá ser escolhido entre os possíveis parceiros mais preocupados em abdicar de coisas próprias em função dela e não daqueles que parecem já ter tudo planeado em cada encontro. A planificação só serve a quem tem um objectivo, e quem tem um objectivo tem-no para satisfazer uma qualquer necessidade ; )))

Boa sorte nas suas decisões futuras

Boa sorte para mim!!!!!!!!!!!

; ))))

Sexta-feira, Março 04, 2005

Os Chulos Tb Fazem Lobbiyng...

Um grupo de interesses, ou lobbie, tem fundamentalmente que representar uma classe com peso suficiente para que um acordo com as entidades regulativas resulte numa uniformização dos procedimentos. Foi assim que, na semana passada, se realizou num hotel de Lisboa a I Conferência de Fomentadores do Acompanhamento Social e Recreativo. Foi complicado organizar esta reunião magna, mas graças ao empenho pessoal de vários dos melhores chulos nacionais, conseguiu-se chegar a um consenso sobre a necessidade de se chegar a acordo sobre as necessidades fundamentais de uma classe que é marginalizada de forma vergonhosa em pleno Séc XXI. Os chulos espanhóis, como a maioria dos mercadores de cona da Europa, encontram-se a anos-luz de nós e esta reunião só pecou por tardia. Na reunião estiveram representados chulos de todas as condições, e o denominador comum a todos nós é basearmos a nossa actividade no fornecimento de plataformas intermodais de abastecimento dos principais estabelecimentos hoteleiros do país com gajedo de primeira. 5 chulos de casas de passe do Interior, de reputado gabarito, uniram-se ao nosso debate como observadores externos e trouxeram uma outra perspectiva da nossa actividade, e em vários momentos irromperam saudáveis palestras improvisadas sobre o velho debate entre “chulo com casa montada” ou “chulo de carro”.
É aqui fundamental perceber que este encontro teve de ser realizado na completa clandestinidade, e aqui não me canso de referir, meus caros amigos, a situação de pré-25 de Abril que se vive neste país no nosso sector. Como principais conferencistas, Gaz explicou numa fantasticamente ilustrada palesta as rotas mais significativas de obtenção de mão de obra estrangeira de Leste, mostrando que este mercado está ainda em franca expansão, e que não será para breve que essa expansão irá parar, dado que as rusgas realizadas o ano passado privaram muitos dos nossos de mão-de-obra que entretanto se tinha tornado altamente qualificada e do agrado dos portugueses.
Eu próprio fiz uma apresentação de foro mais psicológico, apresentando as vantagens de um interface masculino com o cliente e da adequação entre as nossas palavras aos descrever a menina e a menina em si. Além disso, foi visível a surpresa de grande parte do auditório relativamente ao facto de grande parte da minha actividade estar legalizada, através de empresas ligadas parcialmente ao serviço de acompanhamento, serviços directos que ao serem colocados dentro da esfera do serviço geral de acompanhamento se tornam altamente rentáveis.
Pirra G fez uma apresentação bastante elucidativa dos problemas em lidar com putas brasileiras, e de como a altíssima independência destas face ao chulo pode ser a ruína de um chulo com mão mais leve. Aliás, ficou claro entre nós tratar desta questão a nível sectorial, existindo um acordo não formal para que não se apoie a importação de putas brasileiras de cor, até porque os clientes de tipo Elite requerem preferencialmente meninas de tez branca.
Arnaldo Mota trouxe-nos, de forma sucinta, mas não menos interessante, um texto em que referia os grandes problemas de custos com a polícia, nomeadamente o suborno. Esta questão é bastante complexa, aliás. O suborno é causa comum entre nós e fundamentalmente aceitámos isso como quem aceita a chuva a cair. Mas há medida que partes cada vez maiores das nossas actividades vão sendo legalizadas e portanto são tributadas, não deixa de emergir um sentimento de injustiça face à polícia, especialmente nos chulos com casa montada, em que o estado estacionário do seu negócio não lhes permite grandes medidas de prevenção do suborno. Além disso, foi constante em toda a intervenção de A. Mota a questão das rusgas, mesmo com suborno. Ora isto acontece devido ao facto de grande parte das rusgas que não podem ser evitadas por via de subornos são aquelas realizadas por via de inspectores do SEF, muitos dos quais quadros da PJ, o que dificulta a comunicação com eles via PSP ou GNR. Assim, a inutilidade do suborno preventivo em estabelecimentos que utilizam mão de obra estrangeira de países extra-espaço europeu faz-nos pensar mais uma vez numa cruzada pela legalização de estrangeiros através das diversas actividades legais que os “Chulos de carro” têm como sectores secundários do negócio. Até meados deste ano prevê-se que metade das meninas apresentadas À Comissão Executiva estejam já inscritas na Segurança Social e assim se possa evitar a sua deportação. Assim, e graças a Arnaldo Mota, surgiu a primeira plataforma de entendimento que visa unir uma classe extremamente desunida por natureza dada a ilegalidade a que estamos votados pela sociedade.
A questão dos preçários foi debatida, mas sem dramatismos. O preço é fundamentalmente uma questão de funcionamento. O chulo que tem a sua actividade principal estipulada sob fortes princípios éticos não cobra mais do que 30% à puta, e garante-lhe um anonimato completo, fomentando além disso a sua integração na sociedade de forma plena. Só assim se justifica os tempos de actividade apresentados pelos Organizadores do encontro, todos “chulos de carro” e todos com tempos de permanência da puta de 3 anos, muito mais do que os chulos de casa montade, que por vezes não conseguem manter a puta em actividade mais do que 6 meses, e isto de forma intermitente.
Além disso, ficou claro que a discussão de preenchimento de horários não deve ser meramente orientada na direcção da puta foder com o máximo número de clientes mas entre criar um equilíbrio entre o nro de fodas médio e o tempo que a puta passa a trabalhara para o chulo. Aliás, ficou estipulado entre todos os “chulos” de carro presentes o estudo desta curva em termos estatísticos de distribuição por forma a que se chegue a um entendimento sobre uma optimização do trabalho dos chulos dentro dos hotéis de luxo, fazendo com que, ao não sobrecarregar a puta, se consiga que ela passe mais tempo a disfrutar dos tais serviços alternos que são igualmente fontes de rendimento. Aliás, o conceito de eleição de um core business foi amplamente discutido, porém, será necessário a cada chulo fazer o levantamento destas questões no seu próprio terreno, sendo necessário ir mais longe do que a procura de soluções de curto prazo como a agenda semanal de resposta ou a mera distribuição automática de prostitutas pelas casas de passe.
Tendo presente a necessidade de actualização, foram oferecidos aos chulos mais desactualizados computadores portáteis com software de gestão de hotelaria, como forma de cálculo simples dos ganhos.
Financeiramente, foram discutidas questões ligadas ao off-shore e à necessidade de criar uma cooperativa de gestão, parte da comissão ou sua subsidiária, que determine os melhores caminhos a seguir neste particular da gestão dos ganhos e obtenção de recursos para investimento. Se por um lado é fácil justificar empréstimos à banca baseadas nas nossas propriedades imobiliárias, por outro lado o pedido destes empréstimos pode desencadear processo averiguatórios sobre as condições de aquisição dos mesmos, afectando assim, de forma directa, a credibilidade dos mesmos. Além disso, a forma de re-integração dos lucros provindos do Core-business no circuito normal de rotina dos capitais por vezes revela-se complexa, dada a necessidade de intervir de forma directa em questões contratuais… aliás… trata-se de tentar perceber que tipo de condições são as melhores para os nossos investimentos, pois reinvestir directamente nas nossas actividade centrais pode ser um risco acrescido de funcionamento… mas isto serão obviamente questões para futuras reuniões.
Além disso, ficou claro que as idade de actividade são determinantes, com uma nova geração empreendedora a tudo fazer para funcionar dentro da legalidade, enquanto que uma outra geração mais velha aceita essa legalidade e as constantes rugas quase com naturalidade, apesar das enormes perdas de rendimento que estas implicam. Estando mais próximos da marginalidade, estes chulos complementam com actividades profundamente ilegais as sãs actividades de prostituição, cumprindo muitas vezes penas de prisão ligadas a estes crimes. Esta questão será discutida em futuras reuniões, pois se queremos dignificar uma classe, teremos de ter uma abordagem empresarial à nossa actividade.
E pronto, foi este o resumo da acta da I Conferência de Fomentadores do Acompanhamento Social e Recreativo. Espera-se para meados de Abril um encontro de trabalho relativo a questões pendentes de legalização de putedo e centralização da reparação de viaturas para “chulos de carro”. Vamos lutar pelo nosso direito a chular dentro da lei.

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

LOST IN INNOCENCE

Written has Freud



Ter a proporção das questões é fundamental. Norma geral as pessoas não conseguem ter a proporção das relações. Só com rupturas é que conseguem chegar lá, só com grandes perdas é que de repente se lembram do que “era bem”, do momento em que “eram felizes”, da altura em que tudo parecia fazer mais sentido. E normalmente não se apercebem dos problemas que iam provocar com o seu comportamento. Há sempre o “não fiz por mal”, está lá sempre o “eu sou assim, que hei-de fazer”. Ao longo da relação está lá sempre o “que é que queres que te diga” associado ao seu irmão “que é que queres que te faça”. O terapeuta faz o possível pra conseguir dar ás pessoas uma certa medida das suas acções… um ajusta medida de todas essas coisas que para ele são consequenciais mas que para as pessoas simplesmente não conseguem ser, são misteriosas, acontecem sem razão aparente e de facto algumas pessoas ficam verdadeiramente surpreendidas com o alcance das suas acções. Sendo a inocência algo de primordial “o tempo do antes do acontecimento transformador” como dizia Thomsom, pode a inocência ser algo de propositado? Recentemente, no Canadá, assisti a esta discussão entre dois profissionais em que ambos pretendiam provar que a inocência era de alguma forma incompatível com a psicoterapia. Alguém inocente estaria livre dos constrangimentos de culpa, e não se pode emendar uma pessoa de um comportamento que ela não sabe sequer ainda classificar como nocivo. Mas comecei a pensar: não deveríamos nós começar precisamente por ensinar a pessoa a sentir culpa? É que muitas vezes, como mais tarde disse no congresso, as pessoas de facto não têm conhecimento do que fazem, mas têm a sensação do que podem ou não fazer, têm a noção da sua existência, têm a noção da sua presença. Sendo assim, é evidente que se consegue chegar a um compromisso com a pessoa tendo em vista que ela se relacione com as suas culpas sem que isso seja de facto nocivo pró processo terapêutico directo (sendo que o processo terapêutico indirecto tem de ser a própria pessoa a fazê-lo. Sendo que as pessoas procuram constantemente a felicidade, mesmo de forma inconsciente, mesmo de forma negativa, procurando chegar a pontos mais profundos de insatisfação, o fim da inocência sobre as acções das pessoas parece uma questão fundamental do auto-reconhecimento que a pessoa terá de fazer de si própria. Vejam bem, não pretendo que as pessoas se mascarem de juízes em causa própria, sabemos que isso vai sempre dar à insegurança, e não é nosso papel fazer com que as pessoas cedam emocionalmente ás dúvidas que as assaltam. Não podemos ter o papel passivo de quem não sabe onde a história vai acabar. Aliás, parece me impossível imaginar um mundo em que os terapeutas sejam apenas os escutantes que no comboio atendem ao desabafo ocasional de alguém…à tentativa de que a pessoa se tenta livrar de si mesma.
Mas voltemos ao tema inicial, a forma como as pessoas fazem a sua vida parecer um filme do qual estão ausentes, e isto através da inocência presumida que as faz sentir como ininputáveis nas próprias tramas em que se envolvem.
Aquilo que nos liga aos outros é a empatia. Empatia é a capacidade de nos associarmos emocionalmente, além da utilidade, em relação a pessoas. Empatia é um sentimento mútuo, mais forte que o amor, mas muito mais temporário. A empatia é o estado de esforço por perceber alguém e que acontece naturalmente ou por treino da pessoa que inicia o fluxo. Alguém que se revela constantemente inocente dos acontecimentos da sua vida é alguém que nos faz pensar que realmente existe uma potencial falta de empatia relativamente à outra pessoa, aliás, parace que existe uma falta de emotividade em relação à sua vida em geral. Senão vejamos.
Para não sentir é preciso não ter curiosidade em manter contacto. A falta de contacto é que despoleta normalmente a falta de carinho. A falta de carinho é que normalmente conduz à falta de interesse em conhecer as outras pessoas. Assim, a falta de empatia, sendo entendida como uma fragilidade das emoções latente, algo que não consolida as emoções sentidas pelas pessoas com quem se está emocionalmente ligado, é claramente uma falha na relação. Atenção, muitos factores podem contribuir para isto, estes meus pequenos posts são demasiado genéricos para que os dissequemos. a falta de empatia numa relação é como uma espécie de obrigação que temos todos para com o Outro, para quem a outra pessoa, para a outra parte de nós, que nunca chega a ser parte nós porque nunca nos podemos fundir a essa outra pessoa, e ás vezes a própria constatação disso, principalmente naqueles casais fusionistas que praticamente não se largam nunca, de que não se pode alcançar a totalidade, é suficiente para o desinvestimento nas emoções, não querendo dizer com isto que a falta de empatia chegue aos níveis patológicos que podem ser utilizados numa terapia como ponto de partida.
Falei de empatia, agora permitam-me falar de atracção. A atracção é a tendência para alguém num plano favorável, numa perspectiva construtiva de afectos. As pessoas sentem-se atraídas por outras pessoas por uma mistura ainda pouco conhecida de características físicas e mentais. Mas há algo muito importante no início de uma relação, e isso é o Status Quo emocional daquelas duas pessoas num determinado momento. Esse factor seminal é fundamental para compreendermos que as pessoas começam as relações condicionadas por determinados factores, e são esses factores que determinam a intensidade da relação em termos gerais.
Claro que podemos afirmar que a relação é uma construção, que os elementos preliminares, fundidos e amalgamados em dias e dias, acabam por mudar eles próprios de natureza, e muitos terapeutas, ao estudar a inocência dos indivíduos, passam por cima destas questões do que começou como começou, começou por expectativas positivas e agora está por algum motivo negativizado e essas pessoas estão mesmo dispostas a acabar a relação que mantinham.
É preciso perceber o que é que, ao ser sintetizado na relação, passou a funcionar como uma barreira em vez de uma ponte. Será um desejo secreto, será uma antiga relação, será uma insegurança que surge sempre que se vai um pouco mais longe na afectividade com as pessoas?
E isto é fundamental nos casos em que falhou a empatia. Saber se o elemento já estava presente ou se resulta de uma situação dentro da própria relação é fundamental porque nos leva para uma compreensão menos vaga do casal, mais objectiva de m historial das emoções, e assim perceber como se chegou onde se chegou. É muito fácil fazer inventários de destroços, mas normalmente o problema é reconstruir o acidente, principalmente quando, como nos casos dos inocentes, as pessoas estavam a olhar pró lado ; )

Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

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2005 Annus Putis

Written has PIMPO


Este ano prepara-se para ser um grande ano. Nunca tive tantas miúdas de 17 aos saltinhos de expectativa de fazerem 18 para entrarem prás minhas hostes, e isto é sinal que o ano correrá sem problemas. O meu negócio, o putedo de luxo ou a “gestão comercial de expectativas de intimidade”, como acho mais correcto chamar-lhe, não é sensível a questões como crises sociais. Ainda há poucas semanas estava a visitar aquele que foi o maior chulo em Portugal nos últimos 25 anos, o famoso “Ferreirinha”, e ele contou-me que o período conturbado (para outras actividades) do pós-revolução de Abril foi de facto um manancial de oportunidades prá nossa actividade. Muitas revolucionárias de esquerda, vindas da província em protesto contra a ditadura, ou contra a democracia, apanharam-se nas grande cidades sem qualquer tipo de rendimento e foram pessoas como nós que fizemos delas as primeiras “putas da liberdade”, pois como esse grande símbolo do 25 de Abril, a Menina Luísa, disse, “não fodemos, damos prazer”. Aliás, olhando pró nosso panorama actual e pela forma como a prostituição era encarada pelo Antigo Regime sinto-me triste. Andando disfarçadamente pelos lobbies de hotéis, como que nos desculpando à sociedade pela nossa existência, sem qualquer contrato com as nossas afilhadas que nos garanta homogeneidade no comportamento delas, sem qualquer seguro, sem poder fazer parte do sistema de crédito bancário como forma de financiar as nossas actividades… isto só para referir questões básicas de dignidade profissional. Aliás, ás vezes penso que é esta marginalização em que vivemos que leva muitos irmãos (caso recente do Pontas, em Viana do Castelo) nossos a meterem-se em negócios cada vez mais obscuros, desde drogas a armas. Eu compreendo-os. “Se o mundo nos vira as costas, então temos é de o foder no cú”, frase sábia de um conviva num restaurante recentemente em Lisboa. Se o mundo nada nos dá, se somos constantemente acossados pela polícia sem nenhum motivo bastante pra isso, se temos de lutar com unhas e dentes numa sociedade cada vez mais hipócrita, que diz que qualquer pessoa pode ganhar o seu pão, desde que o ganhe como a sociedade gosta, então porque não descer à clandestinidade mais profunda?
Minhas amigas e amigos, é precisamente por vivermos nesta sociedade animalizante e antagonista dos nossos interesses que é necessário recorrermos ao nosso mais que residual optimismo, à nossa virtude de estarmos a facultar um serviço necessário, urgente e eficaz. Como disse, no Antigo Regime o chulo era respeitado. O facto de ele aceitar viver com um código simplificado da moral, permitindo que outros se mantivessem nos eixos da sociedade era visto como um sacrifício que era recompensado com uma deferência muito especial. O chulo era um comerciante apreciado, respeitado, sempre disponível, fazia parte da câmara do Comércio, pagava impostos, tinha uma casa conhecida, controlada pelo Estado a nível de saúde e higiene, as bebidas servidas na sua casa pagavam bebidas. Como sabemos, todas as tentativas subsequentes ao 25 de Abril para criar casas deste tipo de forma mais ou menos aberta redundaram na prisão de muitos de nós, mesmo que poucos anos tenham cumprido de pena, a prisão pró chulo é sempre aquela suprema injustiça que o faz descambar. Se antes já era um pouco agressivo com as suas meninas, vai ser mais, se antes já “molhava o bico” em negócios ilícitos, a sua passagem pela prisão vai dar-lhe mais apetite por esses riscos. Enfim…
Mas voltemos a 2005. 15 novas meninas em expectativa, com 17 anos… todas no 12º ano, todas à espera do dia em que se tornarão parte da minha instituição. Todas minhas “amigas”, todas filhas de classes altas, todas experimentadas nas artes do sexo, todas gulosas por fazer bom dinheiro. E o chulo está aqui pra isso mesmo. Pimpo is the name, pimping is my game. Muitas meninas minhas saíram, principalmente para Vegas e pra Inglaterra. Sou sincero, não é com pena que as vejo partir. A puta de luxo, ou acompanhante, ou escort, vai-se tornando mais e mais exigente, vai querendo mais e mais, especialmente quando tem um mau cliente e é o chulo que lhe vai pagar os “danos morais” dando-lhe mais atenção, pagando-lhe mais serviços no SPA, mais horas de cabeleireiro… enfim… ser chulo é como ser pai: ás vezes vamos com elas prá cama mas no fundo no fundo é tudo uma questão de amor. Assim, ver uma princesa partir pra um destino no estrangeiro é sempre uma alegria, pois de certeza que a menina que vem aí não irá fazer tantas exigências, e já temos mais experiência, já saberemos como cuidar melhor dela, e assim, nesta forma redundante de eliminação de erros, o chulo vai-se tornando melhor chulo com novas putas novas, assim como a puta se vai tornando melhor puta encarando e lidando com chulos diferentes. Uma nova fornada implica um período de adaptação sexual, em que começamos a deixar de fazer sexo como amantes delas e passámos a ter comportamentos sexuais próprios dos clientes, de forma que elas percebam o que vão ter pela frente (e por trás… e na boca já agora). E com a experiência de meninas passadas, o chulo prepara a puta do futuro com novas capacidades, novas inspirações, mudando a puta, mudando o chulo, num processo cíclico. Por isso é que é muito importante falar com as nossas meninas no fim do dia. Saber ao máximo o que se passou com o cliente. Elas gostarão de satisfazer a nossa curiosidade, sentir-se-ão apreciadas pela nossa preocupação, e nós poderemos perceber um pouco mais daquilo que acontece no quarto. Se o cliente a obrigou a engolir esperma, como é que ela reagiu, se esses clientes têm um “tipo” próprio, se existe alguma posição que tranquilize melhor os ejaculadores precoce pra o desempenho deles ser melhor, ou uma posição que os faça vir mais depressa quando o trabalho é muito. E claro, os clientes, especialmente os mais regulares, são exigentes em questões de “carne fresca”. O excesso de intimidade inibe-os muitas vezes de se satisfazerem sexualmente com as meninas, e portanto o ideal é que haja uma certa rotatividade nas meninas pra que eles se sintam sempre presos à fantasia da “femme fatale”. Aqueles que acabam por se tornar amantes das meninas acabam por recorrer aos meus serviços porque foder com uma mulher sem a “posse” directa do dinheiro não tem piada e portanto preciso de mais meninas também pra compensar os excessos de intimidade.
Um ano novo é como uma mulher: está ali de pernas abertas pra nós, só o temos de montar.

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005

E se um terapeuta lhe oferecer terapia, isso é Impul(o)e - pensamentos e delírios sobre o que é um adolescente

Writen das Freud





“vamos por aqui não porque tenhámos excluído todas as outras opções, elas estão simplesmente em suspenso, porque quando tens a heroína não precisas de mais porquês”

Trainspotting

Crianças... ou melhor... adolescentes... ; )
Já não são meninos e meninas bem-comportados, não têm as necessidades de protecção que tinham, já não têm o desejo de agradar aos pais, já não se protegem na mãe dos exageros do pai, já não são dependentes da aprovação. É uma questão de lógica: quantos anos de anúncios orientados prá valorização do indivíduo são pracisos pra fazer com que uma criança perceba que “tem” de ser um adulto. Aliás, fico surpreendido por ainda existirem miúdos de 11 anos com comportamentos normais quando tudo indica, e a pressão da sociedade vai nesse sentido, que aos 9 já são capazes de processar a mensagem indicada pelos anunciantes relativamente ao “perfil” adulto. É uma pescada de rabo na boca, é uma necessidade de que todas as crianças padecem... serem especiais. E muito rapidamente deixam de sentir isso no seio da família, nas motonias diárias, nos elementos “transfigurantes” do funcionamento das escolas onde andam, na competitividade desenfreada pela atenção do professor, quer pelas asneiras, quer pelas benesses, pelos resultados. O excesso de atenção parece hoje o maior problema que recai sobre as crianças que me aparecem no consultório...
Excesso de atenção que a criança aceita como natural. Aceita porque não tem consciência das “expectativas”, e esse problema é central, é central porque é um elemento determinante no momento de “apercebimento” da criança de que tem de haver reciprocidade. A forma sobre-acumulada com que a família trata uma criança durante a infância determina as suas necessidades como adulto. Esta questão está tão dissecada que fico surpreendido pela forma abismada com que os pais olham prós seus filhos sobre-carentes, que mostram essa carência através de uma sobre-agressividade, sobre exigência.
A pergunta lógica é: quantos objectos se pode dar a uma criança até que ela efective o objecto como prova de amor? Essa questão é determinante se quisermos pensar no momento determinante em que nos cruzámos com o nosso paciente adolescente. Ele entra, senta-se e que espera? Normalmente, quando lhes pergunto isto, respondem com o auto-comedimento de quem tudo tem: NADA. A problemática divisão entre o materialismo e o substracto emocional resolvida pela capacidade de “conter”, de “aguentar”, de “exigir”. Já são adultos, já conseguem reter as suas necessidades, mas fazem-no num quadro de exarcebação dos pressupostos de integração noutros grupos. Eles estão orgulhosos porque conseguiram sair de uma dependência emocional e exarcebam essa separação negando-se à entrega psicológica, à aceitação de autoridade da parte dos pais. Sendo assim, e sendo esta ligação tão evidente entre materialismo e funcionamento interno do pré-adolescente que depois condiciona o conjunto de elementos depressivos e extremativos do adolescente, será possível fazer uma efectiva terapia de adolescentes sem entender e considerar os elementos dos pais e dos meios que levaram estes a chegarem até aos seus filhos como elementos materialistas? A dificuldade em expressar sentimentos é uma constante na sociedade actual e é algo que está inerentemente ligado à falta de equilibrio nas relações entre pais e filhos do ponto de vista da emotividade.
Vamos começar por um ponto útil: o facto de não existir de facto uma interacção geracional nos dias de hoje. Na sociedade portuguesa urbana não acontece de facto uma retenção de valores que permita intransicionalidade. Ou seja, dito por outras palavras, a poule de valores de pais e filhos encontra-se practicamente ao mesmo nível. Comportamentos de risco semelhantes, formas de associação semelhantes, similaritudes no que conta a amizades, espaços de confratenização, formas de relação. Ou seja, pais e filhos partilham um mesmo espaço social numa altura em que o adolescente se quer tornar particularmente independente, daí que os seus comportamentos de risco sejam exarcebados por via do tal materialismo dissidente. Se antigamente a partilha de espaços era um factor de harmonização das gerações, hoje em dia essa partilha é vista como forma de marginalização dos próprios adolescentes. Os pais são demasiado “porreiros” portanto eles têm de ser demasiado “impopulares”, garantindo assim um capital de antagonismo necessário a que tudo aconteça de molde a agredir os pais.
Um exemplo pungente, que me deixou surpreendido, foi o facto de um casal que regularmente dava festas em que se consumiam drogas, apareceu-me com um filho que aos 10 anos já consumia drogas pesadas. Os pais estavam preocupadíssimos com a ideia de que o seu exemplo tivesse alimentado a necessidade de drogas do miúdo, apesar de ele não estar presente nessas festas. De facto, tratava-se não mais do que a necessidade de fazer com que os pais olhassem e cuidassem dele, a necessidade que o adolescente tinha de se fazer notado, que neste caso apenas era mais extensa porque se cobria de um consumo de heroina. Mais tarde e no processo de terapia o adolescente revelou-se alguém que tinha seguido o caminho oposto dos pais, altamente formal, altamente classista, sempre enredado em actividades sociais, afastando-se deles. O falhanço de uma relação com uma miúda “desse meio” potenciou uma identificação negativa que se revestiu com uma sobre-introdução nos papeis dos pais... uma forma de ser “extremamente” igual, ou seja, igual a todos os potenciais aspectos negativos, e esperar a reacção preocupada dos pais.
Os adolescentes detestam ser tidos como presentes em qualquer “norma” ao mesmo tempo que se orgulham de serem de uma “tribo”, de um grupo mais ou menos codificado. Ou seja, o “normal” são os pais, e eles pertencem a “outro” grupo, e quanto mais esse grupo fôr assustador prós pais, melhor. Claro que aqui estamos a falar de casos patológicos, é óbvio que existem miúdos mais simplistas que tentam não ostracizar demasiado os pais, dado que isso faria com que eles lhes condicionassem a vida, as saídas, os encontros. Mas esses miúdos raramente passam pela cadeira do meu consultório, normalmente safam-se na vida lidando eles próprios com as suas perdas.
Certos elementos são cíclicos, como por exemplo a sexualidade precoce nas miúdas e o a agressividade sexual nos rapazes. E também cíclica é a preocupação dos pais, que não reagem a elementos de quebra de conversação, silêncio sobre as actividades, mas que depois explodem ao saber do namorado 10 anos mais velho, do haxixe consumido no quarto. Ou seja, os pais são os primeiros responsáveis pela imagem que os filhos têm deles, do tipo: “não querias saber se eu me drogava e agora só porque sabes já é a pior coisa do mundo?” esta ideia é cimentada pela falta de preocupação do pais nos sentimentos dos filhos na terapia. O que os pais querem saber é se aquilo vai parar, se não vão ter mais preocupações. Ou seja, no contexto do funcionamento social, o que os pais querem saber em relação aos filhos adolescentes é se eles vão “funcionar” bem, o que é bastante interessante se pensarmos na tal ideia de felicidade materialista que referi anteriormente. Os pais pagaram um terapeuta, portanto a “felicidade” deve estar assegurada, foi paga, foi garantida por alguém que forneceu esse serviço. Já referi há uns meses esta situação de que pra muitos pais o terapeuta não é mais do que algo comprado pra manter o menino ou a menina feliz. E como qualquer menino irritado, o adolescente vai partir o boneco todo, vai mostrar que não precisa dele, que queria outro, que este não presta. Vai dizer que não tem nada, ou vai fazer-se vítima de uma dor tão grande que, espera ele, os pais se arrependam profundamente de todo o sofrimento pelo qual os fez passar... enfim...
Mas aqui tenho de ser sincero em relação aos pressupostos de tudo isto, não aceito que os adolescentes façam de mim gato sapato, não preciso assim tanto de dinheiro que careça de aturar estas batalhas campais em que sou apenas figurante e não interventor directo. Aliás, é dever dos próprios terapeutas dignificarem-se a si próprios, não participando nestes jogos. Compreendo que muitos de nós tenham necessidade financeiras que os levem a aceitar estes casos cíclicos, mas não se justifica ganhar mais uma pessoa e toda uma classe ser prejudicada como pessoas sem dignidade profissional...


Sábado, Janeiro 29, 2005

100.000 and still counting! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! THANX!!!!!!!!!

Written has Freud



Hoje este pequeninho blog, sem grafismo, sem marketing, só com dois colaboradores e sem qualquer patrocínio atingiu as 100.000 VISITAS!!!!!!!! N se trata de Page Views mas sim VISITAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O que é profundamente chocante, que um terapeuta e um chulo possam gerar tanto interesse. Aos leitores de sempre o MUITO OBRIGADO, aos novos leitores o BEM-VINDOS.

Continuem a ler, pq nós não vamos parar de escrever

Sexta-feira, Janeiro 28, 2005

A sociedade fode o chulo, o cliente fode a puta, puta e chulo são fodidos mas só um pode ficar de bolsos vazios...

Written has PIMPO





O chulo... cá está ele... tão fácil de acusar, tão fácil de deitar abaixo, tão fácil de denegrir, de julgar, de criticar e todas as formas de injúria que conseguimos ter pra com um ser humano... será um chulo um ser humano?
Mas o chulo tá a cagar pra tudo isso, e a prova é que uma recente visita da PJ a minha casa não deu em nada. Sou um rapaz legal, só trabalho com meninas profissionais, abençoados somos Senhor por este tempo de criações fabulosas como o telemóvel, a Internet, o automóvel, o avião, o Hotel de Luxo, o cliente estrangeiro, o PJ que olha pró lado. Senhor, somos tão felizes...
Lamento imenso o tempo que passei longe da vossa companhia, mas ao contrário do pessoal que se arrasta pela Quinta das Celebridade pra mim nem toda a publicidade é boa. Falemos então de negócios... o Verão foi tão tão tão bom... a Madeira é um Jardim delicioso, nunca aquele antro teve tantos velhos dispostos a pagar pela mera companhia de uma acompanhante. E não acham divertido que uma acompanhante faça mesmo só isso? Companhia inteligente, divertida, interessante a um velhinho inglês? Ai, é nestas alturas que fico todo sentimental, mas isto é como a Herpes, vai e vem ; ) eu gosto de estar convosco, eu gosto de vos apoiar, e ninguém como eu vos respeita, vos ama, vos acha significativos, meus caros clientes, e que as vossas carteiras nunca deixem de estar ao dispôr das minhas meninas... ai ai ai... Mas a minha vida é cheia de rotinas, tenho de admitir, os mesmos hotéis, os mesmos clientes, que vão e vêm com a pontualidade lunar das marés dos horários dos aviões. Aliás, tenho desde há um par de meses um serviço de limusines que vão buscar “gratuitamente” os meus melhores clientes ao aeroporto já com menina incluída, uma espécie de contribuição pró PIB, prá radicalização dos investimentos neste belo jardim. Ai ai ai, ninguém me compreende, eu sou uma vítima, ninguém tem pena de mim, não vêm como custa manter esta estrutura oleada, não vêm como custa ser um pilar oculto do mundo dos negócios, uma base sólida pra tantos casamentos por conveniência, pra tantos ejaculadores precoces, pra tantos homens de negócios agressivos que temem o útero feminino como se fosse um dragão cuspidor de fogo, resumidos à sua nudez e impotência em relação ao destino? Eu sou alguém muito optimista, daí que o meu optimismo seja expansível, seja dinâmico, mude de uns sectores para os outros. Quando vejo questões dolorosas associadas à dor alheia a coisa passa-me ao lado, meus amigos, é assim que tem de ser, este mundo sem mim não era nada, e no fundo é esse o meu maior optimisto, o mundo sem o chulo não tem tanta piada, não faz tanto sentido, não tem tanto valor.

Sábado, Janeiro 22, 2005

Sou um terapeuta, não um mercador de feridas

Written has Freud


Sou um terapeuta, e como tal assumo as minhas responsabilidades como parte de uma classe: ou seja, somos em grande parte coniventes com muitos dos problemas dos casais que não os consultam. Temos como certo que as “ coisas vão acabar bem”, tenho de o dizer. Uma espécie de optimismo cerrado no nosso sistema intelectual, algo de passivo/agressivo em relação à pobreza emocional que representa os casais que nos consultam. E eu sou só mais um desta corrente positiva. E estou aqui a confessar-vos isto mesmo. Estou a confessar porque começam-me a aparecer muitas casais que entraram em contacto com o meu mundo através deste blogue.
Este blogue não foi pensado como uma forma de auto-publicidade. É anónimo e não é referenciado mais do que a minha formação americana. Mas parece que várias pessoas, por meios que ainda não me foram descortinados, conseguem identificar o terapeuta em causa e nas sessões dizem-me “ nós vimos o seu site, e achámos que talvez você nos pudesse ajudar”. Sendo assim, tal como o problema do casal é uma Quimera, eu pareço ser um Belerofonte, que existe e que trás à evidência os problemas que pareciam passar despercebidos, e considero essa uma das virtudes potenciais deste site ( como é um work in progress, o balanço será feito num hipotético final), o facto de pela leitura deste blogue as pessoas se aperceberem que de facto não estão a viver um momento particularmente positivo das suas vidas mas sim remedeios mais ou menos indisciplinados, obedecendo a elementos mais ou menos transcendentes, em que as pessoas não fazem as coisas especificamente per se mas em grande medida porque a sociedade mais ou menos organizada de pais e família ( e família avulsas) impõe a sua reprodutividade. E esta percepção, este conhecimento, deixa-me surpreso, ao ver as pessoas a atacarem estes gigantescos moinhos de vento que se elevam no horizonte, que são os seus medos, que são os medos de todos, que são as equações do fantasma na máquina, que são os elementos conjuntivos de uma atitude empírica que pouco tem a ver com amor ou atracção, mesmo que apregoados os seus radicais nestas duas fontes de entrelaçamento humano. E por isso fico feliz com este site. Este site tem funcionado, e não só trazendo pacientes ao meu consultório, tem levado casais a porém muits coisas em causa antes que esses elemento sejam uma fraqueza irremediável, e enquanto ainda se consegue comunicar de uma forma mais ou menos assertiva.
Tento ter presente as minhas emoções e sentimentos, tento trazer a este espaço um pouco da minha dor e das minhas dúvidas, que são muitas, que aumentam com cada casal que passa, certo que passando mais uma leva de água neste moinho o moinho est´amais incerto de aproveitar da água da próxima enxurrada a energia pra moer todas essas grandes complicações que parecem emergir do nada na vida dos casais quando resultam apenas de um conhecimento tardio um do outro, um conhecimento que parece surgir por pressão e não por um verdadeiro de desejo de conhecer a pessoa com quem se partilha o espaço.
Fica o meu grande agredecimento a todos os que me enviaram mails, a todos os que comentaram, e a minha promessa que não vou deixar este site acabar, não o vou deixar ter um fim, vou continuar a tentar ajudar, uma ajuda desinteressada e dinâmica tão dinâica como o HTML pode ser. É uma tentativa que estou a fazer, e agradeco-vos estarem a tentar juntos comigo.
Temos de ser primários: seriam precisos milhões de sites destes pra melhorar num nível geral a qualidade de vida em casal em Portugal. E mesmo em muitos casais, o dinamismo é tão baixo que nem se chega À fase de pensar em falar sobre os problemas, consomem-se em discussões e conseguem assim a motivação negativa bastante pra clipar as pessoas como “maus momentos” e assim seguir de forma solitária as suas vidas. Temos presente o seguinte: amar não basta, e muitas vezes o que se diz ser amor não é nada disso, muitas vezes o que dizem ser amor não é nada mais do que uma estrutura de protecção face à realidade, uma protecção anti-vácuo que os casais encontram face à necessidade de lidar com filhos e assim canonizar a estrutura em forma de procurar uma estabilidade que se quer asseguradora de rendimentos emocionais futuros, mesmo que não sejam os rendimentos reais do amor. Muitas vezes as pessoas aceitam de forma alucinantemente fácil as diferenças de noção sobre a relação que ambos têm. Ou seja, aceitando a diferença, cada um, e em especial as mulheres, procuram manter um certo conjunto de elementos de concluio emocional, e mais do que algo expresso e sentido esse amor começa a ser algo de “secreto”, algo que não tem expressão concreta, está lá, sente-se, é real, mas é silencioso, e portanto... portanto não exagerem nas minhas qualidades presumidas... sou mais um mercador de feridas...

Sábado, Janeiro 08, 2005

O cupido não mora aqui...

O grande problema desta profissão é a que ao fim de alguns anos o nosso grupo de pessoas conhecidas é mais ou menos igual ao das pessoas com quem trabalhámos. É complicado admitir mas é verdade que num negócio em que as nossas colaboradoras vão prá cama com outros homens é muito difícil ir prá cama com alguém de fora deste trabalho. Ou seja, não se vai prá cama com as nosssa colaboradoras, mas há tantas de outros, e até temos desconto ; )
Ou seja, não será pra breve que vou dar a grande alegria aos meus pais de me casar. É muito complexo, dado que o nosso trabalho é uma coisa de 24/7, que obriga a grandes viagens, algumas delas longas, dado que é preciso angariar constantemente vaquedo e arrebanhar meninas prá causa é muito complicado pelo meio disto tudo “nutrir” uma relação.
O mesmo não se passa com as nossas meninas. Assim de repente, lembro-me que mais de metade das minhas meninas têm actualmente um namorado que não tem nada a ver com este mundo em que me movimento, e conseguem tar com eles 3 vezes por semana. Ora isto connosco seria impossível. O telemóvel parece estar avariado, de tantas vezes que toca, é preciso estar constantemente em deslocação, acompanhar a tempo inteiro as meninas mais novas, é preciso organizar os cabeleleiros delas, as idas a lojas pra obtenção de descontos, é preciso falar directamente com os gerentes do hotel, e isto obriga a constantes deslocações entre Porto e Lisboa, obriga a estar 2 a 3 dias por semana na Madeira. No Verão obriga a distribuir a semana pelos casinos onde temos meninas a trabalhar, o que no meu caso obriga a ir a MonteCarlo, aos Casinos flutuantes na Baleares, a ir mais vezes À Madeira, ao Algarve... enfim... como explicar isto a uma mulher numa perspectiva de ter uma relação com ela? É um cadito complicado não vos parece? Mas já tentei, acreditem. Aliás, quando me iniciei no putedo estava numa relação de 2 anos e ainda a arrastei por quase 3 meses. Mas como lidar com o sexo-menos-que-perfeito quando temos, entre outra funções profissionais, de mostrar ás meninas como lidar com todas as formas de tornarem o sexo perfeito? Enfim... torna-se muito complicado, especialmente quando a namorada começa a ver o nosso telemóvel tomar vida própria e estar sempre a piscar, sempre com vozes femininas do outro lado, e ainda por cima connosco a dizer “ Eu já vou...”
Apesar de este lado prático da nossa profissão nos afastar muito da normalidade familiar tão apreciada nas classes altas é extremamente recompensador pois nada como estar constantemente a lidar com a podridão humana pra apreciar o lado lindo da personalidade destas pessoas que anexaram a sua felicidade à felicidade alheia. Por isso sou implacável pra com clientes que são violentos com as minhas meninas. Se elas na sua tremenda generosidade são tão dadas, tão apaixonadas, como é que eles lhe podem retribuir com violência? Parece-me inaceitável e de facto é. Uma prostituta da minha prole normalmente está a caminho não de se tornar decadente mas sim de se tornar médica, engenheira, profissional da área das relações públicas, de ser proprietária de um bar ou de uma discoteca de sucesso. E é por isso que não podem ser tratadas como aquelas meninas que se desfazem em dinheiro pra se tornarem numa brasa fria a e anónima prestes a ser largada das mãos do chulo.
Mas acreditem que tento amar, tento amar de uma forma platónica, tento amar com o meu bom conselho, com a minha palavra sempre bem disposta, mesmo quando os clientes foram muitos e nem todos correram mal. Tento sendo o companheiro ao lado de quem se pode adormecer e ao lado de quem é um prazer acordar, o homem que não engana a mulher, que não engana a namorada, que não engana ninguém porque todos os outros fazem-nos por nós. E é neste tentar que mostro a minha humanidade, que quero seja o mais intensa possível. Um chulo não tem tempos livres pra matar: quando todas as outras pessoas estão a disfrutar o delas estámos nós mais ocupados que nunca. Entre o conhecer possíveis meninas e o encaminhar as nossas meninas prós hotéis, entre falar com os nossos irmãos na fé e descobrir como anda o mercado, entre depositar o dinheiro off shore e gerir esse dinheiro, entre ensinar uma nova menina e preparar pra ir levantar ao estrangeiros os fundos geridos de outra ( sou o gestor financeiro de quase todas as minhas meninas, com lucros elevados pra elas, diga-se de passagem) como é que se pode apelidar, ainda que ligeiramente, a nossa vida de normal? Como é que nos podemos entregar a uma rotina? Como é que se pode fazer do nosso dia a dia um momento com algum sentido pra uma mulher que pretenda ter uma relação? É impossível, não conseguimos. Basta pensar nos km que temos de fazer pra transportar as meninas, basta pensar no trabalho que temos em conversar horas e horas na internet a convencer mais jovens adolescentes a juntarem-se a nós ( mesmo que a longo prazo, ao nosso exército.

Segunda-feira, Dezembro 13, 2004

É comer pouco antes do prato principal e a digestão vai correr muito melhor. O terapeuta feito estomatologista

O fundamental de uma sessão terapeutica muitas vezes não é descobrir uma qualquer verdade escondida ou latente. Muitas vezes nós andámos apenas à pesca de um qualquer sinal, uma imagem reflectida... que ligue o casal. Uma coisa surpreendente é uma afirmação de E. Keller que disse recentemente num simposium de terapias de casal: o namoro longo é o maior inimigo de um casamento feliz. E isto em Portugal tem sido verificado por mim de forma potente e constante. Parece um contrasenso que isto aconteça, dado que um casal com mais tempo de namoro deveria conhecer-se melhor na altura do matrimónio, mas é verdade que acontece. O que mais caracteriza estes casais é que nunca esperaram muito do cônjugue, nunca fizeram muita questão de que a outra parte concordasse com a imagem que tinham do casamento, normalmente são casais em que cada um defende a sua independência e não se mostra afectado pelo que acontece com o outro, o que nos obriga a reflectir sobre se o namoro longo não será uma “hibernação” emocional muito mais do que uma cadeia constante de sentimentos. Estatísticamente, estes são os casais mais propensos ao adultério feminino, mas são os casos em que o adultério feminino é mais tardio ( muitas vezes acontece ao fim de 2, 3 anos após o início do matrimónio). As razões invocadas e as razões reais divergem muito, nomeadamente pelo genuíno respeito ( e não um respeito servil) que as mulheres têm pelo esposo, traduzido num conhecimento profundo dele. Mas este conhecimento não as incentiva a melhorar, por exemplo, as prácticas sexuais, e muito menos a mexer na rotinas do casal. Ao mesmo tempo são estas mulheres aquelas que estão menos dispostas à maternidade, isto devido quanto a mim numa igualdade visceral que se traduz no pensamento, nunca dito abertamente, mas muitas vezes descrito de forma hagiográfica “porque é que eu tenho de perder 2 anos da minha vida e ele não?”. Estes casais normalmente são casais de baixa natalidade e baixa capacidade de recuperação de discussões, que normalmente redundam na separação por mútuo acordo, dado que regra geral as pessoas agridem-se pouco emocionalmente. Um dos grande problemas nestes casais é a diversidade de opções de vida, que conduz a encontros muito rotineiros na fase de namoro, pois a fuga À rotina nestes casais é motivos de tensão e com rotinas fortes normalmente evita-se discussões entre pessoas inteligentes. Normalmente ela tem uma visão acessória do sexo, que não muda com a descoberta do parceiro extra-conjugal. O grande problema quando um casal destes me entra pela porta do consultório dentro é eu perguntar-me até que ponto estão ali por honestidade ou por dissimulação. Ou seja... até que ponto é possível alguém que vive uma relação apenas baseada na sua racionalidade é capaz de lidar com emoçoes da outra pessoa?

Domingo, Dezembro 05, 2004

Do porquê do chulo ser uma personagem tão obscura na nossa sociedade...

O chulo pensa, a puta executa. Poderia ser esta a perspectiva deíficadora da nossa actividade. Mas de facto chulo e Dama são apenas compinchas de viagem, o depósito de combustível é abastecido pelo cliente e o carro rola rapidamente, sempre demasiado depressa pra que alguém se preocupe com dados moralistas. Digo isto dois dias depois de ter ido assistir ao casamento de uma das minhas meninas. Foi uma cerimónia pomposa, nada ao meu estilo simples e retirado. O noivo, o filho de um rico empreiteiro das obras públicas do país vizinho que ela conheceu quando acompanhava outro empreiteiro espanhol a Monte Carlo, estava radiante e enérgico, as duas famílias felizes por tão asombroso desenlace, que se deu após 4 meses de namoro. Como disse, andámos demasiado depressa pra nos preocuparmos com a moralidade, e muito menos com as convenções sociais. De certa forma o dinheiro dá à Princesa uma certa inimputabilidade que faz com que certas zonas do cérebro dela se mantenham numa inocência velada enquanto tudo o resto é possuído pelos clientes. Sou pouco dado a psicologias, mas posso dizer que em certos aspectos a puta é uma criança que se alimenta de dinheiro, da “bondade” de uns senhores que muitas vezes pagam 250E por uma simples conversa e que, outras vezes mais caprichosos, brincam com ela, com o seu corpo, mas nunca com o seu espírito, esse mantém-se inocente e puro. Quando este espírito se cruza com o de um homem que tem a mesma relação de desprendimento com o dinheiro temos aquilo que se chama uma “afinidade”: a mulher encontrou alguém que lhe vai alimentar essa necessidade de receber, ele vai encontrar uma mulher que lhe vai dar tudo, mas tudo mesmo. Daí que saí muito feliz da boda, não indo ao copo-de-água pois havia muito a tratar em Espanha. De facto, numa ofensiva nunca vista, as autoridade madrilenas estão a fazer a vida negra a todos os bordeis espanhóis e a questão levou ao Ayuntamento, que é uma reunião de vários chulos que se realiza neste momentos de viragem. Os polícias não estavam todos bem pagos? Não eram felizes? Então porquê esta agressividade? Porquê este ataque sem sentido? A resposta é simples e dolorosa de confessar pra um país civilizado: a Moralidade! Vários jornais da capital fizeram uma campanha mostrando as vidas de meia-dúzia de prostitutas de rua, em toda a sua podridão e decadência e vai daí as autoridade fazem rusgas a quem? Não ás putas de rua, essas não dão nem pra passar no noticiário com uma pequena peça cheia de caras disfarçadas, atiram-se aos bordeis de luxo respeitáveis, avisando qualquer potencial cliente que seja político ou magistrado primeiro, e depois entram por ali, partem tudo, fazem a rusga, prendem meninas, o responsável da noite, por vezes o próprio chulo... enfim. Quem diria que Espanha é um país tão atrasado? Claro que as Callgirls regra geral escapam a estas calamidades, e isto resulta das estruturas muito mais leves e móveis em que estas se apoiam. Mas claro, ter uma casa aberta num dado local potencia os clientes, especialmente os de classe média, sem preço pra acrescentar aos serviços da puta o preço astronómico de um hotel de 4 ou 5 estrelas. Mas o bordel está extremamente exposto, e o que aconteceu em Madrid não é diferente do que acontece um pouco por todo o mundo sempre que os media metem o bedelho. Tive um jornalista no meu meio que convenceu dois irmãos a deixarem-no participar nas sua actividades pra dar uma “outra” imagem da prostituição. Eles aceitaram na sua soberba e claro... foram punidos. A peça final retratava-os quase só como mercadores de carne e nada como profissionais empreendedores e dedicados ás suas meninas. Claro que o jornalista foi espancado e cortado na cara ( sinal mundial que nós chulos usámos pra mostrar que certa pessoa pra nós está como morta e que substitui o assassinato dessa pessoa) mas o mal já estava feito e 3 desses hoteis durante MESES não aceitaram a entrada de meninas desses chulos nos seus quartos. Ou seja, chulo e media são duas actividades que não colam, definitivamente. O chulo, sempre dedicado, tem aquela inocência de quem está a fazer um serviço público, e o jornalista tem aquela dedicação ao emprego que lhe diz que quanto mais sexo e degradação humana meter numa reportagem mais eudiência vai ter, e sendo assim aquilo que pró chulo é profissionalismo pró jornalista é imoralidade camuflada, aquilo que pró chulo é amor à profissão pró jornalista é auto-promoção do seu trabalho “real”. Sim... porque haverá algo menos real do que o jornalismo hoje em dia?

Sábado, Agosto 21, 2004

Modernidade nas escolhas sexuais femininas e dificuldade no encontro de parceiros compatíveis com a sua vontade em manterem a sua liberdade

“os consortes anseiam, buscam e conseguem
fazer amor por separado.
Escolhem conhecidos ou amigos
Ou saltam para fora dessa círculo(...)
Bem conhecida é pois matéria tal. Sexualmente
não há exclusivos. É uma sorte.”


“Incompreensível é essa sua obediência
a tais injustas normas desde há séculos.
Parece resignada, ou ajustada,
E há-as até felizes, a isso de estar presa
A um ditadorzeco cruel e imbecil
Que a humilha e lhe exige que sorria.

Suas razões, suponho, terá tido.
Quem, quem sabe, terá sido uma simples experiência
Esse seu deixar andar. Comprovado porém
De forma exaustiva que os homens
Não conseguem resolver a convivência,
A mulher devia libertar-se.
E assumir, ela, o comando da espécie.

Quanto a nós, já sobrou tempo
E convém reconhecer que fracassámos”


J. M. Fonollosa
Cidade do Homem: New York

Como referi já por 2 vezes, não me apareceram ainda pacientes femininas na casa dos 20 e muitos a queixarem-se da sua hiper-actividade sexual, do excesso de prazer que obtinham na sua sexualidade, do excessivo número de parceiros que com elas tinham aventuras várias. Porém, a sociedade portuguesa, representada para mim por estas ruas de Porto e Lisboa, parece preocupar-se com a práctica excessiva de sexo, e isso não faz qualquer sentido prá terapeuta. Vejámos o caso de Cristina, paciente que completa hoje a sua última sessão. O seu percurso é típico da mulher portuguesa, está dentro de todas as estatísticas e estudos realizados no campo da afectividade em Portugal: perda de virgindade com relacionamento esporádico no Verão, algures entre os 16 e os 18 anos, seguido de relacionamento longo que a acompanhou ao longo da Universidade. Fim desse relacionamento ( a alternativa seria o casamento, mas Cristina escolheu não dar esse passo), profissão estável como professora, vários relacionamentos esporádicos, aquisição de casa própria, relacionamento estável com homem de menores rendimentos, neste caso um ainda estudante 2 anos mais novo ( a alternativa seria um homem mais velho, mas o namorado do relacionamento longo de Cristina era ele próprio mais velho portanto ela desconfia de homens mais velhos) em que habitaram juntos, chegada aos 28 anos e interrogações várias sobre a qualidade da sua vidae passada, pressões familiares e sociais ( grupo de amigos) pra que estabilize a sua vida e a partir daí relacionamentos vários esporádicos, nenhum dos quais “significativo” como ela refere nas suas palavras, meros “casos”, quecas, satisfações epidérmicas de uma “vontade” que ela veio redescobrir pró meu consultório.
Cristina sabe que as suas escolhas não têm problema nenhum e apetece-me dizer-lhe isso mesmo. Como a esmagadora parte das mulheres portuguesas, a falta de qualidade do sexo praticado em Portugal ( como já mencionado no tempo “Orgazmo...” ) faz-la pensar que o casamento, ou a monngamia, ou qualquer outro caminho social mais “estável” a fará desembocar numa maior “felicidade” e como tal ela tem de se livrar da sua “libertinagem”, da sua “teimosia” em não aceitar o verdadeiro amor.
Lido com esta questão todos os dias, e pergunto-me: se se pratica assim assim tanto tanto sexo, porque é que ninguém se queixa exactamente dessa práctica? Desse excesso? Desse abuso? Dessa quantidade insana de orgasmos que desnorteia as pessoas do seu recto caminho rumo à felicidade?
A resposta é relativamente complexa: quem tem bom sexo mantém uma relação com a pessoa com quem ele acontece. No Canadá, os 15% de mulheres com maior ocorrência de orgasmos múltiplos estão em 90% envolvidas com alguém há mais de 10 anos e estão na faixa etária dos 25 aos 45 anos. Em Portugal parece que isso não é possível, ou que isso não ocorre, pela quantidade brutal de mulheres em busca de apoio terapêutico em relação à afectividade e sexualidade. Depois temos os casais jovens, em que se brada aos céus pela falta de qualdiade sexual do parceiro masculino e assim se justifica ( ou usa-se pra justificar) a existência de um Outro, que já não é amante, porque antes já era amigo, e como tal continua amigo, e continua, como melhor parceiro sexual, a ser parceiro sexual. Esta sexualização da amizade não me é estranha. Mais de metade das minhas amigas são ou foram minhas parceiras sexuais, 4 são-no há mais de um ano, e nesse período mantiveram intacta a sua confiança nos seus namoros e namorados, até encontraram espaço na sua mente pra serem ciummentas, porque o ciúme é a melhor forma de evitar a desconfiança, quem é ciumento perturba o radar da outra pessoa em relação ás suas próprias “escapadelas”. Sendo assim, a matrimonialidade não é factor determinante para a satisfação sexual, e como tal, aumenta o nro das mulheres portuguesas que não casam, não porque não conheçam pessoas por quem não se sintam atraídas e que não julguem conhecer, pessoas em quem confiem, mas porque, olhando para o seu grupo de pessoas conhecidas não as vêm melhorar substancialmente a sua felicidade, muito pelo contrário. 85% das minhas pacientes solteiras com mais de 25 anos tiveram uma exp de divórcio no seu grupo de amigas, uma amiga que casou e que passados poucos meses estava separada do marido. Ou seja, esta sinalização do casamento como factor negativo, juntamente com a baixíssima colaboração dos homens num conjunto de tarefas domésticas que podem consumir 50 a 80% do tempo livre da mulher em casa, juntamente com o cada vez maior apego dos homens ás mães, e por conseguinte má habituação destes em relação à práctica de tarefas domésticas, fazem com que a mulher se encontre melhor numa situação de solteira, numa situação de amante, sem desejar porém casar, ficar numa situação socialmente insanável, ou pelo menos cuja solubilidade provocará mais reacções que o deixar de sair com um amigo com quem tem alguma intimidade. Noto o esforço claro que amigas fazem em manter-me afastado do seus grupo de amigos “histórico”. Este grupo é de construção lenta, e qualquer novo elemento entra “ por um motivo”, e portanto a minha entrada nele faria com que as pessoas se interrogassem sobre quem era eu, que estava ali a fazer, que tipo de relacionamento nós teríamos ( e seria complicado dizer que ele começou com uma queca numa casa de banho de um comboio Alfa peundular na direcção de Lisboa). E essa catalogação é que afecta profundamente as mulheres na sua liberdade. O facto de terem de esclarecer um amiga sobre o facto de aquele amigo ser parceiro sexual há mais de um ano e passarem várias noites em comum torna-se um fardo, porque isso é estar a definir-se como “libertina”, ao mesmo tempo que se expõe a ser criticada o seu conforto com essa situação. Mas o facto é que essa situação É confortável. Pessoas que possam manter os seus próprios lares, independentes, podem manter relacionamentos complexos e longos sem que isso afecte a sua socialização, como afectaria se uma das minhas amigas chegasse a uma mesa de uma esplanada, me apresentasse e dissesse “ Este é o Luís, somos amantes e amigos há ano e meio”. Assim, e aqui chegamos ao âmago desta dissertação, as mulheres habituaram-se nos últimos anos a terem relacionamentos escondidos do resto da sociedade ANTES MESMO de casarem, daí o adultério ( esta palavra começa a entrar em desuso dado que o contacto com o parceiro é bastante mais regular que o “caso” que a palavra adultério pretende expressar) ser perpetuado muito mais pelas mulheres do que pelos homens e de forma mais natural, dado que para eles torna-se muito mais difícil esconder algo que expressavam naturalmente ( e de que até se gabavam) enquanto que elas já tinham a práctica de ocultar a relação antes mesmo do casamento. Daí que seja para a mulher e não para o homem que o casamento tem mais custos, pois se a mulher moderna e solteira de classe alta tem uma elevadíssima capacidade de escolha das suas companhias e parceiros, ao casar-se fica quando muito limitada a um, dado que no horário pós-laboral tem de permanecer junto ao seu marido, mesmo que nesse momento preferisse estar com o amante enquanto que se um encontro não correr bem com um amigo pode estar no outro dia com outro, socialment e/ou intimamente...


Espero assim ter respondido à questão da Carlinha RPC que me perguntava “ No meu grupo de amigas noto que as mulheres têm muitos mais parceiros que os homens, eles parecem estar sempre a tentar namorar e somos nós que preferimos as “amizades coloridas... é comum aparecerem-lhe casos assim?”

Além disso fica a promessa de um artigo menos abstracto que o texto sobre o fetiche sobre a forma ocmo hoje os homens se apresentam tão ou mais frágeis que as mulheres, mas pra outra altura : )

Abraços a todos

Quinta-feira, Agosto 12, 2004

no princípio era a puta... Mas a Puta n podia viver sem alguém que lhe protegesse o dinheiro que lhe pagavam e Deus criou o Chulo

Algumas pessoas dizem que no meu mais recente post acabei por não falar do mais importante, de onde é que os chulos saem, e me perdi em meditações operacionais, vulgo, gabar-me de ser melhor chulo que os outros. Como não quero passar essa imagem ( porque pra bom chulo meia puta a render basta) cá vai um pouco do perfil-tipo de um chulo de luxo. Frequentou a universidade, mas nessa altura já estava mais preocupado em montar as gajas nas cadeiras do que fazer as cadeiras propriamente. Adora um estilo de vida bem recheado de prazeres vários, não é muito extrovertido, daí que pareça aos homens uma pessoa dura e inflexível e ás mulheres um pobre coelhinho perdido. É pessoa responsável com o seu dinheiro, mas quando o tem em abundância tem mais tendência para o gastar do que para o poupar. Tem um grande apego ao pai, que normalmente tem uma empresa, e algum rancor À mãe, que normalmente acha que podia ter feito muito mais pela sua educação moral... tem uma certa dificuldade em ser contrariado, e tem uma grande capacidade organizativa e de lidar com o stress. Trabalha bem sobre pressão, se bem que não seja um team-player. Gosta de ser responsável pelas suas coisas...
Enfim... um chulo é acima de tudo alguém com um forte invólucro emocional e moral, alguém que consegue manipular o seu mundo e, tal como Moisés tirou água da pedra no deserto, ele saca dinheiro da puta no hotel. O começo é sempre pessoal, em que se aconselha, se fala, se diz. Normalmente o chulo não tem antecedentes criminais, mas há chulos que começaram bem por baixo, por vezes usaram o dinheiro de alguma pequena traficância pra fazer vir de Leste algumas meninas e sem escrupulos meteram-nas a trabalhar 24 h numa pensão sob pena de as devolver ao país de origem ou de castigar a sua família caso elas não trabalhassem como deve ser. Como diz o meu amigo e muito pouco escrupuloso colega Gaz “ uma gaja com filho é o melhor que há”, pois pemite pela visualização de castástrofes futuras no rebento fazer com que a puta se fixe no presente, sem rodeios, sem pensamentos secundários sobre se está a ser usada ou roubada. Mas muito poucos são os chulos que sobem de escalão ao longo da sua actividade, ou acima da organização “bordel”. Deixar a menina ir ao hotel, sozinha, e fazê-la voltar e entregar parte do dinheiro requer uma habilidade muito muito muito especial que ou se tem ou não se tem e não há promessa de pancada ou chantagem que faça uma menina de alta sociedade render se ela não quiser render. O bordel é a “casa dos tristes”, onde vai o homem de classe média sacar um broche e pouco mais, e ainda reclama do preço, pergunta se não pode fazer mais barato... enfim! É extremamente complicado lidar com estas situações e enriquecer com elas igualmente. E os bordéis de luxo já acabaram, pois quem pode pagar quer acima de tudo pagar a discrição, e não se pode ser discreto numa casa que a qualquer momento pode estar vigiada de jornalistas. Assim, o chulo de hotel está cada vez mais separado do chulo de bordel, e estes dois estão cada vez mais afastados do chulo de rua. Ou seja, os universos cada vez se tocam menos. Quanto ao chulo de hotel, ele tem de ser alguém calmo, bem apresentado, que se saiba vestir como toda a gente que está num hall de entrada, misto de cliente do hotel e de cliente do bar, sem permanecer aí muito tempo, saindo com frequência, bastante expedito nas saídas e entradas mesmo quando não tem meninas a trablahar ali naquele momento e anseia pelo primeiro cliente do dia. Em relação a isso, é outra coisa que o novato sofre. Anseia pela primeira chamada, tece conjunturas sobre todos os outros chulos que já entraram com meninas, e as suas são tão melhores... então porque é que não entram as dele? Muito importante é não importunar os outros irmãos se por acaso nos cruzarmos. Somos uma ordem com voto de silêncio até chamada em contrário. Um chulo mais novo ganha o direito de falar com os outros chulos no momento em que, por qualidade manifesta, por falta de putedo de outrém, ou porque pagou uma quantidade apreciável de Gorja ao recepcionista se torna num 3-100 num determinado hotel num período superior a uma semana. É o primeiro corolário, o primeiro triunfo, que depois parecerá insignificante face aos outros que se seguirão, mas que naquele momento é como o ultrapassar de uma barreira invisível e intransponível. Os outros chulos vão falar com ele... convidá-lo prá mesa... vão fazê-lo falar, saber quem são as suas damas, talvez pra tentar assustá-las, talvez pra tentar aliciá-las... enfim... mas vão-lhe dar um espaço. Aqui é importante mais uma vez não falar demais e ser respeitoso com quem já lá está, com quem já atingiu os patamares superiores. Mesmo quando naquela mesa já se é o chulo com mais meninas, é preciso ter a atitude inocente de qualquer jogador de Poker “ foi sorte, as minhas meninas é que merecem todo o crédito, eu não sou nada, muitas vezes é mais problemas que coisas boas”. Mostrar verdadeira humildade é como uma puta fngir bem o orgasmo. Toda a gente fica satisfeita e é mais provável que se consiga gorjeta... e grossa!

Quinta-feira, Julho 22, 2004

Traição a quanto obrigas ( entre outras obrigações obriga ao amor...)

Written as FREUD


Não sou de forma nenhuma um fundamentalista em questões de afinidades. Acho que é perfeitamente possível alguém estar com alguém porque quer, com outra pessoa porque gosta e com mais alguém porque lhe excita saber que está a trair os dois outros parceiros. Ou seja, dito de outra forma, a infidelidade nos casais não me supreende nem choca. Cada vez mais perpetuada pelas mulheres, não julgo ser ela elemento fulcral dos problemas do casal. É uma espécie de virar de página, em que já não se pode identificar os problemas como passageiros, mas de forma nenhuma é o encerrar do livro das possibilidade da relação. Numa veia aritmaníaca pode-se dizer que a traição é o momento pelo qual a outra parte ( traída) fica com uma vantagem decisiva pra encerrar a relação. Ora esta disposição de forças é aparente, pois “acabar” implica muitas vezes um romper de outras tantas relações desenvolvidas entretanto ( grupo de amigos, famílias, outros casais com quem já não se poderá dar uma socialização tão corrente). O que faz com que esta decisão seja mais fácil num contexto de um casal solitário, enquanto que pra um casal mais entrosado socialmente a separação acarreta outro tipo de dificuldades. Além disso, um casal mais envolvido socialmente tem bastantes dificuldades em manter a traição dentro da esfera do casal e portanto as descompressões constantes com outras pessoas fazem com que o dramatismo acabe por se esvair com mais dinâmica e portanto depois de lavada a dita “roupa suja” que é dilema de qualquer traição ( insatisfação sexual, não-complemento de personalidades, diferença de projectos comuns, não aceitação de diferenças por parte do Outro como forma de procurar um Outro complementar) nestes casais a taxa de sobrevivência é muito maior do que em casais mais isolados, em que a traição é uma ameaça muito maior pois está mais demarcada do normal funcionamento do casal, que vai continuar a passar muito tempo sozinho com tempo pra remoer a relação.
Como terapeuta sou totalmente contra a infidelidade como jogo, em que as pessoas se vão traindo pra “testar” a relação, e aí é quando mais depressa me coloco do lado de uma separação definitiva. Quando alguém é capaz de ludicizar algo tão complexo e difícil de obter como a felicidade do casal então os riscos simplesmente não compensam as possibilidades e então é muito melhor trabalhar numa separação efectiva, até porque nestes casos é quando é mais comum uma reincidência, especialmente no caso da mulher. O homem normalmente prefere que seja o tempo a curar as mágoas da traição, acredita piamente na rotina como forma de resolver diferendos, de manhã voltam a acordar lado a lado, dão um beijo, talvez ele seja mais cuidadoso no sexo e tudo voltará a ser o que era antes. Esta ideia muitas vezes é seguida por mulheres com baixa auto-estima, que acham que introduzindo alguns momentos “picantes” na rotina tudo passará, muitas vezes culpando-se da sua falta de “amor” para que o homem as tivesse traído, e até incapazes de exigirem explicações, pois aí ele irá arrasá-la ( normalmente os homens que lidam com mulheres de baixa auto-estima são verdadeiros push-overs e estão habituados a ir rapidamente a limites numa discussão pois assim é fácil fazer com que a mulher se encolha de novo. Esta questão não é menor, mas pela ocmplexidade que abarca terá de merecer um post pra ela própria. Voltando ao momento propriamente dito, o homem tem uma atitude passiva, a mulher tem uma atitude activa. Procurando na diversificação da relação uma forma de evitar que a relação se extinga ela está quase sempre disposta a reinventar-se, a mudar, mas cada vez mais COM EXIGÊNCIA em relação ao HOMEM. Ou seja, uma mulher normal, uma mulher capaz de se aperceber de que a traição é um acto de vontade, é acima de tudo uma mulher que sabe que se ele teve uma oportunidade e aproveitou-a convém esgotar os seus desejos e claro, melhorar a comunicação de modo a que numa entrega mais completa o homem não encontre motivos prá partida. Mas aqui cria-se o problema de que pra muitos homens o casamento é algo castrativo, é algo que lhes cerceia a capacidade de escolha e como tal acabam por cair em círculos depressivos quando não traem, e aqui o terapeuta deve ser honesto e levar as pessoas a serem honestas consigo próprias. Além de não poder jurar que nunca irá trair, um homem castrado pelo casamento dificilmente poderá sequer iludir-se quanto aos riscos que representa o seu deambular pelo mundo e aí sim só se ele tiver uma fortíssima resposta em relação áquilo que são as exigências da mulher se pode falar em viabilidade do casamento. Ou seja: um homem castrado que apenas se desfaz em promessas e não tem capacidade pra aceitar um itenerário de mudanças na relação ( e aqui há coisas importantes, como o controlo de chamadas por parte da mulher, o controlo do telemóvel, esse monstro que permite hoje em dia todos os tipos sórdidos de casos, ele também por si só merecedor de um post) é um homem com muito pouca capacidade pra mudar verdadeiramente e será mais uma questão de tempo do que propriamente uma questão de necessidade a fazer com que a traição sobrevenha outra vez. O que é aqui importante é percebermos que no homem, num atraição masculina, o poder da mulher tem sido menor, tem havido mais poder de encaixe, e a socialização é determinante prá forma como o casal ultrapassa esta fase da sua relação que pode determinar o seu término. Outro factor importante é a forma como o homem se comportava em relação a possíveis casos da mulher. Homens muito ciumentos que traem têm quase hipóteses nulas de aceitação por parte das mulheres de traições suas, pois elas carregavam sempre com a dúvida dele entregando-se completamente e portanto se eles são capazes de trair mas não exigir então pra elas é inaceitável que eles tomem essas atitudes. Normalmente só casos de coerção física ou profunda fragilidade mental da mulher conseguem ser casos em que o casamento continua após a traição do homem. Felizmente o ciúme é cada vez mais afastado pelas mulheres durante o namoro. Mas são ainda sinais tímidos de mudança, que espero ver ampliados com os anos...

Abraço pra todos e boas reflexões

Sexta-feira, Julho 16, 2004

As putas em Portugal são como Cristo em Nazaré: só são bem vistas lá fora

Writen as PIMPO

(momento profundo de meditação vertido após o Portugal-Holanda)

De um ponto de vista internacional, Portugal é uma espécie de Intendente da Europa e Marrocos do mundo. Ou seja, as melhores Damas da Europa passam por Portugal a caminho de outros país mais restritivos a nível de controlo de estrangeiros, como as organizações da Galiza, que recrutam tudo o que é venezuelana, boliviana, brasileira e colombiana com traseiros salientes e mamas extraordinárias... Também muito putedo experiente vem ás nossas casas centenárias, pra acabar a sua vida em beleza ( com marido velho rico, leia-se). Assim, somos um país com uma baixa taxa de fixação de putedo de qualidade. Digo isto apoiado na pesquisa anual editada por mim e 5 amigos meus da região dos hotéis de luxo do Algarve. Trata-se de um e-mail onde trocámos os nossos dados de forma sincera e franca, procurando em conjunto dar uma imagem correcta dessa mina de ouro veraneante que é o Sul de Portugal. Todos os anos há tendências, todos os anos há certo tipo de pedidos que predominam e é através dessas estatísticas que nós chulos conseguimos ter o produto mais requisitado, cada um na sua categoria como é evidente. Fico triste pelo nosso sucesso durante esta campanha para o Euro não estar a receber o reconhecimento devido. Hoje durante a leitura de vários jornais estrangeiros vi nas primeiras páginas a minha profissão apreciada e em Portugal nenhum jornal se dedica a valorizar o nosso metier. Por exemplo: na capa do Zeitung diz-se “ A melhor cerveja e os mehores bordéis do mundo”. No News of The World está estampado “ Meninas portuguesas dão a volta aos nossos apoiantes e fazem-nos ficar pra apoiar a selecção anfitriã”. No Sydney Herald sou confortado com esta boa nova “ Portugal dá nova dimensão ao Euro com prostituição de luxo a evidenciar-se”. Ou seja, só mesmo por estas bandas é que não se valoriza a qualidade do nosso trabalho. Meninas a horas, que não recusam nenhum serviço, de idade quase ilegal mas toda a maturidade que lhes permite mesmo satisfazer o mais exigente cliente em sexo anal, ou 3 clientes dispostos a pagar 2000 euros por uma orgia durante a noite... enfim... este trabalho que está por trás de preparação da menina, os cursos de inglês que as minhas meninas planejadas pra irem pró Algarve recebem pra poderem entenderem-se com os clientes de forma natural ou irem com eles pra locais públicos, tudo isso passa despercebido na cobertura mediática do torneio...
Escrevo isto com tristeza genuína, sendo um patriota custa-me ver a minha actividade marginalizada no meu próprio país e adulada lá fora. Até agora tive 12 meninas que acompanharam estrangeiros até ao seu país natal com ganhos pra ambas as partes ( eu, elas, eu e o cliente) tal a loucura que lhes provocaram na cama e a boa impressão que lhes deixaram. ( Claro que pouco ganho depois das primeiras noites e a menina obtém joias e um guarda-roupa novo mas é sempre uma honra deixar uma lança na Alemanha, na Inglaterra, em Espanha). Ou seja... esta minha aposta no produto nacional é plenamente justificada em virtude dos resultados. Como dizia no princípio desta reflexão, é difícil fixar o verdadeiro putedo-elite, mas é verdade que tirando o Algarve no Verão e Lisboa todo o ano em 2 ou 3 hotéis também não temos o cliente-elite que atrai esse putedo. O cliente que se gostar da menina a leva em avião privativo pra uma casa passar 15 dias de loucura, ou levá-la no seu iate... as putas são sonhadoras, o chulo é o fio-de-prumo da realidade.
Ou seja... é com naturalidade que vejo as minhas meninas partirem. Talvez um dia voltem, quando as luzes de Las Vegas ou Bruxelas deixarem de ser tão atraentes e o seu velho chulo parecer a única pedra a que se podem agarrar neste mundo controverso das call-girls. Os negócios com o estrangeiro são fundamentais na região do Algarve e Casino do Estoril. O jogo atrai muito cliente de alto gabarito e as minhas incursões a Monte Carlo e ao Mónaco ( acompanhando grupos de industriais portugueses e em parceria com chulos locais) deixam-me sempre com menos 2 ou 3 meninas. Mas é essa penetração no mercado internacional, a forma como o cliente vai falar das meninas aos seus amigos, da sua jovialidade, da sua informalidade na hora de engolir esperma e a sua formalidade na hora de ir jantar a um restaurante de luxo que a longo prazo caracterizam esta profissão. Vejam bem, não estou a falar de 1 ou 2 anos no futuro. Estou a falar de 5 ou 6 anos, quando os amigos do senhor Tal se hospedam em determinado Hotel porque as “meninas do Senhor Pimpo” estão lá, porque elas andam por lá... ou seja... com esta minha abordagem ganhamos todos nesta classe. Daí que eu insista com os meus irmãos “ ensinem as vossas putas, deiem-lhes boas condições de trabalho, um apartamento só delas em vez de um quarto, façam-nas sentirem-se bem aqui, mesmo que elas estejam de passagem para Espanha, enquanto estiverem aqui façam-nas sentirem-se felizes por estarem a trabalhar com um chulo português, façam-nas sentir que é bom estar aqui a aparoveitar o nosso sol, sejam chulos mas sejam companheiros, não abusem nas margens, não exultem quando uma puta se começa a drogar, pois a droga da puta vai acabar por ser a droga do paciente, vai acabar por ser problema do chulo, pois o chulo é SEMPRE responsável por TUDO o que acontece à menina no Hotel. Daí que as meninas sejam por mim acompanhadas quando vão prás primeiras vezes a um hotel por mim até à porta. O cliente abre, saúdo-o ( normalmente um velho cliente que gastou mais de 10.000 com as minhas meninas) e entrego-lhe a menina com simpatia e afabilidade. E a menina logo ali sente-se protegida e responsável, porque a “imagem de marca está dada”, ela sabe que o cliente confia em mim, e também terá de dali a 5m confiar nela quando ela dizer que ele é mesmo bom na cama, ele é uma boa foda e os 10m em que ele se agitou em cima dela foram os melhores da vida da menina...
Sejámos pois claros. O nosso país tem potencial, e muito. Somos um país que pode em muito desenvolver a sua actividade e expandir os seus interesses, podemos daqui a poucos anos ter uma trademark putística como as Romenas conseguiram com mulheres esguias, misteriosas e desinteressadas no sexo pra longas e simpáticas conversas. A puta romena ganhou o seu espaço no mundo, e hoje em dia é requisita a pedido por entre as dezenas de nacionalidades eslavas disponíveis. Ora isto foi um grande investimento dos seus chulos nacionais, particularmente Oleg Ibraimovitscky. A forma como ele apostou no negócio de vistos de turismo em acordo com as máfias russas na América, na Inglaterra e na França foi determinante pró sucesso destas meninas por todo o mundo. A puta romena fica num espaço em que convive com os seus, espécie de residÊncia universitária, tem apoio total da parte dos seus locais, recebe uma pencentagem elevada da qual se tira um valor exorbitante pelo alojamento e o seu visto quando caduca é emitido no país natal um mandato de captura. A menina fica assim em eterna dívida ao chulo, que se mostra afável pra resolver o problema da menina. Este esquema, experimentado pela primeira vez logo após a queda do Muro de Berlim e que rapidamente saciou a sede de putedo eslavo que grassava por todo o mundo, aquela mulher blasé impávida enquanto é comida por 4 negros dos filmes porno da produtora Wicked Movies e protagonizados por Lex e Sean Michaels chegou assim de forma regular e constante e quase sem atritos a todo o mundo com custos baixíssimos pró chulo e lucros altíssimos pra ele. Pena que o criador do conceito tenha sido morto, como tantos de nós, nessa passagem fulcral que todos mais cedo ou mais tarde tentamos dar, num negócio de droga mal combinado. Ainda hoje se discute o que se terá passado com Oleg, se terá sido uma denúncia, se terá sido falta de pagamento, se terá sido uma armadilha prás máfias russas o substituirem como exportador pelo seu suserano e muito menos capaz discípulo Mondrievstoy. Ainda hoje não sabemos, e provavelmente ficaremos sem saber pra todo o sempre. No nosso mundo as notícias são assim... correm depressa, mas nunca se sabe a sua veracidade...

Segunda-feira, Julho 12, 2004

O Teenager, a maçã envenenada, o relógio, o seu tic tac e as pastilhas pró hálito do mesmo nome: Inutilidade do terapeuta face ao adolescente rebelde

Written as FREUD


Falo pouco de adolescentes nas minhas meditações... não que não tenha que dizer... mas porque se calhar como qualquer adulto ( e ainda pior, como adulto jovem) não acho os seus problemas tão importantes assim. Uma jovem que está nervosíssima por estar com o namorado, que se acha sem graça quando é imensamente espirituosa e atrante, um rapaz que é violento com os colegas como forma de se proteger das agressões que eles pudessem ter, coisas assim.
Além disso... pelos mails e comments que tenho recibido, a grande maioria das pessoas que lêm os posts que me pertencem neste blogue têm entre 25 e 40 anos, portanto já têm idade pra ter juízo : )
Mas de facto os adolescentes estão em alta nos consultório um pouco por todo o país. Um pouco como no Post “ Revolta dos McPacientes inertes...”, chegam calados e sentem-se perfeitamente à vontade se sairem mudos do consultório. Os métodos de provocação de palavras têm de ser cuidadosos, pois o adolescentes pode perfeitamente explodir pra fora da sessão queixando-se ao pais da suposta abordagem menos correcta do terapeuta, e isso era tramadito pra nós, presos entre a necessidade de ajudar, a provocação pra iniciar a terapia e a distorção do contéudo. Isto já pra não falar dos pais que tentam por todos os meios sacarem-nos informação relativamente ás sessões dos filhos, quando não nos sugerem mesmo que gravemos as sessões pra lhes entregarmos as cassetes. Regra geral ( e particular já agora), sou contra terapia psicanalítica em adolescentes. A forma profundamente reflexiva deste tipo de abordagem pode fazer com que o adolescente, numa atitude de auto-culpabilização, descambe em atitude ainda mais sofredoras em relação ao mundo, em particular o mundo dos pais, um mundo onde ele se sente mal, desconfortável, e claro, eles estão-me a pagar um terapeuta porque se sentem culpados, e eu vou-lhes sacar aquelas calças, ai vou vou...
Não nos iludámos: os adolescentes que fazem terapia continuada são filhos das classes A e AB, vivem numa grande disponibilidade de meios e actividades, e normalmente são aquelas crianças que respondem à pergunta “ O que é que queres no –Natal” com um lacónico, sardónico e salomónico “Não quero nada” pois são jovens com elevados índices de satisfação material, criatividade, concentração, inteligÊncia natural ou estimulada e dividem-se em relação aos pais em duas enormes categorias: afiliados e desafiliados. Ou têm fortes laços com os pais ou não os têm. Em relação aos pais nesta fase não há meio-termo. Ou são um braço amigo ou uns cotas sem graça, ou são um apoio prós momentos maus ou o obstáculo mais obstinado ao adolescente alcançar a felicidade plena. Estes grande grupos definem também o tipo de problemas com o mundo, pois nesta rivalidade/aceitação dos pais joga-se o tempo que sobra pra arranjar problemas com o mundo. Outra coisa que os adolescentes detestam muito mais que todos os outros pacientes é a ideia de “norma”. Enquanto que grande parte dos pacientes se sente feliz por fazer parte de uma qualquer média, por isso enquadrar também uma terapia precisa, os adolescentes detestam ser catalogados, as suas fobias e medos enquadrados, porque isso determina que a solução vai ser geral, e se vai geral não vai ser pra eles e isto é simples como água, uma confrontação pura e certeira e sobre a qual o terapeuta não tem razão. Ainda dentro dos tais grupos que os adolescentes detestam ser enquadrados, há dois tipos idênticos. Os que são hostis e os que são docéis. Isto não tem nada a ver com o resultado da terapia, tem apenas a ver com a atitude inicial, a forma como respondem, que normalmente se traduz na forma ou igual ao que fazem com o resto do mundo, ou, porque a ideia é “não deixar o gajo conhecer mesmo o que que penso” totalmente oposta ao seu raciocínio do dia a dia.
O grande problema deste tipo de terapia é que, enquanto que um adulto estar sentado na nossa mesa já é pelo menos assumir que qualquer coisa está mal, o adolescente normalmente diz que qualquer coisa está mal COM OS PAIS, não com ele! Ele é vítima de uma aprisionamento abusivo, de uma coerção a chegar ali, sentar-se com uma pessoa que mal conhece e revelar tudo o que está no seu diário e que não foi confessado a mais ninguém. E isto só porque os pais ESTÃO A PAGAR. “Então o tipo que me faça soar, que mostre que sabe ler a mente, que me apanhe em falso, mas que seja simpático, senão eu digo aos meus pais que não vou mais e pronto! Acaba-se com isto! Deixem-me em paz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Outro problema cada vez mais corrente ( e que resulta tanto da minha juventude como do meu sucesso) é ter mais e mais pacientes que já passaram por 2 ou 3 três terapeutas. Ora isto é pior, porque já há uma vulgarização do que se vai para ali fazer. “Eu já falei disto com os outros todos, mas a minha mãe diz-me que me faz bem e até me porto melhor e tal e pronto”. Pelo sucesso dos meus colegas eu diria que o acontece em Portugal é que os meus colegas não têm mais sucesso do que alguém que se cruze num autocarro com os pacientes e fale com eles. É a ideia-base de descarregar, descarregar pra não rebentar, mas sem fazer nada quanto À avaria do mecanismo de abastecimento da cisterna. Daí que eu não veja no quadro traçado pelos meus 3 colegas anteriores melhorias sistemáticas. E isto ainda é mais problemático se pensarmos que não existe em Portugal uma cultura de responsabilização dos terapeutas por resultados obtidos. Regra geral a desculpa do terapeuta é de que “foi muito difícil”. Mas isso é desculpa pra alguém? Isso explica alguma coisa? Isso é palavra que justifique as pequenas fortunas que cobrámos? Não me parece...

E pronto Marta, abordei os adolescentes, estás contentinha? Jokinhas Fofa e agora quero-te ver a falares de terapeutas no teu blogue!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Um abraço pra todos e boa entrada em depressão agora que o EURO acabou ; )

Terça-feira, Julho 06, 2004

Pimpo rules rule the Pimpo World

Writen as PIMPO



Tento ser justo na avaliação de todo o sexo que não seja comercial. Uma profissional tem a obrigação de conceder todos os desejos a um cliente visto estar a ser paga por isso. Não pode ter dias de período, não pode ter escrupulos em fazer a verga desaparecer na sua boca, não pode não gostar de levar palmadas no rabo, não pode ficar desgostosa que lhe chamem puta, ou que a insultem durante o sexo, não pode exigir mais dinheiro do cliente por serviços apreçados no contacto telefónico, não pode aceitar telefonemas enquanto está no tempo do cliente, não pode evitar que o cliente tenha mais que uma ejaculação encurtando assim o tempo que tem disponível com ela. Não pode pedir pra mudar a música que está no quarto, ou exigir qualquer tipo de qualidade no desempenho sexual do cliente. Não pode fazer sexo de um forma menos intensa do que a mulher mais apaixonada do mundo, não pode aliciar o cliente a ter contacto com ela fora do quarto de hotel, até porque isso vai esviá-la do tempo que tem pra trabalhar connosco e essa situação precariza a dependência que ela tem connosco, não deve fumar se o cliente não fuma, não deve pedir a um cliente pra não fumar, não se deve queixar que qualquer cheiro particular do cliente, não se deve mostrar aborrecida se o cliente decidir passar o tempo com ela a ver televisão, não se deve mostrar insistente com qualquer comentário relativo a prendas que o cliente faça durante o sexo, não se deve negar a qualquer práctica que não coloca como viável na sua vida pessoal, deve ser homogénea nos extras e não exigir mais por certas prácticas a clientes diferentes, não deve gozar com sinais particulares de pacientes, não deve impedir o cliente de ejacular onde muito bem entender excepto no interior da sua vagina e traseiro...
Como podem ver, o mosso mundo não é uma javardice imunda. Há controlo de qualidade, há certificação do produto, há regras de convivência social. É muito comum olharem pra nós como criaturas da noite, viciados em qualquer produto ilicíto, sem escrupulos, sem capacidade de liderança, chulos porque foram incapazes de entrarem em qualquer negócio “ de homem” como a droga ou as armas ou o tráfico de influências ou a construção civil. Não, ser chulo é precisamente ter uma capacidade de manter a calma face a elementos que fariam qualquer homem normal perder a cabeça. Ser chulo é ser capaz de raciocinar e pensar sobre aquela que é a criatura mais irracional, a mulher. Ser chulo é ser pai sem deixar de ser irmão e sendo sempre patrão e proprietário. E quanto mais exigente o cliente, e portanto se é exigente é porque tem dinheiro para o ser, mais planeadas e controladas têm de ser as situações relacionais da menina com ele. Não de pode levar alguém a comprar seda e depois atirar-lhe um pano de limpar o chão e dizer que só porque a aquisição não passa pela legalidade terá de contentar-se com isso. Ser chulo implica muita auto-disciplina, particularmente em quetões territoriais, porque não se pode dividir um hotel em partes e esperar que cada um receba exactamente o mesmo. Cada um tem o seu serviço, as suas virtudes e cada um obtém o seu GGGGGGEEEZZZZZZZE
O meu reinado em Portugal é feito muitas vezes de cedências. Um indivíduo disposto a provocar-me problemas no acesso das minhas meninas pra conseguir uma quota maior num determinado hotel normalmente assiste À minha retirada do hotel. Quando os empregados em desespero me pedem certa menina eu refiro o problema e que lamento mas acima de tudo quero garantir a segurança delas e pronto, o individuo é calmamente afastado normalmente com recurso a uma denúncia anónima dos seus bens e rendimentos, até porque a maior parte deles está tramada À partida por ter actividade paralelas ilegais, como o alterne, locais de degradação máxima e que qualquer polícia quando informado da sua existência não tem problema nenhum em visitar. Assim, as regras de convivência são muito importantes, porque um chulo não é um animal, um chulo tem o seu espaço concedido pela sociedade e apenas o ocupa com mais ou menos dignidade...

Sábado, Julho 03, 2004

Orgazmo... a ignorância n mata, mas tira piada ao sexo

Written as FREUD


Hoje vou falar de orgasmo feminino. A questão estava a pairar no último posto e decidi fazer uma exposição completa relativamente a ele. Em primeiro lugar o que salta À vista é que o orgasmo feminino está presente em qualquer banca de jornais, em revisas femininas. A sua omnipresença nestas revistas só é comparável à debilidade dos argumentos e técnicas exibidos nelas. Além disso multiplicam-se livros com instruções mais ou menos precisas de como fazer com que a mulher obtenha um orgasmo, ou vários, ou o tenha mais rapidamente, ou com mais intensidade. Pró terapeuta esta questão não é tão colorida, não posso ser tão optimista e, tal como nessas revistas e aí sim estámos no mesmo barco, não posso demonstrar nada a ningúem, posso apenas limitar-me a dar umas tips...
Assim, esqueçam tudo o que ouviram por favor, porque só vou falar disto uma vez loooooooooool
Um orgasmo é uma alteração da carga do campo microelectrico do cérebro. Normalmente está em 170 micro-joules e no período de orgasmo passa pra cima dos 300. Se após o fim de um orgasmo a carga não cair abaixo dos 250 está-se na “zona de tiro” que é a zona onde provavelmente ao continuar com o estímulo se vai provocar um novo orgasmo. Se cair abaixo dessa carga pot falta de estímulo ou por corte do próprio cérebro então terá de haver uma estabilização abaixo dos 200 pra se re-iniciar o processo de estímulo até novo orgasmo. Mas claro, a simples e básica explicação de um orgasmo não tem a excitação e o sucesso de tantas outras explicações mais coloridas como as que nos são apresentadas em revistas femininas.
Quanto ao número de orgasmos por estímulo existem dois tipos de mulheres. As que cortam após o orgasmo e chja continuação do estímulo provoca dor e as que ficam na zona de tiro e obtêm outro orgasmo. Quanto a de orgasmos quanto a localizações das fontes de estímulo temos duas mais uma. Clítoris ao longo da sua extenção externa e interna directamente sob a pele, interior da vagina com predominância da base do útero e pregas vaginais das paredes de topo ( topo se a mulher estiver virada pra cima claro e CORPO TODO. Dado que o orgasmo é um fenómeno electrico e não químico nem emocional ( ao contrário de toda a ignorante mulher que anda À espera de ser amada pra ter um orgasmo a sério) qualquer zona do corpo, estimulada na frequência certa pode provocar-lhe o orgasmos desde que tenha a sensibilidade certa, que será na casa dos 200 micro-joules por pressão de 5kgs por cm quadrado.
E posições? E tempo? E sítios onde friccionar e lamber? Pois... isso é pouco importante e só a má-fé pode permitir que ao fim de 30.000 anos de convivência como homens e mulheres modernas alguém possa ficar rico com um livro de como fazer sexo. Má-fé porque os homens já deviam ter aprendido e as mulheres já o deviam exigir há muito mas enfim, se não fosse assim eu não teria pacientes e portanto não me vou queixar muito ; )
Obstáculos ao orgasmo feminino? Primeiro e fundamental: o tempo que o homem aguenta o acto sexual a ritmos elevados. Pra atingir o orgasmo a mulher precisa de ritmos elevados, que provoquem a fricção equivalente ao estímulo electrico essencial pra provocar no cérebro a tal desordem no campo micro-electrico. 90% dos homens portugueses não aguentam sexo a ritmos elevados, em grande parte devido À sua completa ignorância sobre os mecanismos elevatórios do seu próprio membro. Não conseguem controlar a parte do cérebro que dá o comando prá ejaculação, não conseguem controlar a erecção pra níveis longe da ejaculação, não conseguem escolher posições que não lhes obriguem a uma sobre necessidade de pressão sanguinea nas pernas... enfim...
Em segundo vem a completa falta de capacidade prá mulher em exigir ao homem um desempenho que a mão dela tem quando ela se masturba. Sendo assim, o homem acaba por interiorizar que, há falta de queixar da mulher, o seu desempenho ejaculatório precoce é aceitável e portanto, como todas nós sabemos como eles se gostam de acomodar, ACOMODAM-SE!!!
Em terceiro vem a completa desonestidade das mulheres em relação ao sexo. Usam-no como forma de obter mais-valias na relação e portanto todo o seu interesse como local des-ritualizado pra celebração emocional através do prazer ou obtenção pura d eprazer perde-se entre negociatas face à necessidade dela. É muito raro encontrar uma mulher ocm mais de 30 anos neste país a ter mais que 30% de orgasmos em todos os actos sexuais que practica com o namorado, e quase todas referem que é uma “alegria” ele atingir o orgasmo, pois diferenciam completamente o orgasmo do acto sexual, visto o orgasmo ser “demasiado” íntimo pra eles participarem dele. Nas adolescentes não se passa nada disto, visto os parceiros, normalmente mais velhos, sabendo da volatilidade destas parceiras, esforçam-se pra, através da qualidade do seu sexo mantê-las interessadas.
Esgotando assim a definição e os problemas que se me colocam como terapeuta e como profissional de saúde mental, irei no post seguinte abordar a questão como homem-com-apenas-amigas-como-mulheres, uma posição que me coloca na difícil tarefa de bater fortemente nos homens mesmo sendo um deles e batendo também nas mulheres porque passando muito tempo com elas já tenho o tique de criticá-las porque é o que fazem entre si looooooooooooooooool
Me aguardem... sentados de preferência...

O futuro aceita PIMPO!!! Respeito é bom mas GZZZZZZZZZZZZ é melhor

Writen as PIMPO


Vamos falar de dinheiro... GZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!!!!!!! do que é que um chulo precisa pra ser feliz? GZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ. Pois bem... a nossa fonte de rendimento são os clientes... e o nosso contacto com eles a puta... a puta é o pneu que nos liga À grande auto-estrada rumo aos milhões de euros que há pra ganhar. A puta é o sofá, o cliente o tecto, a puta e o cliente são bons velhos amigos que trabalham na mesma empresa, nós! O que é um chulo rico? A questão é relevante quando eu e os irmãos no chuledo falámos num bar de um hotel de 5 estrelas e organizámos as nossas intervenções, pois essas intervenções são escolhidas em termos de respeito. Um chulo respeitado é aquele que consegue apresentar num dado momento:

Ouro ( discretamente nos dias de hoje apresentado como objectos maciços e não como voltinhas e pulseiras)

Diamantes ( prós chulos que já saturaram o seu visual com a quantidade de ouro “elegante” permitida sem se cair no mau gosto)

Carro desportivo com potência superior a 300cv ( neste campeonato não são admitidos carros preparados, só carros com esta potência natural e das marcas Porsche, Ferrari, Bentley, Rolls Royce, Mercedes, BMW, AUDI, Maserati, Aston Martin, Maybach)

Mais de 20 meninas a trabalhar em silmultâneo em pelo menos 5 hotéis de 5 estrelas

Funcionamento neste meio há pelo menos 5 anos

Propriedades em todos os distritos onde opera, moradias ou penthouse, não são aceites espaços inferiores a T4.

Protecção de um dirigente respeitado de qualquer outro ramo de negócios “ilegal” ( normalmente jogo,tráfico de droga, tráfico de influÊncias ou contrabando)

Acessório mas desejável é o chulo ter experiÊncia internacional, ter trocado meninas com chulos respeitados no estrangeiro ou ter operado lá fora por determinado tempo.

Ou seja... a questão é complexa quando se fala de chulos profissionais e a hierarquia entre nós normalmente é colocada em termos do rendimento momentâneo. Os chulos portugueses de topo são pessoas reservadas e abertas ao mundo. Colaboramos com redes de tráfico estrangeiro precisamente pra dar condições de vida dignas a essas pobres almas que nos chegam maltratadas de Leste. Aliás... o meu Irmão Petx consegue nacionalizar 70% das suas meninas, o que mostra a forma cuidada como ele trata das suas Damas, e consegue uma colocação de 50% em hotéis por isso, como elas não vão acorrentadas prá suite pode-se dizer que as meninas estão satisfeitas... senão fugiam não era? Uma coisa que tenho pena, pois é um mundo que sempre me atraiu, é não haver um complemento cinematográfico ás nossas actividades. Em Las Vegas existe uma muito lucrativa plataforma giratória que faz com que milhares de meninas sejam colocadas, de forma muito lucrativa prós seus donos na industria pornográfica, o que é uma enorme vantagem prós chulos pra lidarem com as meninas, pois ao ganharem notoriedade, e se a estrutura for bem montada, a Dama que aparece no cinema pode enriquecer o seu chulo a níveis inauditos. Mas pronto... resta-me apenas sonhar com esse estatuto...
Em Portugal sou um pobre operário no mundo do putedo, vivo com o que me dão e não peço mais pois sou um remediado. Claro que alguns dizem que sou o chulo com mais classe do país, que practicamente habito nos hoteis onde trabalho e lembram a minha ficha limpa, sem escândalos, mesmo quando um ou outro paciente se exagera no tratamento à princesa, mesmo quando a polícia apanha o senhor com droga, mesmo quando há uma denúncia torpe de que se vai realizar uma orgia com prostitutas e os media arreganham os dentes... enfim... sou um pobre homem-de-mão, apesar de tudo o que dizem de mim ser verdade. Acho que a humildade fica-nos sempre bem, tanto respeito o meu irmão com 30 putas pretas no Algarve como a Signora Italiana de Milão que tem 300 meninas russas na região e quer-me disponbilizar duas pra eu depois ir negociar com o meu Irmão Petx. Sempre cabeça baixa como quem pede... que é pra nos darem sempre... sempre fui uma pessoa pouco deslumbrada com esta profissão. Vou conhecendo aquelas que serão daqui a semanas as minhas princesas, vou-lhes inflamando o espírito com a promessa de GZZZZZZZZZZZZZZ, vou-lhes dando a ganhar esse GZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e vou ganhando com elas, numa parceria desinteressada o que tenho a ganhar... sem desejos vãos de glória ou de que elas me agradeçam. Nessa paz tenho-me mantido afastado dos normais negócios secundários deste negócio: Droga e influências. Claro que por vezes o desejo da chantagem bate-nos À porta, especialmente quando sentimos que o cliente é cliente único, mas pessoas conhecidas sabem como nos mostrar a sua gratidão pelo nosso silêncio e não é raro o chulo ser presenteado à parte pela forma como a menina se manteve longe de quaisquer meios de comunicação. É aqui que o chulo se sente um verdadeiro anfitrião nos prazeres do mundo em relação ao cliente, possibilitando-lhe diversão sem qualquer negação de privacidade. E é assim que se arregimenta mais estrelato, mais conforto nos hotéis, mais putedo na praça, pois as putas puras de coração, boas de mamas e escrupulosas a ganhar o seu sabem onde devem ir ter pra maximizar o seu rendimento sem se preocuparem com manchas na sua reputação. Não esquecer que as putas querem sempre trabalhar longe do seu local de residência e nada melhor que um chulo localizado em todos os centros urbanos pra lhes fornecer esse dom. ( estou neste momento a combinar com várias futuras damas os cursos a que se canditarão pró ano pra ficarem perto do local de trabalho e longe da casa materna)

E pronto... espero ter dado uma facada naqueles que acham que o gosto pelo dinheiro do chulo o cega e somos apenas uns machistas chauvinistas que só pensam em destruir a vida a jovens mulheres...

Votos de bom chuledo prós Irmãos e muitos clientes prás Meninas


Segunda-feira, Junho 28, 2004

"Caldeirada machista" ou pra quando "A vinda da Cherna!"

Written as FREUD


Recentemente um machista qualquer usou do seu entrincheiramento na Ordem dos médicos pra defender quotas para homens no acesso a Medicina. Não sei se o filho deste bastardo ficou por entrar em medicina desonrando assim os pergaminhos da família, mas pra alguém licenciado nos Estados Unidos da América mete-me bastante impressão que uma hipótese tão absurda seja ainda meditativamente ponderada por alguém de tão elevada responsabilidade dentro da hierarquia hipocrateniana, mesmo que seja uma pessoa claramente com disfunções ao nível das funções cerebrais e com urgente necessidade de ser compulsivamente lobotomizada. Claro que isto parecem medidas drásticas mas o progresso civilizacional não se compadece destes mentecaptos. A luta das mulheres por uma igualdade tantas vezes menosprezada, o combate das mulheres pra obterem justiça pró seu trabalho, prá sua inteligência, prá sua produtividade e papéis emergentes na sociedade não se compadece com indivíduos desta índole. Mesmo hoje em dia, é com grande dificuldade que as mulheres tomam a iniciativa dentro das relações, muitas vezes o homem tomamdo todas as decisões face a saídas, face a casar ou não casar e muitas mulheres ainda acham que é apenas suas responsabildiade responder sim ou não. Claro que depois são as mulheres a acabarem grande parte dos namoros e grande parte dos casamentos, mesmo que no papel fique que foi de comum acordo ( muitas vezes os homens só cedem e têm este comportamento civilizado porque não querem que os juízes lhes cerceiem ainda mais os direitos de visita).
Ou seja... vamos ao verdadeiro problema. As mulheres revelam-se cada vez a base da sociedade, e isto está a afectar a longo prazo as elites. Se cada vez mais mulheres acabam os seus cursos nos lugares de topo, se cada vez mais mulheres ocupam cargos de direcção é NATURAL que mais cedo ou mais tarde as elites serão predominantemente femininas, como acontece hoje em dia nos países escandinavos. Ou seja, ao fim de 5000 anos de domínio de sociedade patriercais está-se a preparar o regresso das mulheres ao topo do domínio do mundo, um mundo onde habita o Homem ( expressão absolutamente sem sentido biológico dado que todos os embriões são mulheres, as alterações hormonais no útero é que tornam alguns desses embriões homens), onde o Homem faz as guerras, onde o Homem passa fome, mas estranhamente nunca são fotos de homens a mostrar a fome africana, são sempre mães... e mães com crianças no regaço. Quando queremos mostrar eficiência, quando queremos mostrar excelência lá está o homem de bata, o homem agarrado ao portátil no banco de classe executiva da Brithish Arways. E claro, os políticos são homens, claro, porque a política é um exercício de patrocínio geracional e enquanto as primeiras gerações políticas de mulheres não apadrinharem novas gerações então como gerar elementos políticos femininos? De reprar que os políticos do Governo de Guterres estavam ligados por laços de amizade, o que demonstra o facto de grande parte dos homens não terem amizades com mulheres, ou seja, daí que quando umcherne vá pró Governo não convida enguias, nem maragotas, nem sardinhas. Convida sim o colega de copos bacalhau, o atrevido congro, o excelente salmonete, o sabedor linguado e coisas assim...
Ou seja... o que assistimos neste momento é a uma última e final contra-revolução de poderes instalados, cilindrados a nível geracional e social, um estretor que se fará com maior ou menos eco, mas que não deixará de ficar marcado pela anedota, pela peixeirada : )

No Japão a situação é muito mais explosiva. A passagem das mulheres pró poder foi tão violenta que a própria sociedade apresenta sinais de cisão. Há 10 anos era com curiosidade que se via rapazes de saia, grupos de Aikodoshiros (miúdos-mulher) a fazerem raides de compras nos estabelecimentos comerciais de Tóquio ou Kawasaki. Hoje a viverem os seus casamentos, estes jovens deixam prá mulher todas as decisões possíveis e imaginárias e até já se vê mulheres estrangeiras a anunciarem a típica bebida escocesa tão apreciada no Império do Sol Nascente pois são as mulheres que escolhem e consomem em maior parte a bebida lá em casa. E nem o Imperador teve coragem pra se separar da sua mulher que lhe deu um herdeiro, como faria em tempos passados, quando ela entrou em depressão, tais as pressões da sociedade nipónica. No Japão as mulheres ocuparam de cima abaixo a quase exclusividade dos cargos empresarias não-herdáveis e estão a chegar ao topo da carreira médica ( neste momento surge pela primeira vez um movimento organizado de mulheres médicas que denunciam que a proibição da pílula só está em vigor por causa dos chorudos ganhos que muitos médicos fazem com clínicas semi-legais de abortos). Em Portugal ainda não vi surgir nenhum movimento desse tipo. Milhares de médicas todos os dias são coniventes com clínicas abortivas de colegas homens e mulheres. Mas pronto... tivemos a primeira mulher-corrupta, já é um começo. Bem haja Fátima Felgueiras pela tua originalidade :)

Então, como lidar com este movimento fortíssimo, em que as mulheres continuam a impor uma horrível igualdade aos homens?
Parece óbvio... os homens estão cada vez mais condenados a mudarem, e talvez isto seja a chave pró fim de todas as guerras, pois as mulheres estão a igualizarem-se aos homens mantendo-se iguais a elas próprias. À medida que executivos femininos tomam conta dos cargos de direcção no Canadá os níveis de absentismos diminuem, as taxas de consomo de alcool descem, os escândalos empresariais vão-se encolhendo... enfim... parece que a revolução afinal vai ser transmitida na televisão, e metade do auditório não está a gostar muito!

Quarta-feira, Junho 23, 2004

O chulo tb dá a puta a torcer

Esta semana está a correr bem mas não muito bem prá escrita. Como sabem gosto de dar aos meus textos um formato meditativo mas esta semana isso é de todo impossível. Estou assoberbado de trabalho e tive mesmo de fazer de motorista não só prás minhas melhores damas mas também pra outro vaquedo avulso que tive de recrutar à pressa. Claro que a pressa é inimiga de arranjar boas putas mas que posso eu fazer? De repente tenho um pane geral em todos os meus clientes e todos a pedirem miúdas portuguesas, portuguinhas, portuguese ladies e tudo o resto. O meu desprezo pelo Euro começa a revelar-se uma má opção estratégica. Mas se tenho de minorar a minha qualidade ao menos vou fazendo-o de forma mais ou menos calculada. Como se faz um recrutamento-relâmpago? Como se reconhece uma boa puta? A questão é complexa e nada a desprezar. Uma puta não é apenas uma rapariga com vontade de ganhar dinheiro e poucos escrúpulos morais. Como é certo e sabido uma puta é antes de mais uma fonte de rendimento altamente incerta pró chulo. Portanto... se temos de recrutar com pressa é natural que também a dispersão do rendimento seja maior, as mentiras em relação aos serviços também aumente, e o risco geral de a menina não agradar ao cliente por motivos comportamentais dispara, pois os tempos de estágio, treino, foda de teste e outras questões logísticas são mínimos. Sendo assim, como é que o chulo se pode precaver? Precisa de carne pra não perder a sua quota no hotel, mas não pode ser uma carne qualquer, uma carne foleira que depois vá dar origem a queixas que o cliente irá transmitir no próximo pedido. E não se esqueçam que me considero acima de tudo um colaborador do hotel, e não um parasita dele como muito chulos.
Bem... o primeiro grupo de recrutas pra este exército de putas portuguesas que tem de ser arregimentado são as putas dos outros chulos. Ora dado que o problema é precisamente a escassez de putedo nacional prás requisições e sendo eu o principal fornecedor de putedo nacional, cá está um problema que a comunicação inter-putal não pode resolver. Outro grupo que poderia trabalhar rapidamente são as putas independentes ou de chulos de periferia mas ambos os grupos são demasiado dados a comportamentos bizarros e a recusas de sexo anal ou sexo oral sem preservativo dada a baixa protecção médica e portanto regem-se pelo “ não fazer, não adoecer” e isto não é admissível com clientes estrangeiros ( aliás, engulo aqui as minhas palavras de que pró Euro só vinham famílias, é espantoso o nro de orgias que as minhas meninas têm feito pra homens sozinhos, nomeadamente novos-ricos de leste, por mim a Croácia, Letónia, Républica Checa e afins iam todos prós quartos de final). Portanto... a solução tem de ser o aliciamento em casas de alterne de meninas mais ou menos indeoendentes, extremamente agarradas ao dinheiro e que se deixam facilmente iludir com imagens da fortuna que poderão ganhar se fizerem uma mamada sem preservativo ou sexo anal ou sexo a 5. Claro que não falam uma ponta de inglês mas é mesmo isso que os clientes de Leste querem... uma mulher cuja única comunicação seja a mudança de posição ou a preparação pra receber umas golfadas nas mamas. E as meninas do alterne fazem. Normalmente são mães solteiras. Trabalham no alterne mas têm uma certa margem de liberdade em relação ao dono da casa, são educadas pois o cliente do alterne é normalmente homem já com alguma cultura se bem que normalmente construtor civil... estão habituadas a serem mandadas mas não têm nenhum contrato verbal ou escrito com o proprietário da casa. Claro que de certa forma me custa voltar a este meio, que sempre detestei, mesmo nos tempos em que me movia nele.
Chega-se ao bar, pede-se uma garrafa de champagne que traz 50% de água e custa 75E, as meninas estão juntas no balcão, algumas nem se dão ao trabalho de irem ás mesas, confiantes que os seus atributos os farão ir ter com elas à saída. Outras, porque recebem percentagem ( são as chamadas “da casa”) ou porque as da casa já lá foram e não conseguiram nada, dirigem-se ás mesas e metem conversa com os clientes, neste caso aqui o Pimpo e o seu associado. Convém ser rápido a expôr o que se quer, o putedo de alterne decide muito depressa com exposições simples de factos e é capaz de bloquear o pensamento com longas explicações. Assim, uma percentagem é acordada, combina-se um local pra apanha da puta ( na gíria da prostituição de luxo dizemos “ a sua doca”) que fique longe de grande complicações de trânsito e pronto... uma após outra e normalmente seguindo as linhas de amizade da primeira consegue-se angariar numa casa de putedo média 15 putas pra trabalharem em metade do horário de uma das nossas verdadeiras Damas. É importante esclarecer que as minhas meninas com estas putas não verão as suas vidas facilitadas. Além de fazerem os clientes habituais serão sempre “primeiras escolhas”, ou seja, terão que lidar com clientes exigentes independentemente da sua qualidade. Ou seja, os clientes fáceis, aqueles grupos de 3 ou 4 cheios de dinheiro e sem grande sentido gourmet é que vão levar com o putedo bera. Isto tem pra mim um interesse especial. Este putedo recebe menor percentagem, portanto metendo-as nos encontros mais lucrativos é óbvio que o chulo ganha mais. E pronto... tenho de admitir... o Euro convenceu-me!!!!!!!!!!!!!!! PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quarta-feira, Junho 16, 2004

Leonardo DaVinci, a Tia-Pai, o Falo na boca de São João e uma serpente que anda por aí ( e um terapeuta com uma fixação por analisar pinturas)

Written as FREUD

Recentemente um colega pediu-me pra revisitar o quadro de Leonardo Da Vinci “Santa Ana, a Virgem, o Menino e São João Menino”. É um regresso pois fiz um estudo muito extenso deste quadro nos meus tempos de estudante, reflectindo sobre o visionamento do Abutre que Freud sugeriu na sua palestra em 1910 sobre outro quadro: “ A Virgem, o Menino e Santa Ana). De facto, é evidente a construção de um abutre do canto superior direito da pintura, elemento perturbador num quadro idílico e bucólico. Mas a minha reflexão não foi tanto sobre esse elemento mas sobre o olhar de Santa Ana e parti pra uma reflexão que citando o mesmo elemento biográfico da vida de Leonardo ( o facto de ser bastardo) se desenrolava noutro sentido explicativo do quadro ( o olhar perturbador e carregado de Santa Ana e a colocação das mãos de Maria sobre os genitais do Menino.
A premissa é simples: Santa Ana apercebendo-se do estímulo genital a Jesus por parte de Maria censura-a e corrige-a no papel de mãe, e é o filho dela que parece ter uma postura adulta, fruto de uma educação cuidada. Afastei-me assim do movimento clássico que usa esta imagética em tratados sobre homossexualidade pra mais perto da realidade familiar. Santa Ana é o Pai, e ele faz uma educação cuidada dos seus filhos, e Maria é a mãe, que quase deixa cair o menino e o castra pela sua omnipresença. O facto de o meu humilde estudo ainda hoje ser tão citado internacionalmente mostra a minha originalidade mas não a minha prossecução neste tema. De facto reflecti postumamente muitas vezes e das formas mais variadas sobre esta obra de arte. Em particualar, na ausência de S. João da pintura final. Será que morreu? Será que entretanto o falecimento do filho querido ao Pai fez com que ele tivesse uma candura anormal pra com o seu filho bastardo? Em ambas as pinturas a proximidade entre as duas personagens femininas é exasperante e rompe completamente com a distribuição figurativa da época. Na pintura final também é claro que Maria está sentada em cima de Santa Ana. Ora isto era muito comum na época, existem outros vários quadros de época, como os de Giotto, em que este elementos se cruzam mas em nenhum outro como neste quadro a intensidade final é tão vibrante. Maria já não toca e amachuca os genitais do Menino, e prepara-se pra o tomar no colo, ao contrário da pintura preparatória em que parece se preparar pra o abandonar. Além disso o Menino parece ter-se apoderado do Carneiro de São João, tendo este saído de cena, e o lado direito do quadro é o mais escuro, como que se João fosse “apagado da imagem”. Mas procurando bastante em numerosa biografia da época de Leonardo concluo que o filho mais velho de um dos nobres apontados como seu pai, o Conde de Ricci, se perdeu numa caçada no ano de 1506. Dada a data dos desenhos e a data do quadro final parece evidente a ligação entre a floresta, o desaparecimento de São João, a proximidade mais intensa entre Santa Ana e Maria ( de consolo talvez) e a clara fixação do olhar do Menino nos progenitores e não no seu irmão rival. Além disso, o olhar de Santa Ana no primeiro quadro revela uma clara atracção sexual por Maria, mostrando-se Santa Ana desdenhosa em segurar a criança e desejando Maria, mostrando a sua recusa em aceitar o Menino-Leonardo. Alías, a maõ improvisada pelo pintor aponta pró alto, chamando talvez a atenção pró facto de existir uma ligação fundida na Igreja que a impede de ter esse gesto com a criança ( falo obviamente do casamento que o Conde tinha). Além disso confundido com o aparente sinal de benção de Jesus a João está uma tentativa de Leonardo de tocar o Pai, uma tentativa que ele frustra afastando o seu braço. Em ambos os quadros sob os corpos fundidos das duas mulheres sao um elemento serpentino, elemento agudizado pelo facto de no primeiro caso o elemento serpentino estar em relevo ( devia portanto ser mais bem definindo) e no segundo caso estar na sombra ( em todos os quadros de Leonardo há um enorme cuidado no desenho dos pés quando eles são representados. De facto, esta serpente que sai em ambos os casos de dentro das mulheres foi representado como o pecado que era expiado mas pra mim parece evidente que o facto de o ponto de partida serem as próprias mãe e tia do Todo-Poderoso prá erupção da serpente reflecte o caráter ilegitimo da relação em que eles estavam envolvidos, os pais de Leonardo. No quadro com João há uma mão que segura o torso do Menino. Essa mão corresponde à posição inicial de Santa Ana, mas depois foi corrigida prá de Maria e está anomicamente incorrecta em relação à Virgem. Talvez tenha sido uma forma de chamar a atenção de Leonardo prá falta de apoio que teve na sua vida, pois o corpo do menino sem essa mão torta cairia mas a posição em que ele está a ser seguro não é nada confortável. Além disso, e este elemento só muito recentemente foi salientado ( Herkes, 2003), o braço incompleto de Jesus virado pra São João assemelha-se a um falo, num gesto de transferência de líbido, e aqui se justificaria a tal homossexualidade de Leonardo. Estou muito inclinado a aceitar esta perspectiva, principalmente por causa da dificuldade em Leonardo em falar de si próprio. Ainda uma última reflexão, esta de origem artística: o cuidado em salientar o pescoço de Maria como forma de reafirmar a sua feminilidade e a negação de um pescoço a Santa Ana em ambas as pinturas é evidente e os seus braços são muito mais grossos que os de Maria, realçando assim o desejo de separação dos elementos sexuais mariano e aniano. Mas isto sou só eu a falar ; )





Estou a divulgar isto em primeira mão neste blogue e espero seja do vosso interesse ; )

Com ou sem Euro, o produto nacional vence lá fora...

Writen as PIMPO


Aí está o Euro. Sempre fui cínico em relação a este acontecimento e é com particular prazer que noto as dificuldades de todos os que investiram nele em recuperarem o seu capital. Apostados nos gostos anglo-saxões e germânicos por putedo brasileiro e moldavo os meus irmãos encheram-se dessas meninas, muito prá além do que aconselharia o bom-senso. E quem é que ganha com isso, quem é? O irmão PIMPO que vos escreve estas linhas. Vejam bem que o putedo é uma questão sensível de abordar numa perspectiva internacional. Não só os gostos são diferentes de país pra país como os próprios clientes variam esses mesmos gostos nas suas viagem de lazer, quer façam turismo normal, sexual, ou neste caso, desportivo. Além disso, o turismo futebolístico não é um turismo de elites, mesmo que os países de onde eles venham sejam ricos. Apenas uma pequeníssima franja das falanges de apoio ás equipas do Euro estão alojados em hotéis de 5 estrelas e a maior parte veio com as famílias. Um homem de um país evoluído socialmente não diz à mulher que a vai deixar em casa enquanto vai acompanhar a equipa nacional, pra mais em países em que não é perigo prás mulheres e crianças irem a um estádio. Ou seja, pra um chulo de luxo este Europeu só vale mesmo pelo fornecimento de putedo aos jogadores a ocuparem os seus tempos livres, e esses contam com o apoio de unidades do seu país de origem deslocadas pró efeito ao nosso Jardim que previnem escândalos com empregados pagos por jornalistas a peso de ouro por trivia diversa. Ou seja, é preciso que eles de alguma forma adquiram o nosso contacto e confiem que não é uma partida, uma jogada, ou um serviço de menos qualidade. Exemplo disso é uma selecção que perdeu por mais de 4 golos recentemente. No fim desta derrota contacta-me o meu irmão na paz Hiavnevzki a precisar urgentemente de 5 vacas, dê por onde der, pois todas as meninas dele estão requisitadas e há pedido de mais 5 pra aquecer ainda mais os corações dos pobres jogadores de Leste. Combina-se um preço intermédio entre o arbitrário e o exorbitante, escolho 5 meninas com look de Leste, meto-as no carro e assim entro em contacto com a dita selecção. Por mais breve que seja o contacto desta selecção com o solo português, ter tido vaquinhas a trabalhar com estruturas estrangeiras é sempre bom pra um chulo como eu. Contactos podem significar permutas, trocas, negócio e isto tudo à custa de ter de suportar o meu amigo a injectar-se enquanto me explica como bater numa puta sem a deixar marcada pró cliente. Considero-me um defensor do produto nacional e portanto um exportador. Uso de todos os meus contactos pra colocar meninas portuguesas na arena fodilhística interncional daí que é fácil que um qualquer chulo a acompanhar uma banda ou uma equipa estrangeira tenha alguma noção de que chegados a estas bandas têm de levar com o PIMPO. O envio de uma Dama pra um país estrangeiro desenvolvido é motivo de vitalidade prá imagem do chulo no estrangeiro. Assim, ele é contactado por clientes do chulo no país de origem como forma de manter um equilíbrio na qualidade da companhia feminina pois poupo-lhe o treino e a angariação, momento sempre difícil e que, quanto a mim, destingue um bom chulo de um mero explorador de mulehres. Além disso, a diversificação das meninas mostra aos outros chulos que estámos dotados de capacidade pra, lidando com a diferença, unificar-mos todas as meninas num produto que sempre uniforme não deixa de ter imensa qualidade. Ora esta qualidade de serviço e acatamento de ordens e instruções, que não depende de a menina ser passiva e estúpida, é extremamente difícil de atingir, nomeadamente quando se lida com um mercado tão exigente como o dos clientes de luxo e com meninas tão novas como são as de 18. Mas vejam bem: uma chamada de um jovem colega de Houston no Texas pedindo 6 meninas pra acompanhar o herdeiro de uma fortuna de petróleo pode significar metade do rendimento do chulo nesse mês, um Porsche novo na garagem, uma casa nova perto do mar, e um local pra onde enviar meninas profissionais a peso de ouro. A questão das transferências é muito importante pra um chulo internacionalista. Tentem compreender: produto de qualidade é sempre raro em qualquer país do mundo, seja Portugal ou a Costa do Marfim.
Recentemente envolvi-me numa transferência pra um país do Médio Oriente de um casal de irmãs gémeas. Idênticas e igualmente atrevidas, tinham feito as delícias de um conjunto de técnicos que, completamente loucos, as tinham levado a passar algum tempo ao Principado do Brunem. Lá elas entraram em contacto com um dos grande chulos da região, um irmão americano com quem chulei em Londres, Jack Zeffery. Deliciado com o á-vontade das jovens, Jack teve uma atenção rara nestes dias de capitalismo selvagem. Entrou em contacto comigo e disse se podia “fazer a cabeça” ás meninas. Não que ele não tenha tentado pelos seus próprios meios mas não conseguindo não desistiu por se aperceber que ia ter de pagar mais pelas meninas. Como qualquer chulo moderno, o que interessa é quanto se vai ganhar, não tem valor o preço que se paga por ter a menina, mas deve-se tê-la satisfeita e perfeitamente convencida de estar satisfeita. Uma questão profunda que, no meu parecer e experiência pode significar o dobro do tempo de trabalho connosco por parte da menina, o que pode significar nas meninas e ladies de topo qualquer coisa como 150.000 euros de lucro. Assim, o contacto do Jack pareceu-me acima de tudo uma demonstração de natural interesse e respeito pelas minhas meninas. Não as pressionou, foi simpático, obteve o contacto do chulo delas e contactou-me com propostas concretas. No caso, 100.000 por cada menina. Sendo o mundo putal um mundo volátil, devem considerar esta oferta principesca, porque a qualquer momento uma menina pode ser magoada por um cliente e deixar de exercer, pode mudar de ideias quanto a estar sob a alçada do chulo, pode apaixonar-se ou um cliente apaixonar-se por ela e com uma queca por dia ela mesmo não gostando dele ganhar muito mais dinheiro ou qualquer outro dos imensos escolhos que tornam a relação contratual tão curta. Portanto, a oferta era irrecusável e portanto pus todos os meus dons encantatórios ao serviço do brother JaxZax. Mas lá está, um chulo não tem garantias legais sobre as suas meninas, não existe contrato de trabalho, portanto, apesar de ninguém parecer perceber isso, nós somos a parte fraca de uma relação prostituta-chulo. Nós é que perdemos a menina, ela simplesmente vai trabalhar pra outro lado, e nós dependemos de questões tão frágeis como a boa-vontade da menina em entregar-nos parte dos lucros como forma de garantir o nosso rendimento. Enfim... mas voltando ás gémeas. Desloquei-me à cidade, conversei com as meninas, garanti-lhes regresso totalmente livre de encargos, mostrei a minha amistosidade pra com Jack e como da noite pró dia e depois de nessa noite comprovar a qualidade dos tacos de mulher do meu irmão que me foram entregues como sinal de hospitalidade lá as deixei felizes da vida. De salientar que é comum entre chulos esta hospitalidade. Mais do que mostrar-lhe a cidade, deve-se mostrar o putedo. Uma boa puta vale por 1000 viagens a pontos históricos de uma cidade. A forma como mama na verga, a forma como engole esperma, de um gole só ou em leves chupadelas. A dificuldade em fazer anal, a forma como nos gaba a verga, a nossa forma de fazer sexo, os gemidos se são verdadeiros ou falsos... uma meditação que me levará ao próximo post.
E lá voltei com, com menos 2 funcionárias e 200.000 no fundo falso da mala.

Terça-feira, Junho 08, 2004

O fétiche, o pénis, a falta dele e como as mulheres já não são quem eram no tempo de Freud

Written as FREUD



“Organisation particuliére du désir sexuel, ou libido, telle que la satisfaction complete ne peut pas être atteine sans la presence et l’usage d’un object determine, le fétiche, que la psychanalyse reconnâit comme substut do pénis manquant de la mere, ou encore comme significant phallique…”

A. Binet



Um amigo meu insiste que tenho um fetiche por mamas grandes. Pensando bem na minha vida sexual, as parceiras das últimas semanas eram bastante avantajadas mas aquela com quem comecei um relacionamento de características mais monogámicas tem uma linha assustadoramente esbelta. E não é que tenha feito nenhuma escolha particulamente decidida por ela. O nosso encontro foi tão violento e tão súbito que é quase impossível imaginar que tivesse existido qualquer interesse entre nós que não fosse o prazer de partilharmos os mesmos espaços e vivermos dentro do espírito um do outro... enfim...
O fetichismo tem uma susceptibilidade tremenda que é o facto de tentar compensar uma qualquer ausência evocada directamente por uma qualquer impotência. Aquilo que é fétiche é também fraqueza, porque expõe a líbido da pessoa a um elemento que, quando não é aceite pelo parceiro pode susceptibilizar imenso a vida do indivíduo. Se o parceiro não aceita que lhe chupem os dedos dos pés ou os sapatos ou que lhe cheirem os sapatos então o indivíduo entra em desiquilibrio emocional, que era mantido por esse tímido desejo. Classicamente temos a ideia de que as pessoas desejam os genitais. Eles são os elementos reprodutores, no homem são o único elemento erógeno e nas mulheres só temos além deles os peitos. Então porque o desvio pra ritualizações excitativas com outras partes do corpo sem qualquer utilidade sexual? Em mim, assim como em A. Binet nos anos 30 tenho a convicção de que ao nos desviarmos da sexualidade entrámos num domínio da não satisfação sexual e portanto eliminam-se as necessidades de corresponder a um desempenho. Normalmente o fetichista reduz-se à masturbação enquanto executa o elemento-fetiche. O seu desempenho depende apenas do seu prazer e não do outro ( duvido que haja muitos parceiros fetichista a desejar receber massagens nos pés ou que lhes lambam os sapatos) e assim eliminando esta tensão o fetichista pode-se concentrar apenas no seu desempenho. Vejam bem que o fetichismo é uma tendência extremamente moderna e só muito muito muito recentemente surgiram os fetichismos actuais ( no final do sec XIX pra ser mais concreto) com as motivaçõe smodernas. Anteriormente, os fetichismos eram elemantos desviantes no sentido em que o acto sexual poderia ter consequências graves em relações adúlteras e portanto era necessário existir uma colmatação destas com elementos díspares. Além disso, a ausência do orgasmo feminino ou sua diabolização faziam com que o fetichismo fosse mais interessante para as mulheres como forma de se superiorizarem momentaneamente aos homens, de os ver por momentos passivos, sendo que o fetichismo foi até essa altura associado ao masoquismo, mas estando o elemento doloroso ausente. A falta de desempenho sexual dos fetichisas modernos mostra-nos que é muito complicado associar elementos do passado com o presente das motivações.
Outra questão é a necessidade de exteriorização da actividade fetichista. Os fetichistas modernos gostam de se travestir no elemento que tem o fétiche, normalmente em roupas de tipo sado-maso. Ou seja, a encarnação de outra personagem em vez da assumpção plena do seu desejo mostra a auto-culpabilizaçao que emana, o desejo reprimido que encontra na roupa uma forma de auto-identificação e auto-punição ao mesmo tempo... Payne definia muito claramente o fétichismo como uma forma de prevenção de uma verdadeira perversão, mostrando que as crianças, ao fazerem associação de Mau/bom nos objectos que as rodeiam exibiam a incapacidade de féichar as sua relações de carácter fálico e portanto o valor do fétichismo era mais como valor preventivo. Mas olhando de relance prós estudos recentes de Dryer e Marks Ollen os fetichistas adultos são pessoas extremamente tímidas, iniciaram tarde a sua vida sexual, sofrem de uma baixa auto-estima ou de deformações físicas auto-impostas tais como a obesidade e não conseguem evitar a ejaculação precoce. Ou seja, o fétichismo como elemento sexual é univocamente associado aos homens, e as mulheres muitas vezes justificam a sua participação nestas invocações por “amor” ou para agradar ao parceiro, mas sem verdadeira satisfação sexual. O próprio facto de os fetichistas não desejarem assumir-se na sua “pele” como fetichistas e só sentirem desejo de prácticas fetichistas com as roupas próprias nas ocasiões em que pretendem comsumar o fétcihe em si mostra a dificuldade em assumir a necessidade-fétiche fora de um contexto de expurgação do mal...
Outra questão é que o fetichismo descontrolado parecia nos tempos de Dreud apanágio das mulheres e não dos homens. Freud deixou, no volume 4 das suas notas várias referências a casos de fétiches em mulheres que hoje em dia associámos quase inteiramente aos homens, como o fétiche de cheirar e lamber e massajar pés. Esta reversão desde o início do Sec XX e o início do Sec XXI mostra como evoluiram as necessidades sexuais e os confrontos de pressão sobre a performance entre os sexos. Hoje em dia é o homem que está a sofrer com esta constante pressão da mulher pra obter o orgasmo, mas é sobre orgasmo que versa o próximo texto portanto não me vou alongar muito sobre ele... digámos apenas que Freud referia o desejo que a mulher tinha de que lhe lambessem os pés como forma de compensar o pénis ausente mas hoje em dia, em tempo de maior liberdade e igualdade, é surpreendente que a mulher já não sinta falta deste orgão-fantasma. E cada vez mais jovens as mulheres começam a masturbarem-se e a desejar dos seus parceiros mais e mais orgasmos, iguais aos que sentem precisamente quando se masturbam... e eles claro... vão-se sentindo mais e mais impotentes pra fazer valer as suas vontades, os seus desejos... as suas tendências... e assim com este desvio tentam repescar um pouco daquele pénis perdido quando as mulheres passaram a ser iguais e até rivais dos homens. Assumindo que lhes falta o “membro” social passam para a perspectiva de “escravos”, que atinge o seu apogeu com o masoquismo, em que a mulher provoca dor física e privações várias no seu corpo e mente.
Quanto ao meu fétiche, ele sem dúvida quem vem de um associação de peito grande-inteligência superior que cultivei até aos dias de hoje. As mulheres mais inteligentes que conheço têm o peito grande portanto foi com naturalidade que esta associação associada a um desejo crescente de conhecimento fez com que me atraisse com muita maior frequência por mulheres com essa característica mas sem descuidar o elemento sexual. Continuo a adorar fazer sexo com elas, especialmente sexo anal e que me façam oral com afundanço portanto não houve um qualquer desvio nos elementos de satisfação associados. Mas gosto de sentir um bom par de mamas na boca, e nas mãos já agora, de puxar o leite ao mamilo e de o chupar, numa fantasia que partilho com 99.99999% dos homens e cuja explicação dispensa aprofundamentos ; )

PimPolítico

Writen as PIMPO

Outro dia ouvi uma troca de insultos ao longo de um dia de campanha eleitoral e, numa noite à volta de 50grs de cocaína disparei o assunto entre os meus pares: “ A política diz-vos alguma coisa?”. Vejam bem... não estava a dizer se o extra pago pela discrição por um político pra gozar dos prazeres da carne com uma vaquinha compensava o trabalho que depois dá convencer a menina a não ir aos jornais, incluindo em alguns irmãos dar-lhes porrada violentamente. Referia-me mesmo aos políticos e à forma como eles operam na sociedade. Será que política e chuledo estão ligadas por teias invisíveis? Será que a actividade de arranjar votos prá eleição se compara a um canto de sereia tal como o que nós temos de aplicar na gaja antes de a pôr a render e entregar aos clientes, tal como o político entrega a quem lhe deu o dinheiro prá campanha os favores pretendidos. Aqui há uma questão muito susceptível que tem a ver com realismo que é o facto de a puta saber o que se está a passar. Ela, mesmo sob o convencimento do dinheiro sabe que se trata de um negócio e o chulo vai abarcar grande parte do lucro, mantendo-se a operar muito depois dela partir do seu mundo. O eleitor não tem conhecimento concreto do cliente, não sabe quanto vai receber por acreditar no político e acaba por ser fodido na mesma, mas ao contrário da menina não o sente na pele. Estas questões suscitam-me a antiga reflexão de que nós, os chulos, somos uma casta moral superior e que o nosso interesse está para além das confusões diárias e mundanas dos restantes seres humanas...
Outra questão fundamental é o facto de os políticos sucederem-se e revezarem-se no reinado do putedo eleitoral. Ora um chulo que aceita a vaca de outrém é pra ele ganhar dinheiro na mesma, mas é porque a vaca trabalha bem e merece receber mais. Ou seja, no mundo do putedo há objectivamente melhores e piores chulos. Há aqueles incapazes de fazer mais que 1000€ sem os gastar logo na droga, há os que aparentam nobreza mas trabalham em motéis e foleirada anexa e depois existem os lords que dizem respeito ao gajedo de luxo e habitam pelos corredores dos melhores hotéis do país. Ora a puta sabe à partida que mudando ao longo deste esquema está a entrar em reinos cada vez mais lucrativos e a sua polidez terá de ser aprumada ( é do vosso conhecimento que poucas das minhas meninas são deste tipo e que as arrebanho directamente nos liceus mas falo da classe em geral). Ora com os políticos não existem estas matizes. Políticos diferentes não conduzem o povo a melhorias significativas da sua vida logo o que se pode concluir é que os políticos são chulos de baixo calibre, com boas capacidade pra juntar carne mas muito pouco jeito pra pô-la a render. Assim, e anuncio isto aqui pela primeira vez, os chulos deveriam ser candidatos naturais a cargos políticos. Estámos habituados a gerir orçamentos, lidámos diariamente com diversas dificuldades logísticas, correspondemos aos desejos das nossas meninas e sabemos que muitas das coisas neste mundo não são imediatas e temos de ser esforçados trabalhadores para as alcançar. Algumas medidas emblemáticas seriam por exemplo a redução do imposto automóvel sobre veículos de alta cilindrada, o fim do imposto de sisa sobre grandes propriedades e moradias, a regulamentação da compra e venda de meninas ( pode-se comprar um grande jogador estrangeiro mas não se pode adquirir com garantias legais uma prostituta de luxo estrangeira), a diminuição dos custos das passagens aéreas ( possibilitando assim o envio de meninas de Lisboa pró Porto ou pra Faro sem os brutais custos e demores do transporte automóvel permitindo assim centralizar o serviço de calling). Parecem medidas ego-cêntricas em sem qualquer utilidade pró país em geral mas só de aplicação em relação aos mercadores de bifes de cona mas isso é falso. Imaginem a alegria que um director de uma empresa teria em ver chegar rapidamente e sem demoras a menina que ele pediu pra seu serviço, e ela vir sem o cansaço de 2 horas numa autoestrada. Ou então o bom que seria se um chulo não tivesse que gastar tanto em imposto automóvel pra adquirir os carros que tem na garagem, seria capaz de fazer um reinvestimento muito maior do capital ganho com as princesas.
Outra questão central da política é que o político tem um Programa de Governo. Ora é sabido que mal toma conta da puta-eleitorado a primeira coisa que o político faz é dizer que afinal aquele programa não é válido por gestão gravosa do chulo anterior. Ora aí as duas profissões tocam-se. Sabemos que aquela menina trabalhava no hotel Tal mas metendo-a a fazer serviço aí dizemos que certos comportamentos dela não agradaram ao cliente, ou fazemos um “cliente-bufo”. Alguém que à miníma falta de profisisonalismo da menina se recusa a pagar e depois passamos-lhe um sermão a dizer “ Foi pra isto que te fui buscar ao Tone? É esta merda que eu vou ter de aturar agora todos os dias é?” E pronto... qualquer ideia que a vaca tenha de melhoria pela transferência de poder desvanece-se... Assim o eleitor fica a saber pela boca do político que os clientes estão insatisfeitos ( e de facto estavam porque senão não despachavam do outro chulo que lá estava) e terão que ser feitos re-ajustes pra que o negócio continue a rolar como rolava antes. Claro que o político, tal como o chulo, não tem de se responsabilizar pelo que o outro asno fez, por ter metido a fufy nos hotéis errados e ter-lhe ensinado os modos humanos. Portanto é com o corpo que a vaca vai ter de equilibrar as coisas e nós, bem... nós lá estámos pra dar apoio e pra receber o dinheiro, desde que a necessidade de apoio seja pouca e o dinheiro seja muito. Vejam bem... já um político foi trabalhar pra algum sector da economia pró melhorar? Do tipo, “ os cereais do país são todos comprados no estrangeiro, vamos fazer uma empresa que vai fazer os melhores cereais do mundo e vamos dinamizar esse sector”? CLARO QUE NÃO. Tal como nós Pimpos, os nossos irmãos políticos estão ali pra dar apoio logístico, pra fazer com que as coisas aconteçam sem problemas, equilibrando as necessidades dos clientes com as necessidades das vacas em causa, não somos responsáveis pelo que acontece quando os dois se metem num quarto de hotel.
Algumas diferenças que saltam à vista é o facto de a profissão de político ser muito mais mediática. Eu também se tivesse de comunicar com 9 milhões de damas não podia tar a ligar pró telemóvel de cada uma, mais me valia ir à televisão e dizer “ Pitas, toca a ir trabalhar, cá está o mapa de quecas prá tarde e prá noite e as que estão de sobreaviso pra segundas escolhas.” Mas lá está... o políico é um chulo com falta de confiança e com pouca qualidade. Ele sabe que a vaca não está a ganhar muito com o chuledo dele e tem de estar constantemente a mostrar-lhe as vantagens do seu magistério. Ela não vê o dinheiro por isso é preciso ter projectos, livros brancos, comissões de sábios, grupos de pesquisa, sistemas de avaliação, comissões políticas, comissões parlamentares... enfim... é preciso mostrar que se está a fazer qualquer coisa, porque assim a vaca talvez nem repare que nada está acontecer, não está a ser chulada, se calhar ela presa no seu dia-a-dia nem se apercebe que o chulo lhe vai À carteira e lhe chupa as hipóteses de ter uma melhoria efectiva de vida.
Outra diferença gigantesca é o facto de os políticos se especializarem não pela qualidade d carne mas por regiões geográficas e partilharem as damas uns com os outros. Os chulos do Parlamento mandam nas damas de todo o país, mas estas são proximamente mantidas sob trela pelos chulos locais da Câmara Municipal. O que interessa é que o dinheiro corre e há pra todos, por isso daqui do terraço da suite do Hotel mando um abraço pra esses meus amigos agora envolvidos em campanha de arrebanhamento de pito. Pra todos vós um abraço fraternal...

Quarta-feira, Junho 02, 2004

Você sofre de Alexitimia? Ou sou eu que tenho falta de jeito pra o convencer a falar? Vitimização do terapeuta e sublevação dos McPacientes inertes...

Written as FREUD


Num tempo demasiado rápido pra ter verdadeiros e impolutos ídolos e verdadeiros e sequazes demónios, em que tudo corre tão depressa e somos levados a ajuizar sobre tantas situações um pouco por todo o espectro da sociedade é difícil fazermos uma avaliação dos nossos próprios sentimentos. Esta constante exteriorização de sentimentos à qual somos todos levados por uma sociedade hiper-realista, em que ninguém quer o encenado, o virtual, o irrealista, a mentira, deixa-nos muitas vezes sem margem pra pensarmos sobre a nossa própria imagética e estruturação. Ou seja, falando de uma forma um pouco mais correcta e simples, temos dificuldade em parar pra pensarmos nos nossos próprios sentimentos, razões, “porquês de ser assim”. Assim, não é difícil perceber que cada vez mais no consultório me digam “passou-se assim” “ foi assim” e que depois do assim, da história contada em bruto, como realização externa de um guião que não foi escrito por si a pessoa se cale e espere que eu entenda o sub-roteiro escondido, o plot secreto da história que para a pessoa parece ser tão misterioso como pra qualquer outro elemento assistente à história. Ora esta dificuldade em deixar transparecer pró exterior os motivos das suas acções tem na psicologia o nome de Alexitimia. Normalmente era um termo usado pra definir momentos de ausência de mentalização sobre acontecimentos traumáticos mas com o aumento significativo de indivíduos sem capacidade auto-reflexiva a Alexitimização de muitas outras situações de relação terapeutica foi inevitável. Outro motivo prá Alex ( Chamemos-lhe assim por respeito ao descanso das minhas mãos e do vosso cérebro) é a anorexia mental, um problema que designa a pobreza extrema nos estímulos dos indíviduos que portanto têm dificuldade em encontrar as palavras pra se definirem. Ora aqui temos um problema sério, muito sério mesmo, que é nós vivermos numa sociedade em que o que acontece é o sobre-estímulo do indivíduo e não a sua nimfubilização ( ausência de entrada de informação que se traduz numa falta generalizada de capacidade de expressão). Sendo assim, e dado que conseguimos falar de tudo o que apreendemos do exterior e portanto a nossa capacidade retentora está mais que assegurada o que se passará nas salas de terapia deste mundo, de casais ou outras, pra cada vez mais termos de adivinhar o que se passa na cabeça dos pacientes, termos de usar mais e mais parábolas pra que eles digam “ é isso mesmo”?
Pra ser sincero, não acredito muito nesta teoria de alastramento da Alex. Sou um pessimista moderado e portanto acho que o paciente se faz estas coisas é porque está habituado a consumir tudo À sua volta de forma passiva, fazendo julgamentos superficiais e na nossa presença junta-se a dificuldade em se expôr com o facto de estar a pagar e portanto “ o gajo que faça o trabalho dele e me diga o que tenho”. Esta medicinização da psicologia, em que uma pessoa é auscultada, faz-se uns exames e “ vai à faca” é também muito culpa dos próprios profissionais, que rapidamente mandam pessoas menos “felizes” pra um psiquiatra pra lhes dar uns docinhos e elas andarem felizes da vida. Portanto, quando o casal se senta à minha frente espera mais Zandinga e menos Freud de mim, espera que por uns supostos fios inter-cósmicos eu conclua que a líbido deles caiu depois de um acto sexual mal sucedido que ele não conseguiu atravessar pró outro lado, por um excessivo intrometimento da mãe dele na vida deles, que eles nunca falaram sobre casar e que a ideia foi do grupo de amigos e portanto acusam-se mutuamento de terem dado esse passo sem que de facto a culpa seja mesmo deles.
Isto acontece com demasiada frequência pra ser resultado esporádico do movimento social. Julgo que se um casal tem problemas deve primeiro perceber porque é que eles apareceram e depois procurar motivações complexas pra eles e meterem em causa todo o namoro e casamento. Será preciso no futuro que os casais falem mais sobre si próprios sem ser em sessões de auto-adulação por comparação cínica com outros casais “ olha, o Zé e a Paty separaram-se... ela sempre foi uma insatisfeita, claro que mais cedo ou mais tarde ia arranjar outro, mas eu era incapaz de te deixar amorzinho”. Se isto não acontece é porque muito provavelmente ambos estão à espera que passe. Este conceito, ainda pouco estudado na terapia de casais, centra-se no período de tempo em que o casal não se agride mas em que reduz bastante a comunicação. É um mecanismo extremamente eficaz pois ao reduzir a tensão permite que ambos ganhem consciência que o “outro” ainda me respeita, respeita o meu espaço de pessoa ofendida e que precisa de descanso espiritual. Mas infelizmente quando as situações não são esclarecidas e as pessoas se perguntam porque é que estava ali aquela bomba escondida está-se a dar ao tempo, que é um terrorista insistente e militante, hipótese pra fazer outro atentado, outro e mais outro, e em cada atentado os tempos de “acalmia” vão sendo cada vez maiores, e a comunicação começa a ser um fardo, quer pela hipersensibilidade desenvolvida, quer pela ausência de referências passadas próximas que “aqueçam” a memória que se tem do conjugue. Assim, é muito complicado pra mim ir mexer no passado, porque ao fazer isso, ao regredir sem noção de quando aconteceram essas explosões dilacerantes na confiança que um e outro membro do casal tinham um no outro posso estar a ir mexer num campo minado do qual nem eu mesmo me apercebo.
Portanto gosto de ver como estão as coisas no presente. Quais as capacidades ainda intactas, ou como lhe costumo chamar, o “estado da ruína”. Tb perceber se existiu algum precedente particularmente violento que os tivesse trazido até mim. Como vêem, isto tem muito pouco de analista e muito mais de analista, porque pelo meio disto é muito difícil conseguir que as pessoas falem de si e da sua situação sem dor e repulsa. Como referi no início deste texto é difícil perceber como é que alguém chegou onde está sem que a pessoa nos conte os passos e porque é que o passos foram dados nessa direcção e não noutra. Porque pra perceber o mecanismo de qualquer máquina não basta ver o seu funcionamento em conjunto. E não posso ir isolar eu a realidade das pessoas do sua própria motivação, dizer que porque normalmente as pessoas fazem isto sob pressão daquilo esta pessoa é mesmo um caso desses e não outro qualquer. Até porque repetir os elementos que a teoria preconiza pra esta ou aquela emoção é quase impossível de pessoa pra pessoa. Portanto é natural que eu repare ao fim destes anos de exercício que as pessoas se contentam com soluções mais ou menos generalizadas, porque escolhem, lá está, a tal escolha efectiva e não o resultado de uma pressão da “sociedade” em não transmitir tudo o que as motivou mas em aceitar certos conjuntos de soluções que vou atirando pró ar no escuro em que por vezes me enocontro sobre as próprias pessoas. Nesta complexidade muito pouco elementar não é excessivo diversificar elementos conjugativos, em particular a dificuldade em assumir um cenário único como motivador. Claro que lá está... pela alternativização de cenários vou percebendo o que as pessoas estão a aceitar pela sua expressividade, pela sua afirmação ou rejeição invectiva e expurgadora ( dizem que não, que não são assim, mas fazem-no com uma repugnância demasiado próxima da preocupação pra não captarmos a sua dificuldade em esconder o “eu” conjugado no plural do “outro”). Ora isto faz com que eu desça do meu pedestal assertivo. Já não sou a pessoa que sabe tudo mas alguém que foi construindo hipóteses, falhando copiosamente até em certas expressões e certos cenários. E tento perceber que de certa forma esta “humanização” é necessária prá compreensão subjectiva daquilo que é objectivo e inerente À presença daquelas pessoas ali: Ainda se amam e querem a todo o custo reproduzir a vontade de partilharem o futuro juntas, como antes sentiram... e eu lá estou... mas a ideia de que as pessoas chegam ali e falam e falam e falam é completamente falsa nos dias que correm. Ou se os meus colegas têm aí alguém que seja assim não me podem ceder esses pacientes pra eu realizar o sonho dos meus professores de Universidade? ; )

Segunda-feira, Maio 31, 2004

Desânimo motivacional e etiqueta profissional num mundo que além de ser cão está cheio de carne

Writen as PIMPO


Já pensei muitas vezes em deixar de ser o que sou pra encarnar numa de executivo autoritário e moderno. Nós não somos isentos de dúvidas e muito do que fazemos é busca... não apenas de putedo novo pra meter a render mas uma busca mais abrangente, como por exemplo arranjar novos hotéis que antes estavam distantes e fechados à nossa entrada. O ano passado estive envolvido naquilo que se pode chamar uma “tomada hostil” ou takeover. Um grande amigo meu, Gaz, esteve temporariamente afastado da arena do putedo ( isto também devido a uma mal-sucedida tentativa de se expandir pró mundo do narcotráfico, um mundo que eu não sanciono nem À lei da bomba) e detido. Após ver que o seu braço direito não estava a resolver as questões com o aprumo necessário pediu-me pra que eu, a título de empréstimo, tomasse conta das meninas e contactos dele. Ora isto é uma questão muito profunda, pois os contactos e recebimentos são aquilo que há de mais precioso pra um chulo, aquilo que há de mais essencial no seu trabalho. Ao encarregar-me do recebimentos o meu irmão sabia que a percentagem dele iria ser reduziada drasticamente e em pouco tempo eu poderia mesmo achar que essa entrega, pra mais nas condições em que foi feita, não daria origem a qualquer responsabilidade de débito da minha parte face a ele. Mas lá está, eu não sou um chulo comum, nem o putedo pra mim é uma actividade menor ao nível da moral. Sendo assim, foi com rectidão que peguei nos investimentos dele e mantive toda a traça que caracterizou o sucesso de Gaz neste mundo: puta brasileira de mamas e cu grande, grupos, meninas com desconto desconto na segunda hora...
É preciso uma grande força de vontade pra resistir ao GZZZZZZ alheio. Em particular uma organização tão bem oleada como a do Gaz. São 500.000 euros por mês a passar-me pelas mãos, 30% pra mim mais custos com transporte e guarda das damas. Além disso, quando lidámos muito tempo com as putas de um chulo alheio desenvolvem-se entre nós laços que irremediavelmente vão afectar a docilidade destas com o seu antigo chefe. Pensar que estámos ali só pra receber uma quota que é netade da nossa organização com todas as tarefas de chefia é frustrante em termos de gestão. Só uma grande rectidão e força moral poderam-me impedir de tomar conta do negócio do Gaz em definitivo. Mas pra outros chulos a questão era menor e tentaram rapidamente tomar os espaços dos Gaz no hotel, dizendo que o que se passava era simplesmente uma passagem do putedo dele prá minha lista e portanto não se tratavam de duas organizações distintas mas de uma só e portanto o espaço do Gaz deveria ser ocupado por outrém. Esta questão é muito importante, porque a forma como o porteiro, recepcionista ou gerente do hotel escolhe o nro de telefone pró qual vai pedir as meninas é fundamental prá sobrevivência do chulo. Normalmente aquilo que está no topo das preocupações do elemento do hotel que faz o pedido é a discrição do chulo no fornecimento da menina, se ela chega bem vestida, se vai ser uma menina com classe que faça com que o cliente volte a pedir outra menina e outra e outra ( numa semana um gestor estrangeiro pode gastar 3000E em putedo, um valor a não desprezar). Depois, em segundo lugar, o que o homem vai ganhar com isso, e aí normalmente falámos de 50E, grupos e festas 150 ou 200 dependendo do que os tipos gastam com as meninas. Ora interessa aos funcionários terem mais do que um chulo a fornecer ao hotel a carne. Primeiro porque se garante o cuidado da organização na colocação das meninas ( visto estarmo-nos a cruzar com a concorrÊncia convém manter o low profile), depois porque se pode sempre pressionar os preços pra baixo em relação ao chulo, terceiro porque assim há sempre a garantia que se aranjam boas meninas ( ao fim de uma semana o funcionário já conhece as damas e portanto pode indicar ao cliente as suas características e assim saber se a menina se adequa aos desejos do cliente). A minha quota nos hotéis onde trabalho é de 1-100% 2-90% 3-100%. Ou seja, pra quem não está destro nestas coisas de transporte de gado, a primeira chamada pra aranjar uma menina é de certeza pra mim (1-100), se não tiver a menina pedida a minha 2 escolha tem 90% de hipótese de ser aceite (2-90) e dessa segunda escolha a menina é de certeza do agrado do cliente (3-100). Na gíria é um 3-100. Um chulo 3-100 tem responsabilidades num hotel, não pode dispersar as suas meninas por tudo o que é espaço de 5 estrelas pois vai ser bastante requisitado durante o dia. Daí que muitas vezes a menina é chamada pelo gerente a dedo pra um cliente especial com gostos especiais, como por exemplo o sado-maso pra clientes masoquistas ou os apreciadores de sexo anal ( como sabem, todas as minhas meninas tÊm de origem esta opção, mas no mercado não é assim tão comum) e não por um qualquer funcionário. Ou seja, um chulo como eu tem de ter um grande número de meninas e elas, acima de tudo, têm de ter compatibilidade entre elas ou seja, não podemos ter só uma mamalhuda loira pois se a mamalhuda loira estiver em Lisboa com 2 japoneses não vai poder estar a chicotear o director alemão no Porto. A chamada do hotel é atendida com eficiência e discrição, não se fazem perguntas dispensáveis, e só muito raramente se passa o telefone ao cliente ( em Inglaterra não se passa isto, sendo o cliente colocado imediatamente em contacto com a gerente da casa de meninas). No caso de não termos a menina apontada a dedo temos a segunda, que normalmente falha em relação à primeira na cor e comprimento do cabelo ou mais raramente no tamanho de peito. Quando se parte pra uma segunda escolha o mais importante é que o funcionário conheça a menina e simpatize com ela e que as diferenças entre a pedida por nome e esta não sejam muito grandes. Um tom mais escuro de loiro, umas mamas menos bombásticas, se calhar fala menos com o cliente e deixa-o menos maluco na cama, mas é importante que a imagem que a menina deixe nos clientes seja muito boa, o suficiente pra ser segunda escolha e não uma escolha inferior. A segunda escolha deve deixar o cliente completamente satisfeito e estar pronta pra qualquer sinal de desencanto da parte dele, especialmente se o pedido dele já foi a dedo ( por exemplo, um senhor que está pela segunda vez naquele mês alojado no hotel e voltou a pedir a menina com quem esteve no início do mês). O processo de escolha é muito claro como vêem. O chulo que tiver as Princesas mais “memoráveis” vai ter mais trabalho, mas nunca vai poder atingir o monopólio porque é impossível num dado momento um determinado chulo ter todas as mulheres dispostas a dar o corpo. E depois há as escolhas baseadas na nacionalidade; eu por exemplo não trabalho com produto estrangeiro e só lido com meninas universitárias exclusivas. Um construtor civil de Paredes alojado num Tivoli em Lisboa não quer uma menina delicada e inteligente mas sim uma gaja brasileira com cara de cona, peida grande, mamas desconchavadas e sotaque, que é o que ele encontra lá na casa de alterne da zona. Portanto, eu nunca poderei num dado momento aspirar a ser “monopolista”.
Mas voltando ao tema inicial deste post, que se faz longo pela problemática técnica que aborda, com o GAZ eu tive essa possibilidade, podendo unir sob o mesmo céu o material que agrada a portugueses e estrangeiros, a cultos e mentecaptos, a ricos e meros remediados. E a tentação foi grande. Durante 3 meses passou-me pelas mãos 100% do putedo que trabalhou em muito hotéis de Portugal, um valor inusitado. Também pude aprender com muito do que encontrei na organização do GAZ, como por exemplo o facto de a menina não ser chamada de casa mas passar o tempo de stand by num moradia de luxo a tratar do corpo pra ir impecável pró serviço com o cliente ou o facto de se poder ter nessa moradia serviço de incall em bungallows pagos ao preço de metade dos quartos dos hotéis de luxo com as mesma comodidades das suites que os clientes dessas casas raramente ocupam no hotel ( mas esta questão é mais periclitante pois afecta o rendimento dos funcionários do hotel e a longo prazo tem sido responsável por um evitar de chamadas das putas do Gaz e expõe o chulo a acções por parte das autoridades legais). Mas muita gente tentou arrebanhar as putas deste irmão empreendedor e a minha autoridade moral era baixa pra evitar estes contactos. Assim, ganhando bastante mas cada vez menos, a organização de Gaz foi-se esvaziando mais e mais até ao seu regresso. Quando ele regressou, mantendo os mesmos padrões e estrutura havia metade das garinas a trabalhar pra ele do que no dia em que tinha iniciado o seu périplo legal. Ainda não completamente recuperado, o meu irmão neste momento está já perto da sua quota em grande parte dos novos hotéis entretanto abertos no país, fez algum serviço baseado em telefones anunciados em jornais... enfim... teve de descer pra voltar a subir... mas continua a ser uma referÊncia, especialmente porque redescobriu a veia africana, e a puta africana trabalha por muito menos e tem aquela timidez extrema que agrada a empreiteiros portugueses e milionários alemães. A fantasia do colonialista a violar a pobre filha de África ainda agrada de sobre-maneira a muita gente, especialmente se a menina não falar inglês ou português. Mas não posso fazer nada em relação a este estado de depravação racista-moral. Os meus padrões são outros, os meus clientes têm o direito a gostos variados e, acima de tudo, as minhas meninas têm direito a serem vistas pelos clientes como eu as vejo: princesas...

Domingo, Maio 30, 2004

Barreiras de vidro, transparÊncias absorventes

Written as FREUD


Temos sempre o mesmo problema ao tentar ser coerentes: acabámos por desprezar o momento e as suas insinuações muito próprias. Tentando manter uma certa distância dos pacientes acabámos por fantasiar a nossa relação com eles muito prá além das necessidade terapêuticas. A questão estabelece-se entre dois extremos. Por um lado é necessária uma certa “ amizade”, cavalo de tróia pra fazer a terapia avançar. Por outro essa amizade está assim sujeita a acabar mal a necessidade de restaurar as dificuldades psicológicas do paciente sejam ultrapassadas. Assim, e se há pacientes em que a personalidade execrável nos mantém naturalmente ao largo há tb pacientes em que a facilidade em comunicar leva-nos a julgar que esse contacto, apesar de ter nascido numa sessão, pode ser expandido além consultório. Tomo o caso de um paciente muito apreciador de arte. Das nossas conversas, nasceram metáforas sobre a arte e a cultura em todo o mundo. Essas conversas levaram-nas a partilhar os mesmos leilões de arte nacional e estrangeira e nasceu como é óbvio esta afinidade natural, pendente de um contacto humano que se realizou plenamente. Mas não me vejo a voltar a resolver as suas questões profundas e espirituais, provavelmente porque na nossa partilha amiga e parceirística se diluiu a autoridade do contacto. E esta questão é recorrente e faz parte da ortodoxia: será que os pacientes só confiam em nós porque não nos conhecem mesmo? Será que poderiam existir terapeutas num mundo onde os pacientes confratenizassem livremente com eles? A complexidade da resposta a este pergunta leva-nos a nós próprios e ao quem de mais humano o terapeuta pode ter, que é a sua empatia. Muito terapeutas defendem uma empatia total, um fusão completa com os pacientes. Outros defendem um distânciamento calculado, uma frieza condescendente. Pelo meio disto tentámos perceber até que ponto um momento terapeutico depende daquilo que o terapeuta entrega ao paciente emocionalmente. É muitas vezes um presente inconsciente, dado sem qualquer reflexão e controle. Não podemos evitarmo-nos de rir de uma piada a que achámos graça, é-nos impossível achar o contrário do que pensámos pela ortodoxia mais básica, é-nos vedada qualquer assumpção de culpa relativamente aos resultados das nossas acções. Assim, não me parece que seja muito fundamental o contacto entre nós e o paciente muito para além de um desejo de melhoria efectiva da sua condição pessoal. Quase a propósito posso mostrar um pouco da minha vida, quase a propósito posso quebrar o gelo com uma piada, mas tenho de conseguir ser dúplice com o paciente, manter-me à margem das afectividades profundas e extrai-me das conjunturas que o paciente vai traçando sobre a minha permanência no seu mundo.
Enfim.... o que este post tem como ponto de chegada é mais um ponto de situação do que propriamente uma procura de caminho, uma amanmese propriamente dita. Estou claramente num cruzamento, faço neste momento a minha reflexão numa encruzilhada, espero que sessão a sessão as imagens se tornem menos esbatidas e eu consiga chegar a bom porto, a uma estabilidade com os meus pacientes que não seja preciso negar-me por saber exactamente aquilo que lhes posso dar... mas ainda sou novo... tal como na vida após a morte judaica vou acumulando gerações de pacientes e o espírito é fortalecido...

Sexta-feira, Maio 28, 2004

Madeira... a minha pérola ( o que faz de mim o Atlântico... ou pelo menos Neptuno)

Writen as PIMPO


Hoje completa-se um ano que expandi as minhas actividades à Madeira. Dada a grande informalidade das redes de meninas ( e neste caso, como todos sabem, estou a falar disto de uma forma bem literal) foi-me dito pra abandonar este projecto mesmo antes de me dedicar a ele. N sabem ( ainda n tivemos tempo de nos apresentar-mos como deve ser) mas eu fiz a minha especialização em call girls em Londres. Já uma vez tentei escrever um post sobre essa fase da minha vida mas a complexidade e as regras desse meio n me permitiram fazer um resumo tão simples como são estes textos. Cheguei à Madeira no dia 28 de MAio de 2003. Estava um frio danado e levava na bagagem 3 nros de telemóvel de ex-alunas do liceu que, como muitas miúdas, se preparavam pra passar o seu ano sabático de saídas nocturnas loucas antes de começarem a trabalhar num hotel de familiares. A minha chegada nesta altura visava aproveitar estas 3 meninas no seu máximo potencial ( com os 18 anos recém-completados e ainda virgens) e a sua vontade por indepÊncia, alimentada nos meses precedentes À minha chegada à ilha. Durante o fds tive os primeiros encontros com elas, mostrei-lhes a casa onde ia ficar hospedado, dei-lhes um cheiro de Gzzzz ( 2000e a cada uma pra gastarem no que quisessem) e fiz os contactos nos Hotéis. Sendo o sistema de oferta da MAdeira um sistema que gira À volta das menores, uma oferta de maiores, mesmo que por mínima margem e com um extra de educação e afabilidade no trato com os clientes, n pareceu convencer os gerentes. MAs eles achavam que eu apostava nos velhotes depravados e reprimidos nas suas reformas quando eu apontava aos médicos e gestores que na Madeira fazem colóquios e conferÊncias todos os anos. Ou seja, sendo o "target" diferente, tínhamos visões diferentes de um mesmo espaço de utilização da matéria prima e víamos a nossa possível parceria sob augúrios distintos. Mas lá aceitaram indicar o meu nro em algumas ocasiões caso lhes fosse pedido. E de facto foi-lhes pedido e acabaram por entrar em contacto comigo. Claro q rapidamente me apercebi das dificuldades de trabalhar com meios locais. O facto de alguém conhecer alguém que conhece alguém q é vizinho da funcionária ao fim de poucos meses tinha a minha operação desbaratada. Os pais coagiam as meninas a abandonar a vida ou a fazê-lo mais discretamente ou pior... a fazê-lo pra elas, sem o backup providenciado por mim. Os gerentes usavam de chantagem " olha que eu conto À tua mãe" pra arranjar melhores percentagens... enfim... um verdadeiro barco a deitar águua... meninas insatisfeitas e a trabalhar sob stress é coisa q n quero obrigada. Mas o importante é que eu sabia onde estavam os problemas.
E eu pergunto? E seria possível começar com pessoas do Continente? Como conseguiria convencer eu Damas do Continente a ir trabalhar pra MAdeira sem uma rede lá montada? E assim foi de uma simplicidade abrasadora. A rede estava montada, dava dinheiro. Fiz a oferta a 3 miúdas já um pouco queimadas que se tinham cruzado com ex-clientes na rua e portanto em vez de as aclamar incentivei-as a tirar umas "férias". E assim as miúdas na Madeira vieram pra Portugal com um aumento significativo de condições psicológicas e as miúdas aqui foram prá Madeira, totalmente imunes a toda a teia familiar que une os tentáculos desse submundo. Nós chulos somos assim, estámos sempre a unir as pontas soltas, sempre a provocar a união e a fraternidade... e claro... a ganhar dinheiro. A minha unidade na Madeira, hoje totalmente independente e da qual tomo uma comissão pequena, é um dos principais pontos de fornecimento de meninas À unidade do continente. E acima de tudo meninas com aquele encanto rústico e aquela serenidade de quem sabe dar-se e dar a melhor imagem do país...
Ainda bem socialmente é um atraso de vida e poucas das melhores raparigas têm esperanças de tirar o curso. Pq se isso é muito mlinda nas super-Damas do Continente a verdade é que essas Damas são as q, mesmo dando por um curto período e tempo ganhos astronómicos, mais rapidamente toma o seu caminho. Portanto a muher madeirense tem esse encanto de fazer parte dos meus quadros muito mais tempo e mesmo servir de troca com compadres estrangeiros do primeiro mundo do putedo ( caso de Las Vegas por exemplo, pra onde já mandei muitas meninas)...
A funcionária MAdeirense encanta sem ofuscar, diverte sem ser hilariante, dá confiança ao cliente sem que ele se sinta familiarizado com ela. E fica-lhe na cabeça, psicologicamente tem aquela mística da gheisha, companheira de vida com um toque Channel...

Quinta-feira, Maio 27, 2004

Com a mentira me dizes a verdade...

Written as FREUD




Já perguntei aqui se mentir seria feio. Se o acto de enganar seria visto por vós como uma questão fundamental. Dentro do consultório a mentira é apenas aprenetmente importante. Primeiro pq n se tratam de mentiras contadas de uma só vez, segundo pq as pessoas a quem as mentiras foram contadas já sabem que foram enganadas, n precisam que lhes contem uma qualquer verdade redentora pra abrirem os olhos e despertarem pra uma vida cheias de decisões conscientes e ponderadas. sendo assim, hoje faço outra pergunta completamente diferente. Qual a utilidade da verdade? será mesmo útil contar a verdade? Haverá uma qualquer significativa vantagem em sermos sinceros com as outras pessoas na negociação do "real" diário? Faço-vos esta pergunta baseado, como sempre, num agente provocador bem real... neste caso tratou-se do facto de o empregado do restaurante onde vou todos os dias ( um verdadeiro segredo do Porto À hora de almoço, com pratos ultra-originais e de ocnfecção ultra-cuidada, de seu nome kuxixo, ali perto do contro comercial Itália quem desce prá Galiza...) me dizer que um dos meus pratos favoritos na ementa ( galinha à asiática) não se encontrar muito bom. Ora como sabe ele que o prato n está muito bom pra mim? E como sabe ele que ao n estar muito bom isso vai fazer com que o prato acabe por n ser escolha? E como sabe ele se n me apetece outra coisa qualquer e portanto é completamente inútil ele falar-me do pequeno defeito da galinha à asiática? Pensando nesta questão dei por mim a tecer outras reflexões. Será que muitas das verdades que nos dizem n as armazenámos como coisas semi-inúteis por n serem verdades emocionais? Sim... pq n me parece preoucupar a muita gente dizer q Madagáscar faz fronteira com Moçambique mas quando se trata de o namorado dizer onde passou ontem a noite... enfim... achámos que a mentira emocional é causal ( e q a causa é esconder-nos qq coisa) e q a mentira material n trás problema nenhum, pq n é orientada para nós. Ou seja... a mentira, como ouros mecanismo emocionais, reverte-nos pra um pensamento de que estámos no centro do mundo. Pelo menos no centro daquele gesto emocional. Todas as outras verdades e mentiras n nos preocupam de sobre-maneira. N queremos saber se a pessoa comprou ou n o bilhete pra irmos ao teatro. Se ela o fez no passado assumimos que o fará agora. Se n o fez aceitámos que vá haver uma saída alternativa sem ida ao teatro. Somos muito permeáveis à mentira e adaptámo-nos muito bem a ela. Mas parecemos muito intolerantes a mentiras que nos tomam por centro de objectação. Pensando bem na forma como a mentira surge ( da insegurança do outro face à realidade) é engraçado como vemos a mentira nessa perspectiva tão ego-cêntrica, em que ficámos rodados sobre nós mesmos e n conseguimos descortinar o porquê da falsidade do outro. Isto faz-me também pensar que a mentira "real" e episódica é muitas vezes usada pelas pessoas pra acabar com mentiras muito mais gerais, muitas vezes ocm uma relação inteira. Ou seja... se uma relação tiver " realidade" bastante n é preciso ninguém ser sincero quanto a motivos ou interesses na relação. Mas ai se a pessoa mentir em relação a ter saído ontem com um amigo, então aí a relação acabou pq se mentiu, mesmo que essa mentira fosse apenas e tão-somente a ponta do icebergue de todas as falsidades de que padecia a relação.

O "não me mintas" dos momentos tensos do casal de antigamente foi susbtituido pelo " diz-me a verdade pra acabarmos com isto" moderno e antagónico ; )

o "Eu quero saber" dos pedidos de confissão hoje é muito menos usado em função do " Eu já sei mas ainda n tive coragem de te dizer e se dissesres n tenho de dizer eu"

Enfim, modernidades verbais que são profundas quanto baste e mostram um novo mundo, absurdo e belo ; )

Quarta-feira, Maio 26, 2004

Vender puta por lebre... dilemas profissionais, limites racionais...

Writen as PIMPO


A questão surge de muito longe a muito longe e n me incomoda de sobremaneira: e se o cliente n considera a menina adequada? Como sabem pq faço questão de vos lembrar em todas as minhas mensagens, sou um profisisonal. N ando para aí de carros vistosos ( e o único ferrari que tenho é cinza escuro), n uso roupas brilhantes, espalhafatosas, óculos que cobrem a cara toda. N me escondo atrás de seguranças, n me junto em grupos torpes de chulos violentos de rua, n me misturo com fornecimento de drogas a hotéis, n dirijo casas rascas de alterne. Sou um apreciador de boas mulheres, de um bom nível de vida e n quero que o meu estatuto venha da degradação de outras pessoas. Ou seja, como chulo profissional sinto-me um contribuinte líquido ( e espermático) da sociedade. Sendo assim, com os meus clientes há uma relação muito mais próxima, pois na minha vizinhança n lhes cheira mal, n lhes cheira a falso rico, a explorador de mulherio, e isso é pra eles tb uma cura em relação a quaisquer sentimento negativos q possam ter em relação a pedirem as meninas... N sou o ser ameaçador que os gerentes de hotel e toda a cadeia proxenetística tem na cabeça, aliás, sou prezado por ser alguém que está sempre disponível pra resolver os mais intrincados problemas de vários foros dos prazeres mais obscuros. Portanto, neste á-vontade de serviços prestados com discrição mas com grande preocupação com o feedback é natural que este fds um gerente de hotel tenha dito com naturalidade " a menina foi um bocado mal-educada pró cliente, tem de ter cuidado, aquele senhor vem cá várias vezes". ISto dito a outro chulo provocaria, no máximo dos máximos, um cuidado preventivo: n mandar a vitelinha práquele palhaço, se n gosta n come e ponto final. Mas é preciso perceber as motivações, pq é q eu ao olhar pró meu rebanho a partir das necessidades apresentadas pelo gerente do hotel ou pelo cliente em directo ( que era este caso, o que o torna mais grave) escolhi alguém que n se alojou como alguém entre a terra e o céu na memória do senhor? COntactei com o cliente, que jé vem de alguma data, e fomos jantar. N falámos do caso em concreto, que a santola tinha um recheio divinal e a sua frescura ocnvidava a manjar rapidamente. Mas esse jantar, essa conversa sobre tudoo e nada por umlado aproixmou-o de mim, ele sentiu que me pode chamar directamente, encontrar-se com a miúda fora do hotel e levá-la pró quarto ( o que tb é uma delícia pra mim, livra-me dos 5 a 10 por cento de que o gerente se açambarca), e eu senti que tinha mesmo o que ele precisava! enfim meus caros... uma profunda meditação sobre uma queixa fundamentada pode abrir sempre novas portas. Neste caso um cliente que ficava sempre frustrado com a sua performance temos um cliente q, podendo exorcizar os seus fetiches com duas meninas tem uma vida sexual satisfatória, e light-glamour-sado-maso é sempre do agrado das meninas pelo domínio que exercem. Mas nem sempre é assim, clientes episódicos n recebem esta atenção, e meninas com queixas de 2 clientes diferentes devem ser moderadas nas suas investidas verbais. Como dizia nos anos 80 Big Geoffrey " Nunca bati nas minhas putas e nunca lhes levantei a voz. Mas quando páro o meu Caddilac na rua dos drogados e lhes abro a porta, o simples inalar daquele aroma fétido é o suficiente pra que elas percebam que por baixo daquela fina camada de verniz, cremes e bâlsamos prá pele e roupas de estilista está um ser frágil e n é armado-se em duras que batem o mundo". Sábias palavras pra um mundo visto muitas vezes como uma usina de triturar consciências...

Ficar... depois partir... ficar noutro sítio... e pensar em voltar... ou não...

Written as FREUD


Se todos somos ilhas... somos as ilhas com o melhor sistema de comunicação do mundo ; ) movemo-nos pra entregar emoções umas ás outras, vivemos em ilhas ainda maiores e mais constantes que os nossos própríos sentimentos. E temos a capacidade de simplesmente, fechando a boca, os olhos e os ouvidos, separarmo-nos de todo o restante sem-fim de ilhas. Temos formas de priveligiar trocas comerciais com outras ilhas ( amizade) e formas de rapidamente repôr distâncias ( hoje em dia através do n-contacto por telemóvel). Neste contexto... e no meio de toda esta liberdade geográfica, pode-nos ser exigida pela sociedade qq coisa semelhante a coerência?
Tenho discutido esta questão pouco pq o interlocutor normalmente acaba enredado nas suas próprias gestões alfandegárias e fronteiriças... Mas preciso urgentemente de falar a sério com alguém sobre isso, sobre a necessidade que temos de ser "coerentes", mesmo que de um ponto de vista intrincadamente ilógico e totalmente sem sentido. Em teoria somos livres de falar com quem quisermos, atendermos quem quisermos, permitir a entrada a quem quisermos no nosso domicílio e no domicílio da nossa vida. MAs o problema é q quando alguém sai nunca "sai" de verdade. Em momentos diferentes a memória de certas situações é realçada de formas antagónicas e o que hoje parece bom motivo pra deixarmos o tele tocar e tocar amanhã parece uma boa ideia fundadora pra ligarmos nós pra essa pessoa. Tudo depende acima de tudo do factor "solidão" e do factor "desilusão". O factor solidão vem do facto de ao estarmos sozinhos qq pessoa com quem já passámos um único e singular bom momento nos parece melhor que tentar falar com qq pessoa com quem n passámos nenhum bom momento. O factor desilusão tem a ver com qq pessoa que nos parecia de acordo com os nossos princípios nos desilude e pensámos que aquela pessoa q n parecia adequada afinal tinha aspectos que nos fariam retornar. ISto nos homens acentua-se com a procura de uma parceira sexual pra uma noite, em que usam o passado como forma de assegurar um encontro presente, algo que está a ficar cada vez mais comum, como mostram as questões colocadas por homens solteiros na casa dos 35 que fruto do enorme nro de parceiras passadas quase conseguem, como o sol se alimenta de hidrogénio, alimentarem-se de mulheres uma e outra vez semana após semana ficando num enclave de ilhas desertas emocionalmente mas nas quais abunda a sistologia sexual e o jogo de atracção...

Prisioneiros... somos todos... ilhas prisioneiras das línguas de areia de movendo-se acima e abaixo de linha de água, vão permitindo ou n o contacto entre pessoas...

Ética proxenetística,fundamentos pra um chuledo efectivo e um internezzo com japonesa ao almoço...

Writen as PIMPO


Monta-se a gaja... e depois?
A questão parece perturbar muitos dos meus colegas de poleiro. O simples facto de terem usado um pouco do produto que tanto apregoam deixa-os quase sempre numa situação de diferenciação prá miúda em causa. Normalmente uma jóia, menos vezes um carro... muito mais raras vezes uma casa. Mas acontece. E a questão, sempre que se coloca, deixa-me pasmo. Talvez seja o olhar exterior de alguém que nunca montou qq funcionária como amante, talvez seja pelo facto de eu incluir sempre um prêambulo sexual no treino da mula e portanto o corpo dela n me surge como um qq santuário que ao ser conspurcado deve ser santificado com o único bâlsamo que conhecemos... GEEEZEEE ( prós menos doutos em questões putais, G, dito gee, quer dizer dinheiro, geezee é linguagem de putedo de luxo americano, vulgarizado e mundialmente espalhado por esse grande irmão rapper-chulo que é 50Cent)!!!!!!!!!!!!
Pra mim o momento que poderia ser fatal ( as conversas como amigo da miúda antes de ela me procurar pra obter com o corpo o dinheiro que merece) nunca me fez transgredir, pensar " Esta miúda merece melhor" " n posso meter esta gajinha nesta vida" "Este ministro pode ser embaraçado por a filha andar a montar o eleitorado". Muito pelo contrário, nesse momento é quando a doçura da amizade e os dentes de ouro ( ouro platinado a marfim dado a minha profissão de dia) de tubarão se juntam pra um sorrisoa berto e amplo, uma amplitude só igualada pela da miúda no período de draft ( que por vezes, em casos de quadrúpla virgindade (anal, vaginal, oral, duplas penetrações) pode durar uma semana). E é importante que eu nunca me esqueça q aquela miúda a partir daquele momento vai perder todos os dias ump ouco da vontade de falar comigo e todos os dias vai ganhar um pouco de vontade em partir. E tb aceito isso, cataclismo lento que vai tornando o riacho em rio... o rio em golfo... o golfo num oceano de dinheiro onde cada vez mais nadámos o nosso próprio estilo apanhando na corrente cada vez mais forte do dinheiro que vai escorregando da nascente interminável da luxúria e solidão de homens com muito dinheiro e mesmo assim sozinhos numa cidade que da qual só conhecem o nome de uma empresa e de um hotel...
Apanhei-me em Tóquio a chamar uma miúda de liceu. Há várias redes de putedo juvenil que se alimenta de uma vontade torcionária de consumo, milhares de vezes superiores ás ganas q percorrem as minhas futuras damas... há miúdas de 13 anos a ameçar os hotéis de os acusarem de as meterem nas listas de call-girls se eles n as meterem nas listas de call girls... o surpreendente é cerca de metade delas serem totalmente free-agents e fazem verdadeiro serviço free lance, coisa rara em Portugal... chegam com os livros ao quarto, metem a televisão no canal de desenhos animados, vêem um pouco... começam a ligar prás amigas pra descarregar a tensão... e começam aos poucos a dizerem o que fazem e os preços... e dizem onde estão... quarto... dados nossos... pedem a carteira... e pronto... desligam o tele... talvez façam uma passagem pela casa de banho se pedirmos q se podnham em roupas mais "adultas". Mas este putedo é extremamente profissional... mesmo na forma como passa da frieza total prá conversa, prás brincadeiras, prós jogos sexuais, prá parte psicológica ( engraçado como trabalham a parte psicológica antes do sexo, mas enquanto excitam o cliente, com frases curtas e espaçadas... muito bom pra este gaijin)... e depois a famosa e apertada coninha asiática ( as tailandesas quanto a mim continuam a ser o grupo étnico mais apertado do mundo, mas uma miúda japonesa de 16 anos n fica em nada atrás...). Mas um falso mito, e q confirmei várias vezes in pussy e in sittu é a dificuldade das asiáticas em afundar. De facto, fazem-no com a mesma facilidade das europeias e africanas, e claro... a garganta mais esguia torna a sensação muito mais agradável... portanto, e apesar da dificuldade em encontrar bom material asiático na Europa ( se bem q tenho assegurado algum visto trabalhar directamente com um proprietário de vários restaurantes asiáticos e nem todas as chinesas sabem servir À mesa...), sugiro-vos uma asiática sempre que vos der ganas de desejar material proibido ( e prós mais abastados... a Madeira aqui tão perto...). Mas isto tudo pra falar que quando estou sexo pelo sexo tb é bom... como cliente sou uma raridade... alguém que quer mesmo fazer sexo, e esxo intensamente... sou o tipo de cliente a quem a miúda dá o nro privado, que ao segundo encotnro já vamos jantar e o jantar já n está a ser pago como encontro sexual mas apenas pago a conta... enfim... mesmo quando n sou chulo sou um homem q adora mulheres, e n é por passar grande parte da minha vida a ganhar dinheiro com elas que me sinto mal por de vez em quando pagar pra ter os meus prazeres... mas n confundo certas necessidades, nem elevo ninguém a certos patamares... n me deixo surpreender por uma personalidade frágil pq n deixo nenhuma miúda maluquinha meter-se na minha organização, n fico de coração mole por uma vozinha de miúda pq só entram na minha boleia miúdas com corpinho devidamente de acordo com o BI. Regras muito simples que ficam antes dos problemas acontecerem. Sistemas arcaicos mas tampões relativamente a infelicidades dolorosas e q podem... enfim e como pior situação... custar-nos muitas dezenas de milhares de euros ou como o Foy depois de engravidar uma miúda de 17 anos, 2 centenas de milhares de GEEZEEEE, e o G n é pra perder no putedo... é pra sacar do putedo...

Terça-feira, Maio 25, 2004

Mentir é feio... n é?

Written as FREUD


Muitas vezes temos a noção clara e distinta de que nos estão a mentir no consultório. A mentira é, segundo vários compêncdios " a forma de pela palavra adquarmos os nossos desejos ás nossas possibilidades". Estas possibilidadesp ontem ser afectivas, emocionais, económicas, académicas, espirituais. Há muitos campos em que se pode mentir, muitas situações em que se pode fazer farsa. Num mundo cada vez mais pululado por pessoas solitárias, e dado que " Se pode enganar um todo o tempo", surgem cada vez mais mentirosos patológicos e cada vez mais vítimas de mentirosos patológicos. Estavamà espera das aspas nas vítimas n estavam? Mas n, ocnsidero-as mesmo vítimas. Por mais expectativas a pessoa enganada tenha isso n a iliba de ter pressionado o mentiroso a ultrapassar essa barreira que nele é facilmente permeável. Mentir parece ser a evolução natural do jogo que fazemos com os nossos medos, que é arranjar motivos lógicos pra n os sentirmos, e portanto n termos assim necessidade de os expressarmos. A mentira altera o problema do medo e da falha para a questão da plausibilidade do suporte. Ao dar suporte À falha a mentira extirpa completamente o medo que dela advém. Muito poucos pacientes tÊm noção que as suas mentiras puderam ou até poderiam, teriam força suficiente, para por si magoarem alguém. Mesmo que uma grande parte daquilo que se fez numa fase de um relacionamento, mesmo que uma grande parte daquilo que se disse num casamento, mesmo que uma quase totalidade de atitudes tidas num conjunto de situações sejam completamente falsas quem mente recusa-se a ter qq responsabilidade sobre a mentira expressa. Ou seja, a patologia hoje vai mais longe, pois já n se trata da desresponsabilização por uma mentira numa relação mas por um grande e grave conjunto de mentiras são abnegados pela pessoa que mente como motivo. E o último reduto do mentiroso foi transformado do " eu n queria fazer mal a ninguém" para o muito mais infantil e desresponsabilizante " eu n queria que ninguém me fizesse mal". Mentir já n é retido, como até hoje se fazia, na nossa mente como acto de confusão na fase cognitiva-infantil. Hoje em dia a função "mentir" vai muito mais atrás, penetranto nos confins do berço. Estas questões da muito maior regressabilidade ou retornabilidade ( traduzidas pobremente é certo, mas ainda n houve nenhum posto contra ; ) ) da mentira são muito curiosas, pois o mentiroso parece ser muito mais vezes uma pessoa retentora e portanto precisa de um upgrade virtual excretor que de forma nenhuma corresponde À sua realidade. Ora isto faz-nos pensar que na sociedade de hoje, em grande parte devido À liberdade auto-educativa q é dada À criança, em que os pais, a escola e a família em geral são menus onde ela toma refeições muito mais do que encubadoras onde ela aceita passivamente códigos completos e estruturados. Ou seja, ela consegue manter das fases posteriores elementos muito mais conscientes e cognitivos pq conseguiu evitar as rupturas violentas perdidas na transformação do rearranjo do seu neo-cortex. Mentira é evolução???

; )))

Domingo, Maio 23, 2004

Não Entregues o coração e deixa-as entregar o que quiserem

Writen as PIMPO


Nós n somos máquinas insensíveis sem coração que assumem o papel de assassinos da calote moral das meninas tímidas deste mundo... De facto, o chulo é o catalisador moral do sistema de esgoto que é o mundo das call-girls de luxo... Toda a gente que está neste mundo tem um backup: os porteiros são porteiros, as meninas são modelos, estudantes mimadas e ricas, oa gerentes de hotel são gerentes de hotel... e o chulo? Daí que a unicidade da nossa situação n nos permite fazer uma vida com um lado moralista e recto. Ser chulo, ser um bom chulo, fiel ás suas damas, é algo de muito complicado que todo o trabalho de amador que é feito ao longo da pirâmide do putedo. Vejemos o caso de um dos mais antigos hotéis de 5 estrelas em Losboa. Pedem-me da portaria 5 meninas. Peço pra fazer confirmação via gerência e o empregado intimida-se e puxa dos galões "você sabe o quanto eu já lhe dei a ganhar?" E logo ali se percebe que estámos diante de um pequeno entrepeneur, a provocar um festa sem autorização do gerente, o que a mim me pode custar caro, a expulsão do acesso áquele hotel, mas pra ele será apenas uma reprimenda e portanto n tem nada a perder com a pequena aventura capitalista, em que n partilha com o gerente da noite os 5% do valor facial... Tudo o que a menina faz deve ser cuidadosamente avaliado: o tempo que fica, o aspecto como vem a andar a sair, tudo. Numa simples conversa podemo-nos aperceber de um sem fim de extras que ela cobrou e se n os mencionarmos ela n vai abdicar deles. Claro q se lhe falámos ela percebe q n estaria ali de qq maneira pra ganhar fosse o q fosse e essa iluminação traduz-se numa generosidade ampla. Por isso é q n trabalho com putedo franco-atirador brasileiro, demasiado preocupadas em enriquecer depressa pra serem honestas connosoco e com os clientes. Sendo assim, sendo firme em relação À questão da orgia, pude prevenir muitas questões. À priemira os tipos, sendo alemães, eram muçulmanos, e estão a ver ocmo os muçulmanos são, ou espancam uma tipa ou tratam-na como uma deusa, é preciso escolher a menina certa. E só o gerente, pessoa que conhece a fundo todos os potenciais clientes me deu essa informação. Imaginem que mandava uma miúda nova demais prós gostos deles? Já viram a catástrofe que poderia advir prá minha organização pela mera aceitação ou ignorância da ganÂncia de um porteiro? Pois... ninguém nos compreende, e é melhor q seja assim, quem n nos compreende n nos tira a zona de "ataque"... abraços gentis...

Sábado, Maio 22, 2004

Democracia dos "-ismos"

Written as FREUD

Muito se fala de egoísmo quando se fala de casamento. É o aparelho de som que ele comprou depois de desancá-la aos berros por ter comprado mais uma saia, é a viagem que ela organiza numa altura em que as prestações da casa e carro atingem o seu pleno, é a visita aos pais dele que ela organiza sem lhe pedir qq opinião... enfim... todos se queixam... mas o que as pessoas se esquecem é q esse egoímos já estava presente no namoro e n parecia trazer problema nenhuma à relação. Claro que as pessoas só se apercebem desses momentos de fricção quando levam com eles na totalidade mas o gérmen já estava lá. Ela achava imensa piada a que ele tivesse sempre um sítio pra onde ir, tivesse sempre um restaurante na cabeça e lhe poupasse trabalho em pensar nisso. Mas claro, ele depois começa a achar essa responsabilidade um trabalho socialmente rígido e pronto... como é q depois se vai desmontar este automatismo no casamento??? Complicadito de facto...
Mas vamos lá aceitar essa tarefa. Em primeiro lugar é preciso mudar o campo de batalha. Temos de assumir que o casamento, aquela encarnação do casamento, já acabou. E muda-se pra outro ponto, em que nenhum do sconcorrentes mina o campo ao próximo. Claro q é impossível mudar pra um sítio completamente inócuo, distante de todos os sofrimentos passados. Mas faz-se o possível pra que as sobrevalências de uma e outra parte n estejam presentes neste novo contexto. Neste novo local devem estar ausentes as frustrações passadas que contribuiram para a imagem presente da relação, devem estar ausentes os diferendos que cimentaram a discórdia, devem estar ausentes os contratos de gestão de emoções...

I wanna to be Pimped by you, just you and nobody else but you...

Writen as PIMPO

Sendo que muitas das minhas meninas se cruzam com outros colegas meus e coma s suas funcionárias há sempre uma margem prá maledissência, uma margem pra alguém falar mal, um espaço prá má-língua germinar. Muitas vezes tenho de me resumir ao que é mais básico pra fazer despertar as minhas raínhas dessa falácias: mexe-me essa peida pró hotel e tráz dinheiro. Claro que sou compra estas atitudes num dia a dia típico, n as defendo desta forma nem neste contexto. Mas quando uma miúda começa insistentemente a falar de outro patrão, então o melhor q há a fazer é, depois de garantir que ele n lhe vai pegar, deixá-la sem toda a nossa estrutura por trás dela a dar-lhe cobertura. Exposta, dependente de chamadas telefónicas de reopssta a um anúncio em que podem estar montes de psicopatas e agressores, a menina em menos de 2 ou 3 semanas volta, mais solícita que sempre. É muito importante as meninas perceberem que somos especialmente raros neste mundo atroz e cheio de sombras negras. Quando o putedo percebe isso então temo-las completamente na mão e podemos fazer com elas aquilo que bem entendemos. Claro q isto n é explorar, é sim harmonizar o corpo fabuloso delas e o cérebro intuitivo e a conversa fácil e inspirada com a capacidade que temos de os transformar num rio de dinheiro. Questão complicada é lidar com a crescente facilidade com que as meninas vão ocnseguindo o dinheiro. Quando atingem a milena por semana torna-se muito difícil de manter os termos do ocntrato tão rígidos como até aí. E temos de as idolatrar mais que nunca, pois eu nunca acho que o sucesso de uma menina é o meu insucesso. Mas tento que elas percebam que respeitem que eu estou lá para a ajudar e portanto ela tb me deve ajudar a mim. A questão da milena tem outro aspecto, que é o sexo em Grupo. É muito difícil ocntrolar se a menina vai estar com um ou mis parceiros. Quando ela começa a fazer grupos muitas vezes n nos transmite essa informação, pq n estámos no quarto, n sabemos quantos homens estão lá. Claro q ela muitas vezes é honesta e diz q estavam 5 homens no quarto e q recebeu pelos 5 e pronto, faz-se a partilha equitativa e justa. Mas outras vezes ela, num rejúbilo de injustiça, n dizem isso e só mais tarde sabemos por um funcionário do hotel... enfim... isso entristece-me muito e digo-lhes " bem... o que fizeste está mal...". Mas nunca misturo sentimento pessoais com negócios. E como n acredito em dívidas normalmente o que faço é meter a miúda a fazer 4 serviços extra naquela semana, assim ganhámos ambos coma situação. É muito importante fazer a menina ganhar mesmo quando a estámos a castigar. E claro, mantermo-nos completamente ao lado de reocmpensas ligadas com drogas, a droga pode transformar a melhor organização no mais frágil baralhod e cartas...

Quinta-feira, Maio 20, 2004

HIV tb é uma forma de dizer ROLETA

Written as FREUD

Sou adepto da coerência, e fundamentalmente sou adepto da coerência terapêutica. Custa-me aceitar que um terapeuta passivo em relação aos seus pacientes consiga levar todos os porquês a bom porto, que é como dizer, todas as ideias à clarificação e todos os antagonismos ao descanso. E há sempre a complexidade amargurada de uma mente ferida, que se arrasta pela sala de forma quase solitária, n fosse a nossa preserverança. Hoje aconteceu-me isso com uma jovem homossexual infectado com o HIV. A forma negativista como ele olha prá sua posição de infectado em nada me afecta, pois a sua positividade resulta de comportamentos claros de risco. E ele próprio diz que " n se importa nada de infectar outros". Ora isto choca-me pois tantas vezes a vítima torna-se no pior agressor, e esta questão do HIV anda um pouco a reboque desse dilema mais abangente. São poucos os homossexuais afectados que realmente actuam profilacticamente em relação À sua maleita, procurando muitas vezes " transmitir" essa positividade como uma benção homogeneizadora pra todos os afectados futuros. A identificação parece muitas vezes mais forte que o desejo de viver. N quero com isto salientar negativamente o resultado de anos e anos de tentativa de exposição e outing da comunidade homossexual. Quero apenas salientar que o sofrimento n é bandeira própria e exclusiva de ninguém, conheço pessoas q bloqueiam completamente com a luz branca e tÊm e andar com óculos o dia todo, mesmo que esteja nublado. Os nossos próprios demónios são sempre mais prementes que as nossas próprias acerções e isso desenrola-se na cabeça deste paciente. Ele sabe que está num estado especial, e portanto, em vez de tentar voltar À normalidade, transfigura-se num super-herói em que a própria doença é factor de elevação e notoriedade. E a não revelação do seu estado a parceiros é a jogatização dessa vivÊncia tragi-cómica. Na aposta da infecção o paciente consegue reassumir toda a aleatoriedade que regia a sua vida anterior ao reconhecimento da doença, e neste retorno à possibilidade nova, neste retorno à nuance do destino ele julga que conseguiu expoliar a força que a doença tem sobre si. Claro q esta falsidade leva-o a desprezar cada vez mais o próximo, cada vez mais arquétipo do próprio inimigo em vez de simples companheiro deste novo destino relançado. Espero q um dias todos nós descubrámos que a cura pra tudo o que se passa na nossa mente está dentro da caixinha de surpresas que é a nossa incoerÊncia...

Quarta-feira, Maio 19, 2004

O taxista... apogeu e queda de um estilo de vida no mundo do proxenetismo...

Writen as PIMPO

Passei hoje por um taxista que já cuidou de 4 meninas. Hoje em dia faz ainda serviço pra uma mas o seu tempo de glória já lá vai. Inbuídos de espírito proletarial os chulos de todo o país tratam hoje em dia ou delegam em funcionários exclusivos as entregas das suas meninas e o táxi a levar a menina ao hotel de 5 estrelas é hoje uma figura quase extinta... O taxista, como animal urbano, conhecedor da cidade, era durante anos o metier-base pró proxenetismo. O facto de ter um veículo garantia À mulher segurança. Com o advento da call-girl profisional as mulheres passaram a ter carro, o que afectou parcialmente o retorno do investimento do taxista em transportar estas meninas, a quem cobrava a corrida mais a segurança mais algum pela companhia mais algum pq lhe apetecia. COm a estruturalização da prostituição e serviços mais lucrativos em piramides dedicadas e n em serviços avulsos o taxista foi sendo escorraçado por uma desconfiança natural dos chulos profissionais. Hoje em dia são poucos os taxistas que fazem serviço de meninas pra hotéis de luxo, mais alguns trabalham com meninas estrangeiras. O problema do taxista é a sua baixa educação e sotaque local. Assusta os clientes, n dá formação À funcionária, o seu carro é imundo e obriga a funcionária a tratar ela própria do recebimento do paciente... enfim... uma lástima q estava a fazer com que cada vez menos hotéis aceitassem "meninas" mal vestidas e a cheirar ao carro porco onde estiveram... e taxistas a esbracejar e aos pontapés na porta quando as coisas corriam mal... enfim... estão a ver o filme n estão? quando nós surgimos n tivemos de andar a pedinchar aos hotéis que nos ligassem, os hotéis aceitaram-nos como uma benção deopis da praga messiânica dos gafanhotos... Pra mais o taxista mantinha a família e portanto era comum n poder transportar a menina, deixando-a exposta a perigos ou pior, a n chegar ao encontro a tempo. E claro, o nosso profisisonalismo leva-nos ao âmago da estrurura familiar, o lar do cliente. 30% da minha actividade centra-se em domicílios, uma taxa q os meus irmãos na Fé invejam. Ora pra chegarmos ao domícilio tivemos de passar um sem-fim de barreiras, a começar por ideias pré-concebidas sobre as meninas, raparigas q só pensam em dinheiro, pontas de lança de organizações criminosas e integrarmo-nos na socieddae, desde orgias em escritórios, serviços a grupos... etc... Esta profisisonalização é que nos garante as margens, o trabalho constante, a contrataçaõd e miúdas cada vez mais longe deste mundo através de pagamento smais elevados e maior garantia de anonimato...
O futuro é o motorista... o taxista é o passado


Gordura é... bem... é uma coisa que quero ver longe de mim...

Written as FREUD

N compreendo a dificuldade das mulheres obesas em perceber a sua situação. Todas apresentam os mesmos sintomas, as mesmas histórias, o mesmo tipo de relacionamentos passados e porém parecem incapazes de relacionar a sua estatura com a sua situação na vida. O mesmo com os homens obesos. Há esta ideia " social" de que os obesos são divertidos o optimistas. Isto é ocmpletamente falso, as pessoas no último percentil de peso são as pessoas que ocupam o último percentil de tomadores de anti-depressivos e vão quase todas ao terapeuta dizer coisas do tipo " N sei que é q a sociedade tem contra mim". Apesar de ser contra o uso de espelhos na terapia, nestes casos dá-me vontade de lhes meter um À frente. Como é q as pessoas se auto-inibem de perceber que a sua situação gástrica, num mundo onde o gástrico domina, influencia o interesse de potenciais parceiros nelas? Acho estranho mesmo, quase degradante pq é uma estupidificação que a pessoa tem pra consigo própria pra evitar a auto-recriminação e por isso é q é tão difícil perder peso pra essas pessoas. Estranhamente começo a ter pacientes obesas que usaram a banda gástrica. E essa é outra grande mitologia. A banda gástrica é inserida, a pessoa passa 2 ou 3 dias internada a receber líquidos, perde alguns quilos mas e depois? N mudou completamente, perdeu quanndo muito 30kgs antes da operação ( muitos médicos aldrabam as balanças pra colocar as pessoas à frente na fila, mas isso é problema deles, n meu) e n mostrou nenhuma alteração na auto-imagem, pq vamos sre sinceros, passar de 120kgs pra 90 n é propriamente muito significativo na auto-imagem de uma mulher, n vai passar a correr a meia-maratona. Outra coisa fabulosa é o facto de estas pessoas perderem peso por supressão de alimentos e n por fazerem exercício físico. Anda agora aí uma moda que diz q o exercício físico aumenta o apetite e portanto os obesos, já tão acomodados a dietas restritivas, preferem simplesmente n comer. MAs como qq lemento supressor, acumulam desejo. E claro... alguns dis depois de chegarem a casa com a Banda Gástrica NHAM NHAM NHAM NHAM lá atacam o frigorífico. MAs claro, enquanto o SNS me pagar pelas sessões pré e pós operatório quero lá saber que as pessoas comam como porcos e deformem completamente o seu corpo. Eu próprio tenho excesso de peso mas corro todos os dias 2 horas, practico ciclismo, faço sexo 1 a 3 horas por dia... enfim... E fica já o meu WARNING. Ser obeso é mesmo limitativo da vida sexual. Posições de lado esqueçam, a mulher mexer-se por cima esqueçam, posições de pé esqueçam, orgsamos múltiplos esqueçam... as tensões disparam ao primeiro orgasmo e depois vem um cansaço exaustivo... pra acabar de vez com os mitos de que gordura é formusora ou erotismo. OS valores em relação À sexualidade das mulheres obesas são diesfiguradas pelo facto de elas recorrem mais a servicos de conhecimentos online e portanto acabam por ter primeiros encontros sexuais e únicos com homens. Mas tendo maior nro de parceiros n têm maior nro de actos sexuais.


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Putedo, palavra feia, mas jargão profissional no meu meio...

Writen as PIMPO

Ás vezes pergunto-me como será ser call-girl e n ser minha funcionária. Ainda esta noite uma miúda de um colega de profissão, cruzando-se comigo num hotel de luxo onde tinha ido levar uma das minhas princesas queixou-se de que o patrão dela a obriga a fazer 10 clientes por dia. Claro q ela é uma clássica 70-30, uma menina brasileira gananciosa que acha que por ganhar mais do que o chulo está a atalhar no mundo dos negócios de cama. Mas claro, o chulo n é parvo e obriga-a a fazer muito mais clientes que uma menina normal, entretanto ela fica mais fácil de viciar em drogas, em leva-a a ourives com os quais tem acordos pra cobrarem mais pelas peças... enfim... manobras baixas e sem classe que fazem com que essas meninas em poucas semanas se tornem fantasmas saídos dos casulos ocos que são os seus cérebros. Mas aqui n há piedade, como todos os chulos a minha generosidade só se aplica ás miúdas que me dão algum a ganhar, e esta menina de Ipanema n recebe de mim mais q o meu sardónico " n se pode ter tudo" q é o meu hino de vida.

Naquele hotel "trabalham" 3 chulos, só eu consigo continuar a cobrar 250E por hora e meia, e isto sem segunda oportunidade. É esse o meu orgulho. As minha meninas podem ser as mais bonitas, eu posso ser o tipo com mais estilo... mas se n fôr eu a facturar mais então onde fica o respeito dos meus irmãos? É como bater. Se um irmão na Fé bate numa funcionária e acha isso suficientemente normal pra se vir gabar quem sou eu pra ser mau pra ele e dizer " esse n é o caminho" Se com ele resulta, se esse gesto faz as mulas dele andarem quem sou eu pra dar ordens na organização alheia? E quem sou eu pra fazer avaliações sobre a difícil tarefa de educar romenas, moldavas, russas, brasileiras, Angolanas... se eu n tenho essa barreira e consigo falar e fazer-me compreender tudo bem, mas os meus irmãos têm os probs deles, a sua luta diária. Tenho um amigo que tem as miúdas sempre a fugir-lhe, têm de ir com segurança até à porta do quarto. Claro, isso pra todos nós é desrespeito, as nossas princesas devem-nos amar e n andar praí à procura da primeira oportunidade pra passar pro mercado independente ou pra outros concorrentes. E nisso sou salomónico. Se acho q a vaca vale o prejuízo, se vejo nela a chama de uma verdadeira Cleopatra, capaz de levar homens À loucura e a soltarem os cordões À bolsa até sou capaz de dizer " Gonzaga, amigo, a gaja só te dá problemas e anda a fazer-te passar por parvo. Ou matas a puta ou ela ainda te leva à ruína." Custa-me falar assim, senhoras e meninas q lêm estas linhas, mas é assim que se fala no mundo do putedo, n me levem a mal, n posso falar como falo assim convosco, tenho de ser mais directo ao ponto, n posso demonstrar envolvimento pessoal senão como vou manter o respeito dos meus irmãos? E claro, O Gonz medita, pensa q a miúda é problemática, e eu até lhe pago uma semana completa em adiantado por ela e pronto, está consumada a troca. Mas a miúda tem de provar o que vale, tem de foder com todos e com tudo sem meias-tintas, tem de engolir esperma, levar na peida, fazer 2 ou 3 sem cobrar mais... enfim... tem de me mostrar q livrá-la daquele suplício n foi um acto de generosidade estupidamente desinteressado, que ela merecia ser salva. e depois entra numa rotina doce, arranjo-lhe clientes que encaixem na personalidade dela, e ela pode trabalhá-los por fora, receber prendas e dinheiro extra. E a toda esta prosperidade que tomo eu? 50% de cada encontro com o homem com quem ela está de livre vontade e q a ama. É pedir muito? Apenas uns grãos do paraíso...

Produtos Humanos Transgénicos

Written as FREUD

Hoje fui jantar com uma aluna de Psicologia que engatei online via o blog www.sexlisbon.blogspot.com. A questão n é tanto ela ter-se practicamente oferecido a mim... a questão mais importante é esta vontade quase alucinante destas miúdas de se meterem por baixo de tudo o que é figura paternal. Será o emergir de um novo complexo de "foder o pai" depois de tantos homens a quererem "foder a mãe"? Ainda nenhuma associação de Terapeutas foi tão longe... mas parece-me que mais cedo ou mais tarde vão chegar lá. As mulheres urbanas já n são tímidas, já n esperam pelos primeiros passos dos homens, já n querem saber se no dia seguinte vão ser nossas namoradas ou vistas como putas. Querem tanto a diversão como nós homens, mais ainda pq passaram tantos anos na obscuridade sexual...
E pronto... vou trabalhar... Other Job.... Other Life...

Descanso Terminal... ( o lado poético de um trabalho sujo)

Writen as PIMPO


Há sempre alguém à tua espera,
Em todas as chamadas há sempre alguém que menciona o teu nome,
Alguém se lembra de ti,
E os teus contornos ainda fazem mossa em muitas memórias.
Como explicar que partiste, que te foste, que já n estás ao serviço?
Como dizer candidamente que há outra em teu lugar, com o teu peito,
Que faz o que fazias...
Como dizer que n eras única? E será que eles acreditam?
Eras boa demais pra ser de tantos homens, agora os homens acham todas
Fracas...
Tu eras perfeita, e os teus gestos eram aroma... Como fazê-los
aceitar de novo suor sem casta?
Elas saem do carro, e quando lhes recebo o dinheiro vejo naquele olhar lasso que ainda se lembram de ti... e tu n estás aqui
Eras demasiado boa pró meu mundo, só consegui evitar destruir-te, mas nunca quis alterar o rumo diferente do teu, n quis abdicar de perder-te....

Sempre com amor, Filguy, pq tb tenho os meus sinónimos...

Terça-feira, Maio 18, 2004

No fim de um dia de trabalho, e depois da árvore, do livro e do filho... o blogue

written as FREUD

Este foi um bom dia de trabalho. Sou um profissional bem sucedido, os meus pacientes são indulgentes comigo e atribuem-me erroneamente créditos pela resolução dos seus problemas. N percebem a força que têm dentro deles e sinto-me quase q humilde ao tocar-lhes essa força pró amor que tÊm escondida dentro de uma carapaça feitas de "mim, mim, mim". gosto de pensar que um dia destes vou deixar de ter pacientes e trabalhar só de noite. Gosto de pensar que um dia destes vou apenas passear o meu laptop elegante pelas esplanadas do Porto e Lisboa e esquecer-me de todos estes reatares e desfazeres a que assisto todos os dias. Mas n, em dias como este agradeço pela imperfeição do mundo e por eu ter-me munido com os instrumentos que conseguem dar alguma Ordem ao mundo. Um casal que finalmente vai começar a fazer sexo com vontade, uma esposa que agora vai aceitar a tara por vê-la engolir esperma do marido, um marido que vai começar a passear a esposa por onde ela quer e ter menos presente a mãe possessiva, uma mulher q percebeu que o amante é q devia ser o marido e amanhã mesmo vai meter os papéis do divórcio e o marido dela q percebeu q nesta fase precisa de espaço pra crescer como homem e é na solidão que vai pintar essas cores... enfim... uma felicidade abrangente que passou por todo o dia. E as pernas da minha secretária. nunca lhe pedi pra trazer ligas e porém ela trás ligas todas os dias... religiosamente... Acho que nesse aspecto sempre tive o olhar certo para as mulheres. Nunca as intimidei com o meu olhar, parece q tenho a intensidade certa que lhes desperta curiosidade e desinibição... enfim... sou um surtudo... tenho a vida que quero e no meio da minha felicidade ainda consigo intuir como será que os outros puderão construir a sua felicidade...
E foi assim o primeiro dia de vida deste blogue...

A crise n é pra todos ( as minhas joias tb não). Comprem nacional...

Writen as PIMPO


Tava aqui a meditar, coisa q faço amiúde, (ser chulo é ser comtemplativo, que o material das miúdas n é pra estragar) e ocorreu-me esta questão muito práctica: os meus irmãos acham-me conservador. Talvez pela minha fonte de gajedo ser quase ilimitada ( dando-me ao luxo de rejeitar miúdas que depois vão à final de programas de escolher misses) n aceito com facilidade mulherio estranja. E enquanto os meus amigos se amonoam nas gares de Chegada pra receber as suas "sobrinhas" e "primas" eu quando muito passo pelo Colégio Luso-Franciu e deixo uma garina entrar. E mesmo aí é só pra conversar. N pensem que desdenho as brasileiras, com o seu traseiro proeminente, e muito menos as esguias e siliconadas romenas e moldavas. N faço vista grossa ás Africanas de proveniência vária... mas n sei... n é o meu mundo, n sou um multiculturalista. Gosto de ouvir uma mulher gemer em português, gosto de saber que tenho uma relaçõa mais que puramente comercial ocm as minhas meninas, gosto de saber q com o meu dinheiro vão tirar o curso, viajar, ganhar independÊncia financeira... enfim. Acredito mesmo que somos algo de bom na sociedade. Nunca tive um caso de espancamento de uma das minhas meninas por parte dos clientes, isto implica muita selectividade a montante do encontro e muito cuidado com o momento que deixa os homens mais agressivos: o pagamento. Ora o pagamento comigo é sempre feito a mim ou representante meu. Só depois o homem entra em contacto com a menina. Os pormenores são discutidos com o assistente, um jovem gay adorável e portanto o cliente n fica com a ideia de q vai estar com uma vaca depois de tar a discutir como e quanto ao telefone com ela. Pra todos os efeitos, eles até podem falar o encontro todo e apenas jantar, como acontece cada vez mais, à medida que forneço miúdas cada vez mais sofisticadas e cultas. Mesmo a pagar, os homens parecem tímidos face a uma mulher inteligente. Ora este reforço da personalidade da menina e esta sublimação da satisfação do cliente faz com que se crie uma relação tudo menos inferior. O cliente apenas sabe que se tentar ter sexo esse n lhe será negado, e depois de conhecer a menina isso sabe-lhe a pouco. Tive mesmo recentemente o caso de enviar uma menina pró Japão, onde se tornou Gheisha tradicional de um executivo de uma empresa multi-nacional. O mais estranho é q o tipo ainda n a montou, simplesmente passaram tempos infinitos a falar de arte, ele já lhe oferece pinturas da Paula Rego e nada de sexo. Pq no fundo no fundo, a crise é só prós segmentos onde os clientes estão dependentes de um salário, que por maior q seja será sempre dividido por uma pensão de alimentos pra uma ou duas mulheres e uma ostentação de escalão social superior...

incompreensão do "nós" por excesso de "eu"

Written as FREUD

É-me muito difícil aceitar o excesso de "eu" nos matrimónios actuais. Não tanto que isso seja uma barreira nas relações até pq o "eu" masculino sempre abundou na modernidade, um "eu" inferiorizado em relação À mãe, A irmã, ao primeiro amor e depois um eu que tenta, através de parceiras mais novas ou mais inexperientes e n através de uma verdadeira construção de vida, ganhar a sua supremacia nas relações amorosas. Tomemos um caso típico em que a mãe dele se mete na relação. E digo a mãe dele pq ela já cortou com a família todos os laços da adoelscÊncia e n se deixa influenciar pela família. Ele é q parece ter, hoje em dia, mais e mais laços neo-natais com a mãe, laços estranhos e dependÊncia que muitas vezes n eram notados antes do matrimónio. Ora neste caso a tendência dele é asusmir que ela fará os sacrifícios de tempo pra satisfazer a mãe dele, pq ele também faria pela mãe dela os mesmos sacrifícios. Mas o que ele n percebe é que ela n tem essas necessidades, precisamente pq ela já cortou coma família esses laços e oprtanto cria-se uam situação de desiquilíbrio constante, em que ele recorre a ela mas ela n precisa de recorrer dele. Mas lá está, o tal excesso de "eu" na relalção torna-o onsensível pra essa agressão ao "nós", essa invasão que ele está a fazer do espaço comum por uma necessidade uni-lateral. ISto sobressai tb ao nível da harmonia social e relacionamento com outros casais. Ele precisa do grupo de amigos, de estar com eles, de uma práctica desportiva. Ela satisfaz-se em falar ao tele e muito raramente passar um pouco da tarde com as amigas. Ora como a atividade dele implica horários e rotinas ( inscrições, marcações) ele acha q é normal ela abdicar das actividades dela em função dele, pq ela "só" ia estar com as amigas. Percebem o dilema? muito interessante, muito pertinente, muito grave e muito actual...


Abraços filosóficos mas prácticos ( que dessintonia deliciosa)

A beleza de um cú (1)

Writen as PIMPO

Muitas vezes colegas do meu meio me pergutam onde é q eu arranjo as minhas funcionárias, todas entre 18 e 20 aninhos, e já com toda a maturidade que lhes permite fazer grupos, homens de cinema, televisão e espectáculo e indivíduos de grande riqueza? Ou melhor, em jargão profissional " De onde sacas essas vacas douradas?". A questão n é simples, nem a vou escamotear por questões egoístas. A solução pra todas as questões é: escolas secundárias. Parte-se-me o coraçaõ de estar num café ou padaria perto de uma escola secundária a ouvir uma miúda lamentar-se de que n tem dinheiro pra comprar umas calças, uma mala ou um relógio de marca. Ou que n tem saldo no telemóvel. Ou que n tem dinheiro pra comprar aquele CD da sua banda favorita e que já TOOOODA a gente tem. Isto adudiza-se em escolas secundárias privadas e de luxo. Sim, pq há muito papá que muito preocupado em dar uma boa educação à filha se esquece da mais urgente necessidade feminina: a vaidade. E portanto n é nada inconsistente, de dentro do meu fato e com o meu portátil ligado à internet numa dessas confeitarias convencer essas miúdas que está já nas mãos delas fazer pela vida. Espera-se que ela tenha 18 anos, até aí somos uns mentores tanto no mundo da sexualidade como na vida privada, e a verificação diária da utilidade dos nossos conhecimentos mostra a essas miúdas que o mundo é muito diferente daquilo que julgavam e acabam por inexoravelmente perguntar " Como posso fazer parte desse mundo maravilhoso e mágico que é o de escorts de luxo?"
Aqui qq chulo salivaria e levaria a miúda pró seu cliente mais rico e faria dela uma raínha durante 3 meses pra a deixar abalada e semi-violada mentalmente e pronto... lá se perdia em pouco tempo uma raínha. Nada disso. É preciso confrontar a miúda com a realidade, que os homens são uns ejaculadores fracos, que são intempestivos, que são frágeis. Se os primeiros clientes dessa deusa forem homens frágeis todas as objecções que ela possa ter em relação À profissão serão dissipadas pois ela irá compreender o lado psicológico e afectivo que este trabalho tem n será assim facilmente que deixará de tentar marcar posição no reino do sexo pago, que de sexo, como já referi, ás vezes tem muito pouco. E depois sim, levá-las a esses velhos sofisticados, que muitas vezes pagam à miúda pra fazer com outros, e ela aí já blindada pela sua posição moral opde enfrentar essas excentricidades, ou mesmo a equipa principal de um clube desportivo de Básket como aconteceu recentemente. Pq a generosidade do chulo deve sempre ser direccionada para a generosidade que o destino teve com ele. E toda a gente sabe que a beleza de um cú de 18 anos, andrógeno e livre de qq celulite, n se repete ; ) mas mais direi sobre a beleza desta vida mais À frente...

no limite andámos todos a pedir pra ser amados...

Written as FREUD

A parte que está a dar problemas numa relação raramente admite ser por causa dela que estão ali 3 pessoas, duas delas a gastar 150Euros lol normalmente é a mulher que marca a sessão, mas é o homem que é o fundamento e substância da sessão acontecer. Ele vem e diz que está tudo bem, que a mulher anda irritada e o sexo já n é como era e pronto, o diagnóstico masculino dos problemas do casal são de uma sipmlicidade desarmante. Há Tb a questão de o homem nunca ser responsável pelos problemas de nível íntimo que o casal enfrenta. Pra todos os efeitos ele " fornece " à mulher tudo o que ela precisa, ela é q " de repente", se tornou uma insatisfeita... coitados destes homens...

As mulheres urbanas hoje em dia têm pouco das velhas matronas que toleravam quase tudo de antigamente. Especialmente o facto e hoje em dia a mulher trair tanto como o homem. Porém, enquanto que a traição do homem se nota logo e afecta logo a entrega dele na relação, na mulher essa extra-conjugaliade parece ser um bálsamo, ela começa a puxar mais pelo homem sexualmente, começa a querer sair mais, e aí sim, surge-lhe a insatisfação, mas n pretende desistir da relação pelo homem que arranjou nem pretende acabar. Pretende apenas que o marido se aproxime um pouco mais do Adónis que a fode em carros e superfícies semi-públicas várias mas n coloca em causa o casamento por isso, até pq vê no marido factores de satisfação emocional muito satisfatórios.

Mas no fundo no fundo querem ambos ser amados, com percepções diferentes sobre o seu envolvimento activo nesse processo, mas querem mesmo ser amados, que alguém os aprecie, que alguém lhes diga " és mesmo a pessoa com quem eu quero estar". Em ambos os caos, homens e mulheres, parece cada vez mais evidente que essa pessoa n tem de ser a pessoa com quem estão efectivamente casados...

Abraços cordiais...

O que é o "completo"?... Memórias de tempos idos da era dourada das call-girls em Portugal

Writen as PIMPO

Por vezes os clientes pedem-me especificamente meninas que façam o serviço completo. Parece uma questão brejeira, tecnicista... mas n é! Hoje em dia todas as minhas mulheres fazem o serviço completo. N que eu ganhe mais algum com a satisfação do apetite anal do cliente, mas é uma questão educativa: se eu ensinar a miúda a fazer anal sem dor, então ela poderá agradar mais ao cliente, o cliente satisfeita esta fantasia passa pra outra, q talvez inclua sexo a 3 e pronto, acabo por ganhar com aluguer dos serviços de duas meninas e n uma. Esta é a famosa e proverbial "generosidade do chulo": n me importo de ajudar ninguém desde q no fim essa ajuda me ajude a mim...

Mas tempos houve em que era raro encontrar ( Excepto vaquedo calejado sem classe de rua) meninas dispnníveis pra esse serviço. E nem era uma questão de dinheiro. Nos meus tempos de aprendiz neste negócio ainda lidei ocm meninas q por dinheiro nenhum davam o seu traseiro, na boa esteia da tradição francesa " mon cu c'est por caguer". Mas a prevalÊncia do sexo na pornografia aumentou as requisições deste serviço,bem como a crise de call girls nos início deste século fez com que me fosse cada vez mais difícil aceitar que se poderia negar esta forma de prazer ao cliente. E portanto, munido de gel e verga mostro a todas as minhas meninas como fazer anal. Dirão: " tipo o tuturial dos jogos de computador". Exactamente como isso. Como evitar que um ejaculador precoce ejacule logo, ou como consolá-lo depois de ele ejacular, como fazer um tipo que n se vem vir-se, como evitar marcas no corpo, como evitar q uma situação potencialmente violenta descambe... enfim. Ser chulo é muito mais que ser pai, muito mais q ser amante, muito mais que ser patrão... é um trabalho full-time, uma dedicação sem fim, um carinho que nunca acaba... amor e romantismo n fazem parte do meu dicionário, mas tenho bons sinónimos

Casais... unidades instáveis, recombinações... amor é palavra inaudita

Written as FREUD

Tenho esta regra de ouro: se num casal a mulher vier de saia, fico mais longe da mesa pra n lhe ver as pernas. Isto ao mesmo tempo q exigo q as minhas secretárias de ambos os consultórios ( Porto e Lisboa) usem saias um pouco acima do joelho, com duas rachas e com top sob fato em vinco profundo. Este desvio do fenómeno-fétiche é muito engraçado. Tem-se com a secretária aquilo de que nos abstemos na paciente, binómio escrava-mestra, algo de profundo, de intenso, obscurecido nuns cantos... iluminado noutros...
E é complicada esta profissão. O facto de os casais virem ao terapeuta já a relação está em avançado estado de desegração é uma das coisas que mais dificulta chegar a bom porto. Normalmente tento apenas que a separação corra bem, sem turbilhações. O mais triste é a ausência de elementos identificativos entre o casal. Os casais conhecem-se muito pouco, têm pouco em comum, estão juntos por questões sociais e n emocionais profundas, e mais de metade dos paceintes respondem " casámos pq já namorávamos à muito". Usando aqui um pouco de PIMPO, mas que puta de resposta de se dar. Mas lá está, casar é cada vez mais um exercício social. Vai-se À Igreja quando nunca se foi, está-se com pessoas com quem n se estava quase nada há meses, a família mais distante aparece, junta-se dinheiro pra pagar a casa... enfim... muito pouco encantados estes contos. Amor é normalmente uma palavra proibida quando os casais falam dos seus probs. Ora pq estão em momento de n-amor ora pq estão tão desiludidos que usar essa palavra só lhes serve pra lembrar toda uma filigrana de hipóteses q podiam ter sucedido mas n se deram... enfim...

A difícil tarefa de dizer não sem dizer não...

Writen as PIMPO...

É muito triste dizer que não a uma potencial funcionária. Idade 16, peito de aço, 1.56, cabelo loiro pelo fundo das costas. Como se diz a esta miúda que ela n serve prá minha lista selecta de colaboradoras? Como é q lhe explico q ela n pode frequentar os quartos dos melhores hotéis de Portugal a servir os senhores todo-poderosos ou o homem de classe média que quer um pouco de classe acima da dele? É muito complicado acreditem... partem-se-me o fígado, rins, vesícula biliar... enfim. Mas há que dizer que não, até pq há pacientes com remorsos à posteriori ( do tipo, montam a miúda e depois dá-lhes pra levá-la À PJ e dizer q a encontraram na rua) portanto n se pode mesmo arriscar. às vezes ainda as oriento pró meu amigo Pietr Vaglick que é realizor porno na Républica Checa onde se pode filmar com 16 anos pró mercado interno ( 17 pró Europeu e 18 pró americano) mas são casos muito especiais de miúdas especialmente talentosas. Mas o que ponho mais em causa é esta disposição de miúdas tímidas pra se prostituirem. Por um lado sinto-me honrado por pessoas tão novas confiarem na minha infra-estrutura para as exporem sem as deixarem desprotegidas, mas por outro lado, um lado muito ínfimo, mais um canto até, sinto que esta obsessão por dinheiro que estas miúdas demonstram é assustadora. Tive mesmo um caso recentemente de uma miúda de 13 anos a querer juntar-se à nossa organização. Saí da beira dela a correr, n quero casos de polícia a manchar a minha reputação, já por isso mesmo deixei de fornecer drogas pesadas aos clientes, n queria correr o risco de algum morrer e acusar produto e depois claro, ia-me sentir mal, especialmente se fosse preso. E além disso em Portugal as redes estão sempre a mudar, n é como na Holanda em que se pode comprar anos a fio o produto ao mesmo comerciante, criar aquilo que se chama uma relação de confiança. E devem perguntar: e as funcionárias, tomam alguma coisa pra se desinibirem com os clientes. Bem... a casa tem uma política rígida em relação a drogas: somos todos adultos, e nem sempre há vontade pra levar com 3 jogadores de uma equipa de futebol ás 3 da manhã especialmente depois de uma discussão com o namorado sobre estar-se fora de casa ás 2 da manhã. Portanto, deixo ao critério das pessoas mas sou, obviamente, um n apoiante da ingestão de drogas durante o serviço, especialmente com clientes q até são atraentes e atenciosos. Eles sabem q ao terem cuidado com as meninas recebem as melhores meninas, mas mais jovens, as mais inexperientes, e n há nada como uma miúda que ainda n sabe como fingir um orgasmo. e portanto as meninas devem evitar drogas com clientes simpáticos, e tb com clientes que conversam muito, pra n disparatar. Voltarei em breve a falar sobre clientela culta, especialmente os homens com curso superior e mais de 55 anos, que em 90% dos casos só conversam com as meninas desde q elas tenham capacidade pra acompanhar a conversa. E ainda dizem que eu n faço nada...

Começa uma nova era...

Já tive um blog, desisti dele... e agora, inspirado pelo exemplo de www.segredosdapaula.blogspot.com resolvi voltar a blogar. Terapeuta de casais e teens de dia, chulo de noite, a minha vida n é fácil, preso entre dois mundo qual Ananses grego, sem saída, sem perdão, entre mundos que se desprezam entre si. O diário sofredor de alguém que n sabe o que é passar um dia sem aturar um paciente ou sem montar uma jovem com menos de 20 anos... o drama eminente, o horror... as quecas.